CRONOPOEMA DO DIA: PÉ DE FRANGO

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Pé de Frango


Rodei a cidade inteira a procura de pé de frango,
Realmente!..., 
Concordo!...
Que coisa pobre e brega,
Mas por incrível que pareça não está fácil encontrar.

Depois que descobriram que pé de frango é rico

Em colágeno que não sei bem o que é,
Todas as Madames e moçoilas estão comendo pé de frango,
Verdade!...
Fui a uma casa de carne aqui na cidade de Marília,
Uma senhora cinquentão com cara de cinquentão
Estava encomendando cinquenta quilos...

Disse que era para recuperar o tempo em que ela não comeu pé de frango.

Eu também estava lá encomendando minha parte.
Eu poderia dizer que eu também preciso de colágeno,
Vocês me conhecem bem, sabem que sou o  poeta imparcialista,
Estão confesso a verdade, 
Eu estava lá porque aquela antiga e já superada necessidade de menino pobre
Que comeu muito pé de frango ficou em mim como um gosto
Uma cultura, um costume de país asiático.

Se colágeno é bom mesmo para a pele, os ossos e cartilagens

Eu sou inoxidável e imortal, porque vá comer pé de frango como eu lá na China.

Ninguém mais se importa com os símbolos e as superstições

Em torno do pé de galinha:
Símbolo da paz sem Cristo, cruz de Nero, cruz invertida..., 
Pé de galinha na farofa de macumba,
“Quem come pé de galinha fica bisbilhoteiro,”
“Quem come pé de galinha nunca vai ficar rico.”
Sobre certa perspectiva eu sou bisbilhoteiro,
E por todos os ângulos eu sou pobre, 
Estão concluo que pelo menos para mim as superstições estão certas.
Só não sei quanto ao colágeno.

Salomão Alcantra
J.Nunez 

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