A VONTADE DISCURSIVA

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Bakhtin (2003): a vontade discursiva do falante se realiza antes de tudo na escolha de um certo gênero de discurso. Essa escolha é determinada pela especificidade de um dado campo da comunicação discursiva, por considerações semântico objetais (temáticas), pela situação concreta da comunicação discursiva, pela composição pessoal dos seus participantes etc. (BAKHTIN, 2003, p. 282). 



As comunidades discursivas são redes sócio-retóricas a fim de trabalharem em prol de conjuntos de objetivos comuns. Uma das características que os membros estabelecidos dessas comunidades discursivas possuem é a familiaridade com gêneros particulares que são usados no favorecimento desses conjuntos de objetivos. Conseqüentemente, os gêneros são propriedades das comunidades discursivas, ou seja, os gêneros pertencem às comunidades discursivas e não aos indivíduos, a outros tipos de agrupamento ou a comunidades de fala (Speech Comunity) mais amplas. (SWALES, 1990, p. 9)

Um gênero compreende uma classe de eventos comunicativos em que os membros da comunidade compartilham os mesmos propósitos comunicativos. Esses propósitos são reconhecidos pelos membros mais experientes da comunidade discursiva original e constituem a razão do gênero. Esta racionalidade modela a estrutura esquemática do discurso e  influencia e restringe as escolhas de conteúdo e estilo. O propósito comunicativo, além de ser um critério privilegiado, também opera para sustentar o escopo de um gênero, mantendo-se enfocado estreitamente em determinada ação retórica compatível com o gênero. Além do propósito, os exemplares de um gênero exibem vários padrões de semelhança em termos de estrutura, estilo, conteúdo e audiência. Se num exemplar forem realizadas todas as expectativas sobre a caracterização de um determinado gênero, esse exemplar será visto como prototípico pela comunidade discursiva em que ele circula. Os nomes dos gêneros, herdados e produzidos pelas comunidades discursivas e importados por outras, constituem uma comunicação etnográfica valiosa, mas necessitam posteriormente de validação adicional. (SWALES, 1990, p. 58). 


 característica menos evidente e demonstrável de que, digamos, a forma e, portanto, é pouco útil como primeiro critério. É fato que o propósito de algum gênero terá dificuldade, em si mesmo, de adquirir considerável valor heurístico. Enfatizar a primazia do propósito pode requerer que o analista realize um número regular de investigações independentes e esclarecedoras, oferecendo, assim, proteção contra uma classificação flexível baseada em características estilísticas e crenças herdadas, tais como, tipificar os artigos de pesquisa em simples relatos de experimentos (SWALES, 1990, p. 46).


 a) a apreensão dos “fatos lingüísticos-comunicativos” e não o estudo de “fatos gramaticais”, difusos, virtuais, descontextualizados, objetivados por determinações de um “programa” previamente fixado e ordenado desde as propriedades imanentes do sistema lingüístico; b) a apreensão de estratégias e procedimentos para promover-se a adequação e eficácia dos textos, ou o ensino da língua com o objetivo explícito e determinado de ampliar-se a competência dos sujeitos para produzirem e compreenderem textos (orais e escritos) adequados e relevantes; c) a consideração de como esses procedimentos e essas estratégias refletem-se na superfície do texto, pelo que não se pode, inconseqüentemente, empregar quaisquer palavras ou se adotar qualquer seqüência textual; d) a correlação entre as operações de textualização e os aspectos pragmáticos da situação em que se realiza a atividade verbal; e) a ampliação de perspectivas na compreensão do fenômeno lingüístico, superando-se, assim, os parâmetros demasiados estreitos e simplistas do “certo” e do “errado”, como indicativos da boa realização lingüística (ANTUNES, 2002, p. 71).


 Swales (1990, p. 46), “gêneros são veículos comunicativos para alcançar metas”.



 “É o propósito comunicativo que direciona as atividades lingüísticas da comunidade discursiva”Swales  (p. 10). 

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