formação de profissionais e pesquisadores


Se quiserem receber dinheiro para pesquisa, os docentes são obrigados a ingressar num sistema produtivista de atividades acadêmicas e de captação de recursos instituído pelo Ministério da Educação (MEC) por meio dos órgãos de fomento à pesquisa. Se não se integrarem nesse sistema, nem sequer entrarão na disputa pelo dinheiro e, pior, não obterão boa avaliação de desempenho e não terão ascensão funcional e nem salarial, não ingressarão na pós-graduação, não receberão dinheiro para pesquisa e colocarão em risco a pontuação da universidade perante um sistema federal de recebimento de recursos, ao qual a instituição está presa (ANDES, 2013, p. 32).


Guerra (2010, p. 731): “Esse sistema inverte a lógica da formação de qualidade, priorizando e premiando os que investem na acumulação de declarações e certificados em detrimento dos que investem na formação de profissionais e pesquisadores”. 


É de suma importância registrar e denunciar que a forma final assumida pelas diretrizes curriculares no texto legal, ao serem homologadas em 04/07/2001 pelo MEC, sofreu uma forte descaracterização tanto na sua direção social, quanto na base dos conhecimentos e habilidades considerados essenciais ao desempenho profissional do assistente social. Esses elementos, exaustivamente debatidos pelo conjunto das unidades de ensino, pelas entidades representativas da categoria e referendados pela Comissão de Especialistas do MEC – da qual a autora foi membro – sofreram cortes que comprometem o projeto original proposto ao Conselho Nacional de Educação (CNE) (IAMAMOTO, 2012, p. 43, grifos nossos).




Pinto (2013, p. 39): O que se evidencia, nesse contexto, é a instalação de um tipo de universidade para a atual etapa de acumulação do capital, a qual redefine as suas relações, seu lugar frente às exigências da inserção subordinada do Brasil no cenário econômico mundial, produzindo, assim, a alteração da formação acadêmica oferecida. Esse processo transita da privatização direta, passando pelo novo modelo de gestão, introduzindo o padrão gerencial [...].


 “amadurecimento intelectual, acadêmico e ético-político experimentado pelo Serviço Social brasileiro a partir da intenção de ruptura com o tradicionalismo profissional” (ORTIZ, 2013, p. 12).



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