sobre assistência social

Como todo ser humano, o cliente tem a responsabilidade de viver sua vida de tal forma que atinja os objetivos próximos e últimos da mesma, da maneira que os concebe. E desde que cada responsabilidade venha acompanhada de direitos correspondentes, ele é dotado pelo Criador, de um direito fundamental, inalienável, de escolher e decidir os meios apropriados para atingir seu próprio destino pessoal.” (BIESTEK, 1960, p.92)


“O exercício da responsabilidade é uma das fontes principais para o desenvolvimento e maturidade da personalidade. Somente através desse exercício em decisões livres, pode o cliente esforçar-se para adquirir a maturidade de sua personalidade intelectual, social, espiritual e emocional. Especialmente na qualidade de cliente, necessita de liberdade para escolher por si mesmo, os meios viáveis para tornar eficiente o auxílio do serviço social de casos.” (BIESTEK, 1960, p.93)


Marx (1978, p.9) : “O caráter social é, pois, o caráter geral de todo o movimento: assim como é a própria sociedade que produz o homem enquanto homem, assim também ela é produzida por ele.”

“Nossas preocupações fundamentais estão apoiadas em critérios a partir da compreensão de homem e mundo, orientada numa hermenêutica da realidade pela teoria personalista do conhecimento, por uma fenomenologia existencial e por uma ética cristã motivamente . E, se elas parecerem exageradamente apoiadas na visão personalista , devemos confirmar que foi esta a nossa intenção. Estamos convencidos de que a fenomenologia em muito nos pode ajudar no difícil caminhar em busca da compreensão de como trabalhar em Serviço Social , pensando a história humana em sua significação mais profunda.” (ALMEIDA, 1989, p. 1-2) (grifo nosso)



“Para o Serviço Social, o princípio da autodeterminação é básico e expressa o reconhecimento do direito à liberdade do homem, necessário e fundamental, que decorre de sua dignidade inerente como ser humano.” (PAVÃO, 1981, p. 35)


“A fé de que se pode confiar no homem, quando livre, para crescer e desenvolver-se nas direções desejáveis, é provavelmente a mais alta expressão de fé na dignidade humana.” (BARLET, apud PAVÃO, 1981, p.67)


“Cabe ao Assistente Social, na sua relação com os clientes, fazer com que exerçam seu direito de autodeterminação, lutando com que obtenham o máximo de satisfação dentro dos limites prefixados, mas expandindo esses limites naquilo que eles têm de fluido e indefinido. Face a isso, a atuação do Assistente Social será no sentido de procurar perceber aquilo que não pode mudar, mas com a preocupação de lutar por aquilo que é possível transformar, tendo sempre como fundamento para essa ação, a fé no valor da dignidade humana.” (PAVÃO, 1981, p.73)




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