Artigo sobre o suicídio de adolescentes no Brasil

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Sobre o suicídio de adolescente no Brasil

Houve um tempo em que as perspectivas dos jovens eram baixas, se comparada  com as perspectivas dos jovens dessa geração dos entretenimentos fácies e do sexo descompromissado.  Gerações anteriores tinham suas  esperanças um pouco acima de uma geração anterior,  precisavam de um emprego para comprar uma bicicleta, comprar algumas roupas e começar a construir suas vidas, entre seus sonhos estava a conquista da menina linda pela qual ele se apaixonou, a  formação de uma família, a comprar de um carro usado, ter um terreno para construir uma casa, ter filhos e vê-los crescendo com mais oportunidades que eles, agora na condição de pais,  tiveram. Suas esperanças estavam em construir à segurança de sua família e melhores condições para seus filhos.  Tinham frustações sim, no entanto suportáveis,  porque era preciso apenas  arrumar  um novo emprego e saber as prioridades  para colocar a vida de volta nos eixos.
No momento que esses jovens de algumas gerações atrás, começam  a trabalhar também surgiam as oportunidades de cursos profissionalizantes e de pagarem por uma formação educacional que melhorasse o seu currículo para o mercado de trabalho.  Podemos olhar ainda essas gerações anteriores através da perspectiva de formação espiritual e religiosa. Nas famílias, por mais simples que fosse o conhecimento que tinham sobre religião, podiam dar um respaldo para as frustrações, para a aceitação e os sofrimentos e a cruz da vida de cada um de nós.  A religião ainda prometia uma recompensa futura para os nossos sofrimentos e sacrifícios, prometiam a salvação da alma.  A religião atual cedeu tanto aos apelos do mundo capitalista que prometem bens materiais e prosperidade para aqueles que sacrificam suas vidas com o trabalho e o estudo, ou que tem aquela fé para transportar montanhas.
A geração frustrada e desamparada pelos valores religiosos foram formados por uma ideologia que olha o homem apenas pela luta de classe, a guerra entre grupos, os direitos sexuais e as liberdades exacerbadas,  em um mundo de sexo fácil e descompromissado, em um mundo de entretenimento e “curtição” regada a drogas, álcool, comportamento e sexo inconsequente.  Essa geração foi forma por ideias capitalistas quando se trata do consumismo, e socialista quando falamos das liberdades sexuais e da visão de direitos e inclusões, ou ainda pelo o oportunismo capitalista que juntou tudo e construir um novo público, produto e mercado consumidor.
As perspectivas desses jovens dessa geração que sofrem essa quase insuportável frustração que a vida e a realidade lhes impõem, isso porque são perspectivas muito altas para as suas realidades. São exigidos deles feitos quase heroicos para que sejam pessoas bem sucedidas, porém, sem qualquer garantia de sucesso.  Temos ainda aquela outra parcela de jovens que não tem grandes perspectivas, são jovens que se contentam com o sexo fácil, o carro rebaixado, a festa regada a música que estimula essa vida sem comprometimento, no entanto, essa outra parcela de jovens não deixam de ser também frustradas pelos desejos de consumir e possuir o que é inatingível dentro de suas realidades sociais.
Vivemos um tempo em que até a religião cedeu aos apelos consumistas, às ideologias de liberdades exacerbadas e aos entretenimentos em tudo, até mesmo as religiões foram corrompidas por apelos que é uma mistura socialista comunista com uma pitada de heroísmo descabido, que colocam como exemplo personagens bíblicos como modelos de conquistadores invencíveis.
Dentro de um mundo real, nada que foi estimulado e ensinado a essa geração pode se confirmar de modo generalizado e “democrático”, e tudo que resta e o vazio de uma vida e a frustração insuportável dentro da realidade de um destino que se monstra resistente a todos os nossos sonhos e ideologias sócias. 

O mais grave é que as liberdades exacerbadas, os direitos sexuais e as inclusões de toda forma de diversidade se tornaram um modo de imposição que tira a liberdade do outro ter qualquer ideia contrária. Deixamos de falar de respeito mútuo,  tornou uma obrigação à aceitação a todo custo, com se pudéssemos controlar o que o outro sente e pensa a nosso respeito e a respeito de nossas condutas e ideias. Por essa liberdade exacerbada nos tornamos extremistas no individualismo e no egoísmo e pensamos que podemos desmontar o mundo e reconstruí-lo segundo nossos caprichos, desejos e critérios.   


José Nunes Pereira    

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