Sobre a importância da leitura

A leitura do mundo precede a leitura da palavra” Paulo Freire 


“A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto.” (FREIRE, 2006, p.11)



Freire: “(...) é impossível um estudo sério se o que estuda se põe em face do texto como se estivesse magnetizado pela palavra do autor, à qual emprestasse uma força mágica. Se se comporta passivamente,“domesticando”, procurando apenas memorizar as afirmações do autor”(1984, p.10)


A insistência na quantidade de leituras sem o devido adentramento nos textos a serem compreendidos, e não mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda que encarnada desde outro ângulo, que se encontra, por exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível qualidade de seu trabalho, ou não, com a quantidade de páginas escritas. No entanto, um dos documentos filosóficos mais importantes de que dispomos, As teses sobre Feuerbach, de Marx, tem apenas duas páginas e meia…

Parece importante, contudo, para evitar uma compreensão errônea do que estou afirmando, sublinhar que a minha critica à magicização da palavra não significa, de maneira alguma, uma posição pouco responsável de minha parte com relação à necessidade que temos, educadores e educandos, de ler, sempre e seriamente, os clássicos neste ou naquele campo do saber, de nos adentrarmos nos textos, de criar uma disciplina intelectual, sem a qual inviabilizamos a nossa prática enquanto professores e estudantes.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez, 1989.

Quantas vezes visitando os grandes romances da literatura mundial e nacional, lendo poesias inspiradas, ou vendo filmes de diretores geniais, acordamos para problemas fundamentais da vida humana. Aprendemos a pensar em profundidade o que são o amor, a morte, a liberdade, o sofrimento, a injustiça e tantas outras experiências básicas da condição humana. As pessoas passam, morrem. Se deixam obras literárias, permitem que dialoguemos com elas pela via da leitura. Ler é imenso privilégio.

LIBANIO, J.B. A arte de formar-se. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2001. 127 p. p. 25.

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