GLOSSÁRIO DE PEDAGOGIA E EDUCAÇÃO DE UM MODO GERAL





 Alfabeto: conjunto de sinais usados para representar graficamente os sons da fala (fonemas ou sílabas). Os primeiros alfabetos surgiram na bacia do Mediterrâneo oriental. O fenício data aprox. do século XIII a.C. e deu origem a vários alfabetos modernos, entre os quais o grego, o latino, o cirílico, o árabe, o hebraico etc.

 Avaliação: a avaliação precisa ser entendida como instrumento de compreensão do nível de aprendizagem dos alunos em relação aos conceitos estudados e às habilidades desenvolvidas. É uma ação que necessita ser contínua, pois o processo de construção de conhecimentos pode oferecer muitos subsídios ao educador para perceber os avanços e dificuldades dos educandos e, assim, rever a sua prática e redirecionar as suas ações se necessário.

 Bulling: Bullying, termo de origem inglesa foi adotado internacionalmente durante a realização da conferência internacional online no School Bullying and Violence em 2005. Ele é utilizado para definir atitudes agressivas sejam elas físicas ou psicológicas intencionais e repetitivas.

 Construtivismo: é uma das correntes teóricas empenhadas em explicar como a inteligência humana se desenvolve partindo do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas ações mútuas entre o indivíduo e o meio.


 Cultura: conjunto de padrões de comportamento, crenças, conhecimentos, costumes etc. que distinguem um grupo social. Forma ou etapa evolutiva das tradições e valores intelectuais, morais, espirituais (de um lugar ou período específico).

 Dislexia: é um dos muitos distúrbios de linguagem, de origem neurológica, caracterizado pela dificuldade de decodificar palavras simples.

 Enem: Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é um exame realizado anualmente, sendo opcional para alunos que estão concluindo ou aqueles que já concluíram o Ensino Médio.

 Inclusão: estado daquilo ou de quem está incluso, inserido, metido, compreendido dentro de algo, ou envolvido, implicado em; introdução de uma coisa em outra, de alguém em um grupo etc.

 Infância: período da vida que é legalmente definido como aquele que vai desde o nascimento até os 12 anos, quando se inicia a adolescência.

 Leitura: a palavra Leitura vem do latim lectum de legere, que significa arte de ler; ato ou o efeito de ler. A leitura é uma atividade de compreensão das diversas mensagens existentes no ambiente em que o indivíduo vive. Essas mensagens podem se apresentar de várias formas: imagens, sons, código escrito, entre outros.

 Práxis: a práxis é constituída de dois pólos indissociáveis - a teoria e a prática – que se complementam e se nutrem a partir das reais necessidades que enfrentamos no cotidiano.

 Software Livre: permite que os usuários o executem, copiem, estudem, modifiquem e aperfeiçoem com liberdade e de acordo com suas necessidades.

 Tecnicismo: refere-se ao abuso da tecnicidade, ou seja, o uso excessivo ou a supervalorização dos aspectos técnicos de algo, muitas vezes em detrimento do conjunto dos outros aspectos que possam caracterizá-lo, tais como aspectos políticos, filosóficos, etc.

 Tecnicismo Pedagógico: tendência que predominou no período pós-64 até meados da década de 80, caracterizando-se pela ênfase aos aspectos técnicos da Didática em detrimento de suas outras dimensões (humana e política).



GLOSSÁRIO DE PEDAGOGIA PIAGETIANA  

Abstração empírica - Segundo Franco, Sergio R. K, em O Construtivismo e Educação, 
Editora Mediação, 1995, pag 37, consiste em retirar (abstrair) o conhecimento diretamente dos objetos ou da ação que exerce sobre estes objetos. Portanto é um conhecimento extraído diretamente dos observáveis. Este conhecimento limita-se em abstrair os aspectos básicos dos objetos: forma, cor, peso, textura, etc 

Abstração reflexionante - Segundo Franco, Sergio R. K, em O Construtivismo e Educação, Editora Mediação, 1995, pag 37, consiste em retirar (abstrair) o conhecimento não dos objetos, mas da coordenação das ações sobre os objetos. Assim, por exemplo o conhecimento da operação matemática da soma é retirado (abstraido) da coordenação de várias ações. 

Acomodação - Segundo, Piaget, J, em Biologia e Conhecimento, Petropolis: Editora Vozes, 1996, pag 18, acomodação (por analogia com os "acomodatos" biológicos), é toda modificação dos esquemas de assimilação sob influência de situações exteriores (meio) aos quais se aplicam. Mas, assim como não há assimilação sem acomodações (anteriores ou atuais), assim tambem não há acomodação sem assimilação. Isto significa que o meio não provoca simplesmente o registro de impressões ou a formação de cópias, mas desencadeia ajustamento ativos. E por isso que só falamos em "acomodação" subtendendo "acomodação de esquemas de assimilação". Para Ferreira, Jairo, em seu mail de 28/05/98, no campo das trocas comunicacionais, assimilar é dar significados aos signos conforme nossos esquemas de significação, acomodar é modificar esta significação, agregando aos signos significados antes ausentes. Ver ilustração [1]. 

Adaptação - Responsável pela evolução dos organismos, que se transformam 

Assimilação - Segundo, Piaget, J, em Biologia e Conhecimento, Petropolis: Editora Vozes, 1996, pag 13, é a integração a estruturas prévias, que podem permanecer invariáveis ou são mais ou menos modificadas por esta própria integraçao, mas sem descontinuidade com o estado precedente, isto é, sem serem destruídas, mas simplesmente acomodando-se à nova situação. A assimilação, definida assim em termos funcionais muito gerais, desempenha um papel necessário em todo o conhecimento. Segundo Ferreira, Jairo, em seu mail de 28/05/98, no campo das trocas comunicacionais, assimilar é dar significados aos signos conforme nossos esquemas de significação Ver ilustração [1]. 

C
Conhecimento - Resulta das interações entre sujeito-sujeito e/ou sujeito-objeto. Em "A Epistemologia Genetica"(PIAGET, 1970), Piaget coloca que o "conhecimento resulta das interações que se produzem a meio caminho entre os dois .. [sujeito/objeto] ... sendo de uma dupla construção progressiva que depende da elaboração solidária do sujeito e dos objetos". 

E
Equilibração - Mecanismo condicionante do desenvolvimento. Nas estruturas cognitivas é resultante de dois processos complementares:
a adaptação que modifica a estrutura do organismo a partir da resistência do objeto, e
a assimilação quando os objetos passa a integrar a estrutura. Segundo, Piaget, J, em Biologia e Conhecimento, Petropolis: Editora Vozes, 1996, pag 37, equlibração constitui um processo muito geral, que, em grandes linhas, vem a opor compensações ativas às perturbacoes exteriores; compensações que variam, sem dúvida, segundo os níveis e os esquemas do sujeito, mas consistem sempre em reagir as perturbações sofridas ou antecipadas. 

Equilibrio operatório - Segundo, Piaget, J, em Biologia e Conhecimento, Petropolis: Editora Vozes, 1996, pag 37, caracteriza-se essencialmente pela reversibilidade (inversão ou reciprocidade), isto é, precisamente pela estabilização dos sistemas de compensações. 
Esquemas (de ações) - Permitem dar significação ao objeto, que ao assimilá-lo, vão se diferenciando através de acomodações. Segundo, Piaget, J, em Biologia e Conhecimento, Petropolis: Editora Vozes, 1996, pag 16, - o que, numa ação, é transponível, generalizável ou diferenciável de uma situação a seguinte, ou seja, o que há de comum nas diversas repetições ou aplicações da mesma ação. 

Estágios - Segundo, Piaget, J, em Biologia e Conhecimento, Petropolis: Editora Vozes, 1996, pag 27-28, no terreno da inteligência falamos, em síntese, de fases quando são satisfeitas as seguintes condições: 1) seja constante a sucessão dos comportamentos, independentemente das acelerações ou retardamentos que podem modificar as idades cronológicas (não seria idades mentais?, problemas ou equívocos de traducao?)médias em função da experiência adquirida e do meio social (como das aptidões individuais); 2) seja definida cada fase não por uma propriedade simplesmente dominante mas por uma estrutura de conjunto, que caracterize todos os comportamentos novos próprios dessa fase; 3) essas estruturas apresentam um processos de integração tal que cada uma delas seja preparada pela precedente e se integre na seguinte. 

Estado de Desequilibrio - Produzido por uma perturbacao - dificuldade de assimilação. 

Estrutura - Resultado da reorganização dos esquemas e serve de base para a construção de nova estrutura em nivel mais elevado, que vai se desenvolvendo em quantidade e qualidade. 


I
Inteligência - Forma de adaptação humana, admitindo-se paralelismo entre processos intelectuais e biologicos, realizada atraves da criacao continua de estruturas mentais cada vez mais complexas e em progressivo equilibrio com o meio.Em "O Nascimento da Inteligencia na Crianca"(PIAGET, 1982), Piaget coloca a inteligência como fator de conservacao da vida: "A inteligencia eh essencialmente uma organizacao ...", responsável em promover a estruturacao 
do universo, atraves de trocas, de adaptacao que provoca um acrescimo no organismo, que se transforma em funcao do meio, tendo como meta a conservacao do organismo. Para Lino de Macedo (MACEDO, 1997 - Revista Patio) "ser ou estar vivo, eh, por isso, ser ou estar inteligente". 

M
Memória - Segundo, Piaget, J, em Biologia e Conhecimento, Petropolis: Editora Vozes, 1996, pag 11, condutas muito diversas, cujo único traço comum e a conservação do passado ou, falando mais exatamente, a utilização de aquisições anteriores. Na maioria dos casos, a memória confunde-se assim com o hábito ou com seu aspecto particular de reconhecimento de indices. 

O
Observáveis - De acordo com Garcia, A. & Fabregat, A. em A Construção do Conhecimento na Educação, Editora Artes Médicas, pag 94, é "aquilo que a experiência permite comprovar em uma leitura imediata dos fatos presentes por si mesmos". Os autores citam Piaget, J: La equilibracion de Las estructuras cognitivas, Siglo XXI, Madri, pag 49. 
Operação - Ação interiorizada, i. é, reconstrução de ações sensório-motoras, mediante a função semiótica - ação que pode ser representada através de instrumentos, como as imagens e a linguagem. Se a operação fizer parte de um sistema estruturado, temos uma dependência entre ações dentro deste sistema. Uma ação operatória tem como característica sua propriedade fundamental que é a reversibilidade - implica simultaneamente um sentido direto e um inverso. (Ex.: Uma crianca tem uma bola de massinha de modelar e faz um cilindro. Já tem presente em sua mente que pode tornar a refazer a bola).
P
Percepção - Segundo, Piaget, J, em Biologia e Conhecimento, Petropolis: Editora Vozes, 1996, pag 13-14, quando um homem ou um animal percebe um objeto, identifica-o como pertencente a certas categorias, conceituais ou práticas, ou, no plano propriamente perceptivo, percebe-o por intermédio de esquemas funcionais ou espaciais. Assimila-o pois a estruturas mais ou menos complexas e de níveis diversos, mas anteriores à sua percepção do momento. 

R Reequilibração - Troca de um estado de desequilíbrio por outro de equilíbrio. No estado de equilibrio as estruturas possibilitam a assimilação do objeto do conhecimento ou as estruturas se modificam (acomodação) para poder assimilar o elemento. O estado de equilibrio resulta da interação entre assimilação e acomodação 

S Sistemas em Equilíbrio - Constituem-se de ações, em estruturas de conjunto, capazes de compensar perturbações através de mecanismos reguladores, de modo a conservar o equilibrio manifestado pela reversibilidade das ações.

01 ANÁLISE: (do grego analysis: desligar, decompor um todo em suas partes). Divisão ou decomposição de um todo ou de um objeto em suas partes, seja materialmente (análise química de um corpo), seja mentalmente (análise de conceitos). Procedimento pelo qual fornecemos a explicação sensata de um conjunto complexo. Ex: a análise de um romance, de um fato histórico. Método de conhecimento pelo qual um todo é dividido em seus elementos constitutivos. 

02 ANTÍTESE: (do grego antithesis: oposição). Oposição de contrariedade entre dois termos ou duas proposições. Em Hegel, que foi retomado por Marx, a antítese designa o momento negativo da dialética: “a antítese é a negação da tese, e a negação dessa negação culmina na síntese”.

03 APROPRIAÇÃO: atividade pela qual o indivíduo capta dados externos (idéias, procedimentos, significados etc.) convertendo-os em dados constitutivos de sua subjetividade. 

04 ATIVIDADE COGNOSCITIVA: relativa ao ato de conhecer. 

05 AXIOLOGIA: âmbito da filosofia que se preocupa com a justificativa do agir humano, com a discussão dos valores que presidem as nossas ações. Sua questão básica é saber a significação do valor, saber por que os homens o atribuem a tudo. Valores morais dizem respeito à ética; valores ligados à sensibilidade, beleza e arte são tratados pela estética; valores sociais se incluem no âmbito da política. 

05 CAPACIDADES: condições anátomo-fisiológicas e psicológicas indispensáveis para a realização exitosa das ações teórico-práticas norteadoras das relações do homem com a realidade física e social.

 06 CATEGORIA: originário de Aristóteles, para denominar as diferentes maneiras de se afirmar algo de um sujeito, atualmente o termo é considerado como sinônimo de noção ou conceito, para designar, mais adequadamente, a unidade de significação de um discurso epistemológico. 

07 CATARSE: na origem, designa os ritos de purificação de caráter religioso. Aristóteles emprega o termo a propósito da tragédia no teatro, para designar a purgação das paixões operada através da arte (tragédia), fornecendo-lhes um objeto fictício de descarga. Em Psicologia diz respeito ao efeito salutar provocado pela conscientização de uma lembrança fortemente emocional e/ou traumatizante, até então reprimida. Em educação, na perspectiva da metodologia dialética de construção do conhecimento, catarse é o ponto culminante do processo educativo em que se realiza, pela mediação da análise levada a cabo no processo de ensino, a passagem da síncrese à síntese pela manifestação nos alunos da capacidade de expressarem uma compreensão da prática em termos tão elaborados quanto era possível ao professor; nesse sentido, catarse é a verdadeira apropriação do saber pelo aluno.

08 CONCEITO: (do latim conceptum: pensamento, idéia).Em seu sentido geral, o conceito é uma noção abstrata ou idéia geral, designando seja um objeto suposto único (ex. conceito de Deus), seja uma classe de objetos (ex. o conceito de cão). Termo chave em filosofia, o conceito designa uma idéia abstrata e geral sob a qual podemos unir diversos elementos. Só em parte é sinônimo de idéia, palavra mais vaga, que designa tudo o que podemos pensar ou que contém uma apreciação pessoal: aquilo que podemos pensar de algo. Enquanto idéia abstrata construída pelo espírito, o conceito comporta, como elementos de sua construção: a) a compreensão ou o conjunto dos caracteres que constituem a definição do conceito (o homem: animal, mamífero, bípede, etc.); b) a extensão ou o conjunto de elementos particulares dos seres aos quais se estende esse conceito. A compreensão e a extensão se encontram numa relação inversa: quanto maior for a compreensão, menor será a extensão; quanto menor for a compreensão, maior será a extensão. 

09 CONCRETO: para o senso comum, o concreto é tudo aquilo que é dado pela experiência sensível, seja externa (as diversas sensações que qualificam um objeto), seja interna (as emoções de medo, um sonho, etc). Por oposição a abstrato, o concreto é aquilo que é efetivamente real ou determinado em sua totalidade. Portanto, é o que constitui a síntese da totalidade das determinações: “O concreto é concreto porque é a síntese de múltiplas determinações, portanto, a unidade da diversidade” (Marx). Em seu sentido lógico, o concreto diz respeito aos termos que designam seres ou objetos reais: Pedro, cachorro, etc.

 10 CONHECER: apreender diretamente algo: “conhecer designa um gênero cujas espécies são constatar, compreender, perceber, conceber, etc” (A. Lalande).

11 CONHECIMENTO: (do latim cognoscere: procurar saber, conhecer). Função ou ato da vida psíquica que tem por efeito tornar um objeto presente aos sentidos ou à inteligência. Apropriação intelectual de determinado campo empírico ou ideal de dados, tendo em vista dominá-los e utilizá-los. O termo “conhecimento” designa tanto a coisa conhecida quanto o ato de conhecer (subjetivo) e o fato de conhecer. A teoria do conhecimento é uma disciplina filosófica que visa estudar os problemas levantados pela relação entre o sujeito cognoscente e o objeto conhecido.

 12 CONTEÚDOS DE ENSINO: saberes científicos constitutivos do saber escolar. 

13 DIALÉTICA: do grego dia (dois, duplo) e lética (derivado de logos – palavra//pensamento/conhecimento). Na Grécia antiga, era a arte do diálogo, uma conversa em que os interlocutores possuem opiniões opostas sobre alguma coisa e devem discutir ou argumentar de modo a passar as opiniões contrárias à mesma idéia ou ao mesmo pensamento sobre aquilo que conversam. Na acepção moderna, Dialética é o modo de pensarmos as contradições da realidade, o modo de compreendermos a realidade como essencialmente contraditória e em permanente transformação. No sentido moderno da palavra, o pensador dialético mais radical da Grécia antiga foi Heráclito de Efeso (540- 480 A. C): “tudo existe em constante mudança”; “o conflito é o pai e o rei de todas as coisas”; “um homem não toma banho duas vezes no mesmo rio, porque da segunda vez não será o mesmo homem e nem estará se banhando no mesmo rio (ambos terão mudado)”. A concepção dialética foi reprimida historicamente, mas não desapareceu, mantendo espaços significativos nas idéias de diversos filósofos, como Aristóteles, Galileu, Descartes, Spinoza, Hobbes, Montaigne, Diderot, Rousseau e Kant. Mas foi com Hegel e Marx que a concepção dialética foi sistematizada. Usando o conceito de trabalho, Hegel criou a expressão superação dialética, para ele simultaneamente a negação de uma determinada realidade, a conservação de algo de essencial que existe na realidade negada e a elevação dela a um nível superior. Marx superou a concepção hegeliana do trabalho, sistematizando as principais categorias da dialética tais como se colocam até hoje:

Totalidade: o conhecimento é totalizante e a atividade humana é um processo de totalização, que nunca alcança uma etapa definitiva e acabada. Qualquer objeto que o homem possa perceber ou criar é parte de um todo. Em cada ação empreendida, o homem se defronta com problemas interligados. Por esta razão, para encaminhar uma solução para os problemas, precisamos ter uma certa visão de conjunto desses problemas, para que possamos avaliar a dimensão de cada elemento do quadro. Se não enxergarmos o todo, podemos atribuir um valor exagerado a uma verdade limitada. A visão de conjunto é sempre provisória e não pode pretender esgotar a realidade a que se refere. A realidade é sempre mais rica do que o conhecimento que a gente tem dela. Mas isso não nos impede de fazer sínteses, se quisermos entendê-la melhor. A síntese é a visão de conjunto que permite ao homem descobrir a estrutura significativa da realidade com que se defronta numa situação dada. E é essa estrutura significativa que a visão de conjunto proporciona que é chamada de totalidade. No dia-a-dia estamos sempre trabalhando com totalidades de maior ou menor abrangência.  Contradição e mediação: “a dialética não pensa o todo negando as partes, nem pensa as partes abstraindo do todo. Ela pensa tanto as contradições entre as partes (a diferença entre elas: o que faz de uma obra de arte algo distinto de um panfleto político) como a união entre elas (o que leva a arte e a política a se relacionarem no seio da sociedade enquanto totalidade” - Carlos Coutinho).

Mediação - a experiência nos ensina que em todos os objetos com os quais lidamos existe uma dimensão imediata (que nós percebemos imediatamente) e existe uma dimensão mediata (que a gente vai descobrindo, construindo ou reconstruindo aos poucos). A mediação é essencial para chegarmos ao conhecimento sobre as coisas. Para que o nosso conhecimento avance é preciso ir além das aparências e penetrar na essência dos fenômenos, ou seja, é preciso realizar operações de síntese e de análise que esclareçam não só a dimensão imediata como também a dimensão mediata dos mesmos.  Contradição: há certos aspectos da realidade humana que não podem ser compreendidos isoladamente, mas em termos da conexão que existe entre eles e aquilo que eles não são. As conexões íntimas que existem entre realidades diferentes criam unidades contraditórias. A contradição é reconhecida pela dialética como princípio básico do movimento pelo qual os seres existem: “eu sou e não sou a menina de cinco anos”.

 14 DIDÁTICA: é uma área da Pedagogia, relacionada aos conhecimentos específicos da atividade pedagógica: o processo de ensino – aprendizagem, envolvendo a relação dinâmica entre educador, educando e matéria. Como ramo da ciência pedagógica, investiga os nexos e as relações entre o ato de ensinar e o de aprender, para propor princípios, formas e diretrizes comuns ao ensino de diferentes conteúdos, abrangendo o estudo de objetivos, conteúdos, métodos e relação professor-aluno (categorias ou conteúdos da Didática). Tais elementos se integram no ato de ensinar de acordo com o referencial teórico (pedagogia) que os estiver fundamentando, quer o educador se dê conta disso ou não. O termo foi introduzido por Comenius, como a arte de ensinar tudo a todos

15 EDUCAÇÃO: conjunto de ações, fatores e influências sobre o ser humano, destinados a prepará-lo para a vida num determinado meio social.Trata-se de fenômeno ao mesmo tempo individual e social, que implica na auto-atividade do sujeito, suscitada e mobilizada externamente (socialmente). Deriva de educatio, que indica o processo mediante o qual o adulto preparava o jovem para a vida. Os gregos, responsáveis pelo modelo de educação que a sociedade ocidental adotou, institucionalizaram as escolas, locais onde as crianças e os jovens iam receber dos sábios a formação necessária, tanto para o bem do corpo quanto do espírito. A educação tinha, portanto, um caráter terminal e apenas recentemente na 4 história da educação é que se observam as gerações adultas voltando para a escola, em busca de novas aprendizagens

Manifestações da educação: educação informal (não sistemática nem organizada -família e grupos sociais), não formal (sistemática e organizada em instituições não escolares; ambiente de trabalho), formal (sistemática e organizada, em agências escolares). 

16 ENSINO: é uma modalidade de prática educativa, uma modalidade do trabalho pedagógico, envolvendo professor e alunos. O trabalho docente é pedagógico porque é uma atividade intencional, implicando uma direção. O ensino supõe uma direção pedagógica, o que significa que não basta ser um bom especialista na matéria para se tornar um bom profissional do ensino. A atividade de ensino exige uma formação teóricocientífica que inclua conhecimentos especializados e também do campo pedagógico e uma formação técnicoprática que inclua a preparação específica envolvendo a Didática e a organização do trabalho pedagógico. O ensino caracteriza-se por ser uma atividade predominantemente teórica. A atividade docente não é diretamente a prática, mas o saber. O ensino orienta-se para a prática, visa conhecimentos, comportamentos, atitudes para a vida prática: mas o ensino não é a prática. Daí a necessidade de uma forte preparação teórica do professor, seja no domínio dos conteúdos de sua matéria, seja no domínio dos fundamentos da educação.

 17 EPISTEMOLOGIA: palavra composta de dois termos gregos: episteme, que significa ciência e logia, vinda de logos, significando teoria. Área da filosofia que diz respeito ao conhecimento, aos seus processos, a sua validade; preocupa-se com o conhecimento tanto de um ponto de vista descritivo como de um ponto de vista crítico. Busca explicar como se dá o conhecimento humano e qual é o seu alcance, até que ponto ele nos dá a verdade. Pode designar uma teoria geral do conhecimento (de natureza filosófica), tendo por sinônimo a gnoseologia, mas também se aplica a estudos mais restritos concernentes à gênese e à estruturação das ciências. Interessa-se basicamente pelo problema do crescimento dos conhecimentos científicos. Por isso, pode-se defini-la como a disciplina que toma por objeto as ciências em via de se fazerem, em seu processo de gênese, de formação e de estruturação progressiva. 

18 FILOGÊNESE: história do desenvolvimento da espécie humana.

19 FUNCIONALISMO: sistema de Psicologia (Séc. XIX) genuinamente norte-americano, preocupado essencialmente com o estabelecimento de relações funcionais ou de dependência entre comportamento, seus antecedentes e conseqüências. Enfatiza a aprendizagem, os testes mentais, o comportamento adaptativo e outras questões utilitárias. 20 GNOSEOLOGIA: (do grego gnosis: conhecimento e logos: teoria, ciência). Teoria do conhecimento que tem por objetivo buscar a origem, a natureza, o valor e os limites da faculdade de conhecer. Por vezes tomado como sinônimo de epistemologia, embora seja mais amplo, pois abrange todo tipo de conhecimento, estudando o conhecimento em seu sentido mais genérico. 

21 HOMINIZADO (ser): dotado das características filogenéticas requeridas ao desenvolvimento das propriedades especificamente humanas. Pré-requisitos anátomo-fisiológicos (construídos histórica e socialmente) para a humanização. 

22 IDEOLOGIA: conjunto de representações, idéias, conceitos e valores, mediante os quais as pessoas ou os grupos acreditam estar conhecendo e avaliando todos os aspectos da realidade. O caráter ideológico dessas representações vem do fato de que elas atuam mascarando, no plano subjetivo, o significado real objetivo desses aspectos, e isso em função de interesse de pessoas ou grupos particulares, que pretendem impor algum tipo de dominação. Nesse sentido, ideologia é falseamento da consciência, camuflando a objetividade das situações reais.

23 INTERDISCIPLINARIDADE: correspondendo a uma nova etapa do desenvolvimento do conhecimento científico e de sua divisão epistemológica. E exigindo que as disciplinas científicas, em seu processo constante e desejável de interpenetração, fecundem-se cada vez mais reciprocamente, a interdisciplinaridade é um método de pesquisa e d ensino suscetível de fazer com que duas ou mais disciplinas interajam entre si. Esta interação pode ir da simples comunicação das idéias até a integração mútua dos conceitos, da epistemologia, da terminologia, da metodologia, dos procedimentos, dos dados e da organização da pesquisa. Ela torna possível a complementaridade dos métodos, dos conceitos, das estruturas e dos axiomas sobre os quais se fundam as diversas práticas científicas. O objetivo utópico do método interdisciplinar, diante do desenvolvimento sem limite das ciências, é a unidade do saber. Não confundir com a multi ou pluridisciplinaridade: justaposição de duas ou mais disciplinas, com objetivos múltiplos, sem relação entre si, com certa cooperação, mas em coordenação num nível superior.

 24 INTERNALIZAÇÃO: transmutação do externo em interno (condição da apropriação). 

25 INTERSUBJETIVIDADE: termo utilizado pela epistemologia para designar a objetividade, isto é, a objetividade de n sujeitos concordando com quanto ao sentido de algo ou quanto a um resultado determinado. 

26 LIBERALISMO: o liberalismo político considera a vontade individual como fundamento das relações sociais, defendendo as liberdades individuais – de pensamento, de opinião, de culto, etc – em relação ao poder do Estado, que deve ser limitado. O liberalismo econômico (Adam Smith) considera que existem leis inerentes ao próprio processo econômico – tais como a lei da oferta e da procura – que estabelecem o equilíbrio entre a produção, a distribuição e o consumo de bens em uma sociedade. O Estado não deve intervir na economia, mas apenas garantir a livre iniciativa e a propriedade privada dos meios de produção (economia de mercado).  Neoliberalismo: doutrina econômica que, diante de certo fracasso do liberalismo clássico e da necessidade de reformar alguns de seus modos de proceder, admite uma certa intervenção do Estado na economia, mas sem questionar os princípios da concorrência e da livre empresa.

27 LÓGICA: ciência dos processos do pensamento em suas conexões com todos os demais processos do universo (como o pensamento pensa a realidade). 

28 LÓGICA DIALÉTICA: sistema de conhecimento radicado na crítica à lógica formal, tendo em Hegel sua referência originária. É a lógica da evolução e da mudança, afirmando a realidade como constante movimento determinado pelo conflito (contradição) entre forças opostas constitutivas de todos os fenômenos. 

29 LÓGICA FORMAL: primeiro grande sistema de conhecimento científico dos processos de pensamento, tendo em Aristóteles sua referência originária. Fundamenta-se no pensamento dedutivo, nas relações de causa/efeito, em definições classificatórias, nos juízos etc. Tornou-se paradigmática na construção do conhecimento científico.  

30 MATERIALISMO DIALÉTICO: é a lógica da realidade, da matéria em movimento, e portanto, a lógica da contradição. Afirma que tudo contém em si as forças que levam à sua negação, isto é, sua transformação em outra qualitativamente superior (superação). Sendo teoria e método do conhecimento, considera as condições reais, materiais e sociais encarnadas nas relações sociais de produção como ponto de partida e critério de validação do saber. O conhecimento é concebido como apreensão do real (em sua materialidade e movimento) pelo pensamento. Sistematizado por Marx e Engels, representa a dimensão metodológica do sistema filosófico por eles desenvolvido, denominado materialismo histórico dialético.

 31 MATERIALISMO HISTÓRICO: sistema teórico-filosófico que afirma o trabalho social (que em sua concepção filosófica não é sinônimo de emprego) como atividade vital humana, isto é, atividade pela qual o homem produz e re-produz suas condições de existência, desenvolvendo filo e ontogeneticamente suas 6 propriedades biológicas e sociais. Sendo atividade coletiva, o trabalho institui modos de relação de produção na base das quais assentam-se as demais relações sociais. 

32 METAFÍSICA: ( do grego metà tà physuká, que significa “aquilo que vem depois da física”). Palavra usada na origem apenas para designar as obras de Aristóteles que se seguiram a sua obra sobre a Física. Passou a expressar o conhecimento que se situa para além do conhecimento fornecido pela ciência. Do ponto de vista metafísico pretende-se alcança, pelo conhecimento, a própria essência das coisas, assumindo-se a posição de que a razão humana é capaz de atingir o núcleo de todos os objetos, de saber o que de fato eles são em si mesmo Dessa forma, poderíamos construir um sistema de conceitos que representaria o mundo tal qual ele é (perspectiva essencialista).

 33 ONTOLOGIA: área da filosofia que se preocupa com a reflexão sobre as condições de existência das coisas em geral e da existência do ser em geral. 

34 ONTOGÊNESE: história do desenvolvimento pessoal. 35 ORGANICIDADE: interdependência essencial entre elementos de um todos; unidade entre partes sem a qual um órgão, ou fenômeno, não desempenha suas funções específicas.

36 PARADIGMA CIENTÍFICO: Segundo Khun, um campo científico é criado quando métodos, tecnologias, formas de observação e experimentação, conceitos e demonstrações formam um todo sistemático, uma teoria que permite o conhecimento de inúmeros fenômenos. A teoria torna-se um modelo de conhecimento ou um paradigma científico (do grego paradeigma). Assim, paradigma é aquilo que os membros de uma comunidade partilham e, inversamente, uma comunidade científica consiste em indivíduos que partilham um paradigma. Por ex, a astronomia copernicana, a mecânica de Galileu, a mecânica quântica. Uma revolução científica acontece quando o cientista descobre que os paradigmas disponíveis não conseguem explicar um fenômeno ou fato novo, sendo necessário produzir outro paradigma, até então inexistente. A ciência, portanto, não caminha numa via contínua e progressiva, mas por saltos ou revoluções. As elaborações científicas e os ideais de cientificidade são diferentes e descontínuos. O filósofo Gaston Bachelard criou a expressão ruptura epistemológica para explicar essa descontinuidade do conhecimento científico. Os momentos de ruptura epistemológica e de criação de novas teorias é designado pelo filósofo da ciência Thomas Khun com a expressão de revolução científica.

 37 PEDAGOGIA: é a ciência da educação, que imprime a direção de sentido, de intenção à educação, expressa na formulação de objetivos, escolha de conteúdos e métodos. É o campo de conhecimento que se ocupa do estudo sistemático e intencional da educação, isto é, da prática educativa, em suas diferentes modalidades, como um dos aspectos da atividade humana, onde quer que esta prática se dê. Podemos, assim, falar em pedagogia familiar, pedagogia sindical, pedagogia dos meios de comunicação, Pedagogia Escolar. Em todo lugar onde houver uma prática educativa com caráter de intencionalidade, há aí uma Pedagogia (o processo educativo é pedagógico porque é intencional). Em sentido amplo, quem lida com educação, quem atua em qualquer atividade educativa, é um pedagogo (origem etimológica: pedagogo era o escravo grego que conduzia a criança à escola). Como uma das ciências da educação (Sociologia, Psicologia, Economia...), a Pedagogia distingue-se por estudar o fenômeno educativo na sua globalidade: o sujeito que se educa, o educador, o saber e os contextos em que ocorrem. A Pedagogia estuda os processos formativos, os objetivos e meios da ação educativa, em diferentes contextos históricos.

38 POSITIVISMO: sistema filosófico formulado por Augusto Comte, tendo como núcleo sua teoria dos três estados, segundo o qual o espírito humano, ou seja, a sociedade, a cultura, passa por três etapas: a teológica, a metafísica e a positiva. As chamadas ciências positivas surgem apenas quando humanidade atinge a 7 terceira etapa, sua maioridade, rompendo com as anteriores. Para Comte, as ciências se ordenaram hierarquicamente, da seguinte forma: matemática, astronomia, física, química, biologia, sociologia; cada uma tomando por base a anterior e atingindo um nível mais elevado de complexidade. Em um sentido mais amplo, o termo “positivismo” designa várias doutrinas filosóficas que se caracterizam pela valorização de um método empirista e quantitativo, pela defesa da experiência sensível como fonte principal do conhecimento, pela hostilidade em relação ao idealismo e ela consideração das ciências empírico-formais como paradigmas da cientificidade e modelos para as demais ciências.

39 PRÁXIS: designa a prática humana enquanto é atravessada por uma forma de intenção reflexiva, distinguindo-se de uma prática puramente mecânica. Na filosofia marxista, a palavra grega práxis é usada para designar uma relação dialética entre o homem e a natureza, na qual o homem, ao transformar a natureza com seu trabalho, transforma a si mesmo. Práxis é ação verdadeiramente humana que pressupõe a consciência (o conhecimento) de uma finalidade precedente à transformação concreta da realidade natural e social. Dimensão autocriativa teórico-prática do homem, pela qual transforma a realidade ao mesmo tempo em que é transformado por ela. A filosofia da práxis se caracteriza por considerar como problemas centrais para o homem os problemas práticos de sua existência concreta

 40 PROCESSOS MENTAIS: dinamismo psíquico pelo qual se estruturam e se expressam as funções psicológicas (sensação, percepção, atenção, memória, pensamento, imaginação, linguagem, emoção). 

41 REALIDADE SUBJETIVA: “mundo” interno, conteúdos da subjetividade humana.

 42 SEMIÓTICA/SEMIOLOGIA: dimensão significativa dos signos (a Semiologia estuda a vida dos signos no seio da vida social, segundo Saussure). Relativo à atribuição de significados e sua decodificação. Estudo da relação entre as palavras como signos das idéias e das idéias como signos das coisas (Locke). 

43 SENTIDO: (do latim sensus). Na acepção fisiológica, os sentido são os órgãos receptores que nos trazem impressões sobre os objetos externos. Classicamente são cinco os sentidos que possuem uma certa unidade funcional: tato, olfato, paladar, visão audição. Do ponto de vista psicológico, os sentidos são os responsáveis pelos diferentes tipos de sensação que percebemos. O termo sentido pode ser utilizado também como sinônimo de significação (não entendo o sentido do que ele disse).

44 SIGNIFICADO: (do latim significare). A teoria do significado examina os vários aspectos de nossa compreensão das palavras e expressões lingüísticas e dos signos em geral. Um desses aspectos é a relação de referência, que é um dos elementos constitutivos do significado: relação entre o signo lingüístico e o real, o objeto designado pelo signo.Outro aspecto é o sentido, o modo pelo qual a referência é feita. Dois termos sinônimos, por ex. “Brasília” e a “capital do Brasil” teriam a mesma referência, mas não o mesmo sentido. Outro aspecto da compreensão do significado diz respeito aos tipos de uso que uma expressão pode ter em contextos diferentes e para objetivos diferentes, o que determina uma diferença de significado

. 45 SIGNO: (do latim signum). Elemento que designa ou indica outro. Objeto que representa outro. Sinal. Elemento sensível de expressão cultural organizativo do comportamento humano. Encerra uma materialidade (sinal) que ocupa o lugar de outra coisa, isto é, daquilo que representa. Operando ao nível da consciência dos indivíduos, todo signo demanda decodificação. 

46 SÍMBOLO: (do latim tardio symbolum, do grego symbolon). É um objeto que representa outro de forma análoga ou convencional, um sinal convencional através do qual se designa um objeto. A relação entre o símbolo e o objeto simbolizado é, assim, nesse sentido, convencional, exterior. Ex: a bandeira é o símbolo da pátria. 

47 TEORIA DIALÉTICA DO CONHECIMENTO: para essa teoria o conhecimento se dá basicamente em três grandes momentos: a síncrese, a análise e a síntese. A síncrese corresponde à visão global indeterminada,  caótica, confusa, fragmentada, empírica da realidade; a análise consiste no desdobramento da realidade em seus elementos, a parte como parte do todo; a síntese é o resultado da integração de todos os conhecimentos parciais num todo orgânico e lógico, resultando em formas de ação.


Anoxia – falta de oxigenação no cérebro do feto. 

Anoxia perinatal – falta de oxigenação no feto no momento do seu nascimento. 

Cognitivo – o que se refere a adquirir conhecimento. 

Intelectual/intelecto – conjunto de faculdades do conhecimento. 

Decoreba – decorar algum assunto ou conteúdo mecanicamente, sem compreendê-lo. 

Distúrbios – são as disfunções orgânicas. 

Estímulos – ações que instigam, podem ser externas (ambientais) e internas (orgânicas, sensoriais). 

Estabilidade fisiológica – compreende o controle dos órgãos. Controle dos esfíncteres. 

Fatores hereditários – são as características transmitidas por herança, de geração para geração. 

Fatores ambientais – são os fatores transmitidos pelo ambiente que cerca a pessoa. 

Fase edípica – segundo Freud, o pai da psicanálise, a fase edípica é uma etapa em que as crianças não conseguem elaborar o fato dos pais representarem um papel alheio à sua existência. Tanto para o menino (filho) que exige da mãe as atenções que ela tem para o marido (pai), quanto para a PNEEs – Portadoras de Necessidades Educacionais Especiais, limitações que englobam os distúrbios de aprendizagem associados ou não aos comprometimentos dos PNEs. 

Maturação – amadurecimento, desenvolvimento neuropsicomotor. 

Neonatal – anterior ao nascimento, durante o período de gestação. 

TID – Transtorno Invasivo do Desenvolvimento – é um transtorno que se manifesta no início da vida da criança. As características são associadas ao prejuízo das habilidades sociais, da comunicação e por comportamentos estereotipados e repetitivos.


Docente: professor, educador

Discente: aluno, educando

Professorando (a): aluno (a) do Curso Normal

Didática: técnica de ensino

Pedagogia: arte e ciência da educação

Pedagogo: quem se dedica à pedagogia, professor, educador

Projeto pedagógico: projeto educacional

Cognitivo: relativo a conhecimento

Diagnóstico escolar: conhecimento da situação problema

Planejamento pedagógico: previsão dos trabalhos pedagógicos em um determinado período

Saberes pedagógicos: conhecimentos específicos necessários à prática docente

Aprendizagem: mudanças que o aluno apresenta em seu modo de pensar, agir, sentir

Prática cotidiana: o fazer constante do professor

Práxis: reflexão crítica da atuação diária do professor

Práticas pedagógicas: ações entendidas como educativas

Lócus: lugar de observação usado em linguagem de pesquisa

Interatividade: ação que exerce mutuamente entre duas ou mais pessoas.

Prática docente: ação institucional no ato de educar

Recursos didáticos: conjunto de técnicas e meios socialmente escolhidos para transmitir e fazer circular as mensagens destinadas a um grupo

Conteúdos de ensino: conjunto de conhecimentos, habilidades, hábitos modos valorativos e institucionais, organizado didaticamente.

Currículo escolar: são experiências em termos de conhecimentos que serão proporcionados aos alunos em determinado curso

Estratégia de ensino: arte de aplicar meios e recursos disponíveis para alcançar um objetivo específico

Interdisciplinaridade: interação de duas ou mais disciplinas


Glossário - Biblioteca Digital Paulo Freire - UFPb


AÇÃO CULTURAL – “Ação que visa ao desenvolvimento e à difusão cultural, como também às condições para a afirmação da identidade cultural” (INEP, 2004).
AÇÃO EDUCATIVA – “É o "fazer educação" na sociedade, de acordo com os ideais e as necessidades do homem e da sociedade; a eficiência e a eficácia dessa ação; sucessos, fracassos, experiências...” (INEP, 2004).
ADMINISTRAÇÃO COLEGIADA - " Administração colegiada entendida como processo democrático de decisões que procura garantir a participação de todos os segmentos da comunidade escolar, a fim de que assumam o papel de co-responsáveis pela construção do projeto pedagógico da escola" (SALVADOR, 2001).
ADMINISTRAÇÃO DA EDUCAÇÃO - "Administração aplicada ao complexo de atividades - fim e meio - próprias do ensino e à realização de outros serviços de natureza educacional. (I GLOSED). - Ciência, técnica ou arte de planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar todos os empreendimentos e esforços humanos para a consecução de objetivos educacionais numa região (município, estado ou país). Supõe toda uma filosofia e uma política educacionais que brotem da vivência da sociedade" (INEP, 2004).     
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ver ADMINISTRAÇÃO DA EDUCAÇÃO
ADULTO – “É aquele indivíduo que ocupa o status definido pela sociedade, por ser maduro o suficiente para a continuidade da espécie e auto-administração cognitiva, sendo capaz de responder pelos seus atos diante dela” (VOCÊ... , 2005).
AFETIVIDADE -  "Na educação, a afetividade desvela-se como um atributo de uma prática interdisciplinar que se manifesta por diálogo intersubjetivo e intencional vivenciados pelos sujeitos no quadro desenhado pelo movimento das cores que revestem  as relações e as interações  entre os sujeitos, propiciando o brilho, a intensidade e a aproximação nas relações que se estabelece" (FAZENDA, 2002).
ALFABETIZAÇÃO - “Processo educacional que tem, como sujeito, um adulto e cujo objetivo principal é a conscientização”. (GADOTTI, 1996)
ALFABETIZAÇÃO – CAMPONESES ver ALFABETIZAÇÃO, LUGARES
ALFABETIZAÇÃO DE ADULTOS - “Refere-se à alfabetização de adolescentes e jovens acima da faixa etária obrigatória”. (INEP, 2003)
ALFABETIZAÇÃO – GUINÉ-BISSAU ver ALFABETIZAÇÃO, LUGARES
ALIENAÇÃO - "Quando uma pessoa fica privada da razão e perde o domínio de algo que lhe pertence. Processo mediante o qual o povo, em grupo, um indivíduo se vê estrangeiro (cego, estranho, perdido) a si mesmo. Isso pode suceder em nível,econômico, político, cultural,etc., ou seja, que uma pessoa não sabe o que está havendo com ela mesma e como não reflete sobre o que acontece e se sente perdido. A televisão, o rádio,alguns partidos políticos, algumas religiões, etc., alienam as pessoas, para fazer pensar  de acordo  com suas intenções (interesses). A alienação consiste na visão que se dá a visões "focalistas" dos problemas não colocando em relevo as dimensões da "totalidade". É, em outras palavras, a focalização de aspectos parciais da realidade em vez da visão de conjunto dessa mesma realidade. Tal modo de ação, pela alienação, torna difícil a percepção crítica da realidade e, automaticamente, vai isolando os oprimidos da problemática" (GADOTTI,1996).
ANALFABETISMO - “Refere-se a uma incapacidade de ler ou escrever um enunciado simples em uma língua. Também pode definir pessoas que possuem uma precária alfabetização e, em função disso, não utilizam o pouco que sabem para sua profissionalização ou para uso pessoal, ou seja, são os analfabetos funcionais. O termo foi criado em 1958 pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura)”. (DICIONÁRIO..., 2003)
ANALFABETO - "É analfabeto aquele que não pode preencher as exigências da sociedade por um insuficiente domínio da arte da comunicação escrita; pessoa que não sabe ler nem escrever" (INEP, 2004).     
ANTIPEDAGOGIA - “Que é contra os princípios pedagógicos”. (FERNANDES; LUFT; GUIMARÃES, 1999)
APRENDIZAGEM - "Modificação na disposição ou na capacidade do homem que não pode ser atribuída apenas ao processo de crescimento biológico. Manifesta-se objetivamente pala mudança do comportamento. Aprendizagem quando  se compara o comportamento do endivídou antes de ser colocado em uma situação de aprendizagem e o seu comportamento após; aprender é um processo permanente de percepção, assimilação e transformação que permite à pessoa humana modificar de maneira estável suas estruturas mentais para aperfeiçoar a capacidade de realizar operações cognitivas, psicomotoras e comportamentais. Mediante a aprendizagem o sujeito adquire e desenvolve conhecimento habilidades, atitudes e valores para compreender, melhorar e transformar seu meio" (INEP, 2004).  
ASSOCIAÇÃO DE CLASSE - " Uma associação de classe representa os interesses daquele grupo que a criou. Pela Constituição Federal não ha limitações e nem impedimentos para serem  criada, ou seja, um grupo de pessoas ode, a qualquer momento, criar uma associação, uma união, uma congregação, de cunho nacional e/ou regional. Isto não lhe dá poderes e nem representa todos  os indivíduos que exercem uma atividade, afilia-se quem quiser. Ela não possui poderes para fiscalizar ou mesmo intervir em atividades empresariais regularmente registradas nos "órgãos competentes". Tem personalidade jurídica de caráter privado".       
ASSOCIAÇÃO DOS DIPLOMADOS DA ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA (ADESG) -"A Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) é uma sociedade civil, sem fins lucrativos e duração ilimitada, reconhecida de utilidade pública pelo Ministério da Justiça, para efeitos fiscais, de acordo com o Decreto nº 36.359, de 21 de outubro de 1954. Fundada em 7 de dezembro de 1951, cumpre a missão de congregar diplomados da ESG e participantes dos Ciclos de Estudo realizados em todo o país, incentivando sua participação no debate dos problemas da comunidade e nas propostas de soluções" (ADESG, 2004).       
ATA – “Registro escrito de uma reunião” (HOUAISS, 2003)
ATENÇÃO TERAPÊUTICA PSICOSSOCIAL - "Aquela oriunda do processo de reforma das instituições de saúde mental brasileiro e geralmente instituída nos serviços psicossociais públicos (CAPS, NAPS, SAP, etc)" (VIEIRA FILHO, 2001).
ATITUDE - "Reação avaliativa, normalmente contrastada com a mera crença, devido 'a sua conexão mais direta com a motivação e o comportamento. Uma atitude é um estado cuja essência é a satisfação ou a insatisfação ativa com algo que se passa no mundo. As principais controvérsias sobre esse assunto surgem quando se perguntasse uma reação, como, por exemplo, a avaliação de algo como bom ou como mau, pode ser classificada mais corretamente como expressão de uma atitude ou uma crença" (JOSGRILBERT, 2001).
ATIVIDADES DE MANIPULAÇAO – “Atividades físicas com objetos” (INEP, 2005).  
AUTONOMIA – “A consciência autônoma é verdadeiramente a consciência moral ou ética. A anomia e a heteronomia são fases que precedem a formação da consciência moral. "Entre a anomiaprópria ao egocentrismo e a heteronomia própria à coerção está a autonomia: atividade disciplinada ou autodisciplina, igualmente distante da inércia (anomia) e da atividade forçada (heteronomia)" (INEP, 2004).
AUTONOMIA (PSICOLOGIA) – “A consciência autônoma é verdadeiramente a consciência moral ou ética. A anomia e a heteronomia são fases que precedem a formação da consciência moral” (INEP, 2004). 
AUTONOMIA DA ESCOLA "Não basta a autonomia delegada; é preciso construí-la no cotidiano escolar...”. (INEP, 2004).
AUTORIDADE - “Capacidade ou poder de dirigir, com base na sabedoria, um grupo [família, instituição,sociedade, nação, etc.] para o seu desenvolvimento integral e para a unidade na diversidade... “ (INEP, 2004).
AUTORITARISMO - “É autoritário o que se aceita sem discussão. Alguém diz “tem de ser assim” e pronto; ninguém discute. É tão autoritário esse tipo de atitude quanto a atitude de quem dá a ordem. O autoritarismo é uma relação entre pessoas, e , como tal, tem dois lados”.  (AZEVEDO; UVA)
AUTORITARISMO PEDAGÓGICO – “A crítica ao autoritarismo pedagógico, por exemplo, não significa para Freire a negação da autoridade legítima do professor. Pelo contrário, esta última contribui para a construção da liberdade e da autonomia do estudante. “O estudante, como estudante, não é o professor. São diferentes mas não necessariamente antagônicos. A diferença é exatamente em que o professor tem que ensinar, experimentar, demonstrar autoridade e o estudante tem que experimentar a liberdade em relação a autoridade do professor. A autoridade do professor é absolutamente necessária para o desenvolvimento da liberdade dos estudantes, mas quando a autoridade do professor vai além dos limites  que este tem em relação a liberdade dos estudantes, então não teremos mais autoridade, não teremos liberdade, teremos autoritarismo”(FREIRE apud HORTON, 1990 apud AGUIRRE, 2003)
AUTORIZAÇÃO ver EMPOWERMENT
AVALIAÇÃO - "Todas as atividades empreendidas por professores e pelos estudantes, ao se auto-avaliarem, de forma a oferecer informações explícitas que possam orientar os professores e alunos no seu processo de ensino e aprendizagem" (BLACK; WILLIAM, 1998).         
AVALIAÇÃO EMANCIPATÓRIA - "A avaliação emancipatória caracteriza-se como um processo de descrição, análise e crítica de uma dada realidade, visando transformá-la... Ela está situada numa vertente político-pedagógica cujo interesse primordial é emancipador, ou seja, libertador, visando provocar a crítica, de modo a libertar o sujeito de condicionamentos deterministas. O compromisso principal desta avaliação é o de fazer com que as pessoas direta ou indiretamente envolvidas em ação educacional escrevam a sua "própria história" e gerem a as suas próprias alternativas de ação" (SAUL, 1988).  
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA - "Interpretação de medidas ou descrições qualitativas concernentes a uma amostra de comportamento, em relação a uma norma anteriormente estabelecida. A avaliação é de fundamental importância em todas as modalidades em todas as modalidades de explicação do comportamento individual que persegue a Psicologia Aplicada: diagnóstico, intervenção clínica, orientação, seleção, etc" (INEP, 2004). 
BIBLIOTECA POPULAR - “A biblioteca popular como centro cultural e não como um depósito silencioso de livros, é vista como um fator fundamental para o aperfeiçoamento e a intensificação de uma forma correta de ler o texto em relação com o contexto” (FREIRE, 1988).
BIOGRAFIA - “Relato da vida de uma pessoa” (GOMES, 2003).
BRINQUEDOTECA -  Recinto onde existem brinquedos que podem ser cedidos por empréstimo a crianças previamente registradas como usuárias”.(INEP, 2004).
CAMPANHA DE PÉ NO CHÃO - "Proposta de erradicar o analfabetismo em Natal-RN" (GÓES, 2001).                 
CAPITALISMO - “A filosofia política que fundamenta o capitalismo é o liberalismo e o neoliberalismo” (INEP, 2003).
CARL R. ROGERS – (EUA, 1902-1987): “O psicoterapeuta Carl Rogers aplicou à educação princípios de psicologia clínica. É considerado representante da corrente humanista e não-diretiva. No Brasil, suas idéias foram difundidas na década de 70, opondo-se às idéias comportamentalistas. Rogers dizia que a aprendizagem tinha de ser significativa e que o professor deveria ser capaz de aceitar o aluno tal como ele é, compreendendo seus sentimentos, pois a aprendizagem autêntica é baseada na aceitação incondicional do outro. Em seu modelo, o professor e o aluno são co-responsáveis pela aprendizagem, não havendo avaliação externa, mas sim a auto-avaliação. A grande crítica à teoria de Rogers se dirige à utopia que ela apresenta. Seus críticos consideravam sua teoria idealista”. (INEP, 2003)
CARTILHA DE ALFABETIZAÇÃO – “Livro destinado ao ensino das letras do alfabeto e das noções elementares da leitura e da escrita” (INEP, 2005).
CATÉDRA PAULO FREIRE - "É um espaço privilegiado para o desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre a obra de Paulo Freire e suas repercussões teórico e práticas para a educação no Brasil e no exterior. Pertence a PUC/SP, sob a direção do programa de Pós-Graduação em Educação" (SAUL, 2001).
CEBS ver COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE
CENTRO PAULO FREIRE – ESTUDOS E PESQUISAS - “É uma  sociedade civil, sem fins lucrativos, com finalidade educativa e cultural, cujo objetivo e perenizar a memória do educador Paulo Freire”. (JORNAL UTOPIA, 2000)
CEPLAR - “Campanha de Educação Popular na Paraíba. A Ceplar realiza uma experiência pioneira utilizando e/ou experimentando o Método Paulo Freire, como um instrumento que viabilizaria não apenas a leitura de palavras, mas a leitura do mundo, num processo cultural político-pedagógico, realizado nos círculos de cultura, tendo em vista uma conscientização política-educativa da realidade social, pretendendo a partir da educação popular, uma reestruturação social e/ou reformas de base na sociedade brasileira”. (SCOCUGLIA, 2000)
CICLO GNOSIOLÓGICO (CICLO DO CONHECIMENTO) – “Se observarmos o ciclo do conhecimento, podemos perceber dois momentos, e não mais do que dois, dois momentos que se relacionam dialeticamente. O primeiro momento do ciclo, ou um dos momentos do ciclo, é o momento da produção, da produção de um conhecimento novo, de algo novo. O outro momento é aquele em que o conhecimento produzido é conhecido ou percebido. Um momento é a produção de um conhecimento novo e o segundo é aquele em que você conhece o conhecimento existente. Este segundo momento é o momento da transferência do conhecimento anteriormente produzido” (FREIRE, 1986).
CICLOS DE ESCOLARIZAÇÃO - "O mesmo que ciclo de aprendizagem. Novo modelo de funcionamento de ensino que substitui as séries tradicionais por ciclos de dois, três ou quatro anos, em que prevalece a avaliação continuada. O ciclo de escolarização é uma estratégia para evitar a repetência e a evasão" (INEP, 2005).
CIDADANIA – “Consiste essencialmente no exercício efetivo dos direitos e deveres constitucionais do cidadão” (INEP, 2004).
CIDADANIA PLANETÁRIA - "A cidadania planetária supõe o reconhecimento  e a prática da planetaridade, isto é tratar o planeta como um ser vivo e inteligente. A planetaridade deve levar-nos a sentir e viver nossa contidianidade em conexão com o universo e em relação harmônica consigo, com os outros seres do planeta e com a natureza, considerando seus elementos e dinâmicas. Trata-se de uma opção de vida por uma relação saudável e equilibrada com o contexto, consigo mesmo, ,com os outros, com o ambiente mais próximo e com os demais ambientes".  
CÍRCULO DE CULTURA – “É uma escola diferente, onde se discutem os problemas que têm os educandos e o educador. Aqui não pode existir o professor tradicional (“bancário”) que tudo sabe, nem o aluno que nada sabe. Tampouco podem existir as lições tradicionais que só vão exercitar a memória dos estudantes. O círculo de cultura é um lugar – junto a uma árvore, na sala de uma casa, numa fábrica, mas também na escola – onde um grupo de pessoas se reúne para discutir sobre sua prática: seu trabalho, a realidade local e nacional, sua vida familiar etc. No círculo de cultura os grupos que se reúnem aprendem a ler e escrever, ao mesmo tempo que aprendem a “ler” (analisar e atuar) sua prática. Os círculos de cultura são unidades de ensino que substituem a escola tradicional de ressonâncias infantis ou desagradáveis para pessoas adultas” (GADOTTI, 1996).
CLACSO - CAMPO VIRTUAL - "Conselho Latino Americano de Ciências Sociais - é uma plataforma de comunicação, informação e difusão de programas e projetos acadêmicos regionais e internacionais desse conselho que permite otimizar os esforços dos mesmos através da utilização de um espaço virtual" particular para cada uma das áreas e grupos envolvidos que desse modo podem manter, ao longo do tempo e a um baixíssimo custo, um constante nível de interação de compatível com os requisitos de uma afetiva cooperação internacional" (BORON; AMENTA, 2003)    
CLASSE SOCIAL - "É preciso construir o espaço social como estrutura de posições diferenciadas, definidas, em cada caso, pelo lugar que ocupam na distribuição de um tipo específico de capital. (Nessa lógica, as classes sociais são apenas classes lógicas, determinadas, em teoria e. se se pode dizer assim, no papel, pela delimitação de um conjunto – relativamente – homogêneo de agentes que ocupam posição idêntica no espaço social; elas não podem se tornar classes mobilizadas e atuantes, no sentido da tradição marxista, a não ser por meio de um trabalho propriamente político de construção, de fabricação – no sentido de E.P. Thompson fala em The making of the English working class - cujo êxito pode ser favorecido, mas não determinado, pela pertinência à mesma classe sócio-lógica) (BOURDIEU, 1996).
CODIFICAÇÃO - "É a representação de uma situação vivida pelos estudantes em seu trabalho diário e que tem relação com a  palavra geradora. A codificação é a representação de certos aspectos do problema que se quer estudar. Ela permite conhecer alguns momentos do contexto concreto. A codificação consiste na representação de uma situação existencial ou real criada pelos alunos com seus elementos em interação" (GADOTTI, 1996).
COMPETÊNCIA - "Conhecimento das regras de uma língua  que uma pessoa internalizou" (HARRIS, 1999).
COMPLEXO TEMÁTICO - "É uma denominação criada para expressar a intencionalidade do processo educativo que toma como referência as contribuições de Pistrak (1981) acerca da organização do ensino segundo o sistema dos complexos, bem como de Paulo Freire (1987) acerca do tema gerador, concebendo uma forma de organização do ensino que: propõe uma captação da totalidade das dimensões significativas de determinados fenômenos extraídos da realidade e da prática social (SMED, Caderno 9, p.21) e, desse modo é importante que se diga que não se encontra nos indivíduos isolados da realidade, tampouco na realidade separadas dos indivíduos e de sua práxis. O Complexo Temático só pode ser entendido na relação "indivíduo-realidade contextual" (FREITAS, 2001).       
COMUNICAÇÃO LIBERTADORA – “A comunicação "libertadora" se constituía na ferramenta fundamental para o desenvolvimento de uma ação que não pretendia apenas a substituição de uma classe social por outra no poder mas cuja proposta era "libertar as relações entre operações e patrões, a estrutura agrária, as estruturas mentais para eliminar a exploração de qualquer tipo, a ignorância, o machismo, a doença..." (SANTOS, 2001).        
COMUNICAÇÃO PARTICIPATIVA - "Combina princípios do marxismo e cristianismo, via Igreja Católica, inspirando-se na metodologia de Paulo Freire (propõe o diálogo) com idéias de libertação".  
COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE - "Eram grupos de pessoas que, morando no mesmo bairro ou nos mesmos povoados, se encontravam para refletir e transformar a realidade à luz da Palavra de Deus e das motivações religiosas. Daí o nome de Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Começavam também a reivindicar pequenas melhorias nos bairros, mas ao mesmo tempo, iniciavam uma caminhada para tomar consciência da situação social e política. Queriam a transformação da sociedade. Inspiradas no método "Paulo Freire" de alfabetização de adultos, executavam uma metodologia que levasse da conscientização à ação" (COMUNIDADE ECLESIAIS..., 2004).
CONFEDERAÇÃO DOS PROFESSORES PRIMÁRIOS DO BRASIL (CPPB) - "É uma entidade que foi responsável pela organização e consolidação da categoria docente na esfera nacional. Incentivando a formação de entidades estaduais" (VALE, 2001).         
CONFERÊNCIAS - "A conferência dirige-se mais ao entendimento. [...] É uma preleção pública, razoavelmente extensa, em que temas literários, religiosos, científicos, políticos e outros são tratados expositiva e racionalmente, e cujo o único fim  é o esclarecimento da platéia" (GOMES, 2003).             
CONFLITOS SOCIAIS - "No processo produtivo surgem relações sociais entre as diferentes pessoas e categorias de pessoas de acordo com o papel que ocupam no próprio processo e por sua relação (quem é o proprietário) com os meios de produção (terra, ferramentas, etc.), por exemplo, entre empresários e trabalhadores. Como os proprietários dos meios de produção se apropriam de algo que não lhes corresponde”(GADOTTI, 1996).
CONHECIMENTO - “Conhecimento que, em constante interrogação de seu método, suas origens e seus fins, procura obedecer a princípios válidos e rigorosos, almejando esp. Coerência interna e sistematicidade” (INEP, 2003).
CONSCIÊNCIA – “Estágio da vida mental percebido pelo indivíduo” (HOUAISS, 2003).
CONSCIÊNCIA CRÍTICA - “Segundo Paulo Freire, a consciência crítica é o conhecimento ou a percepção que consegue desocultar certas razões que explicam a maneira como “estão sendo” os homens no mundo. Desvela a realidade, conduz o homem à sua vocação ontológica e histórica de humanizar-se. Fundamenta-se na criatividade e estimula a reflexão e a ação verdadeiras dos homens sobre a realidade, promovendo a transformação criadora. É a consciência “inquieta” pela causalidade”. (GADOTTI, 1996)  ver também CONSCIÊNCIA TRANSITIVO-CRÍTICA
CONSCIÊNCIA FANATIZADA – “Massificação” (ROSAS, 1996)
CONSCIÊNCIA INGÊNUA - “É a consciência humana no grau mais elementar de seu desenvolvimento quando está ainda “imersa na natureza”. Percebe os fenômenos mas não sabe colocar-se à distância para julgá-los. É a consciência no estado natural. É uma “consciência natural” na medida em que a passagem da consciência ingênua para a consciência crítica se dá por um processo de “humanização”. (GADOTTI, 1996)
CONSCIÊNCIA INTRANSITIVA – “A consciência intransitiva consiste na limitação que o homem apresenta em sua esfera de apreensão e compreensão. A concepção de vida é mais vegetativa do que histórica. Neste sentido Paulo Freire pode nos ajudar: (Freire,Educação como Prática da Liberdade, 1996, p.68), “(...) a intransitividade representa um quase incompromisso do homem com a existência. O discernimento se dificulta. Confundem-se as notas dos objetos e dos desafios do contorno e o homem se faz mágico, pela não-captação da causalidade autêntica” (VIANA, 2005).
CONSCIÊNCIA MÁGICA - “Presente quando os indivíduos possuem uma concepção mística do mundo. Esta consciência mágica faz com que os indivíduos captem os fatos emprestando-lhes um poder superior. Domina-os de fora submetendo-se a eles com docilidade, com fatalismo e às vezes com fanatismo”. (BRENNAND, Construindo...)
CONSCIÊNCIA SEMI-INTRANSITIVA – “Se  centraliza em torno às formas Vegetais de vida” (GADOTTI, 1996).
CONSCIÊNCIA TRANSITIVA - “Se caracteriza ainda por uma forte dose de espiritualidade mas começa se alargar acima dos interesses vegetativos. Há ainda simplicidade na interpretação dos fatos e uma forte inclinação ao gregarismo característico da massificação. Tem uma tendência à transferência de responsabilidade e autoridade. Tem desconfiança do novo e prefere a polêmica ao debate, sua argumentação é frágil”. (BRENNAND, Construindo...)
CONSCIÊNCIA TRANSITIVO-CRÍTICA - “Às vezes chamada simplesmente de ‘consciência crítica’ ‘se caracteriza pela profundidade na interpretação dos problemas [...]’” (GADOTTI, 1996)  ver também CONSCIÊNCIA CRÍTICA
CONSCIÊNCIA TRANSITIVA-INGÊNUA - "Limitada ao conformismo, à aceitação de  "explicações fabulosas", à renúncia ao pensamento autônomo e ao risco da investigação e do novo, à transferência para outros da responsabilidade de resolver seus problemas" (ROSAS, 1996).  
CONSCIENTIZAÇÃO - “O processo pedagógico que busca dar ao ser humano uma oportunidade de descobrir-se através da reflexão sobre a sua existência. Paulo Freire não é o inventor dessa palavra, como muitos pensam. Era uma palavra já utilizada pelos teóricos do ISEB, entre eles, Álvaro Vieira Pinto e Guerreiro Ramos. Foi no ISEB que Paulo Freire ouviu pela primeira vez essa palavra e ficou impressionado com a profundidade do seu significado e percebeu que a educação, como ato de conhecimento e como prática da liberdade é, antes de mais nada, conscientização. A partir daquele momento essa palavra começou a fazer parte do seu universo vocabular com a qual ele exprimia suas posições político-pedagógicas. Por isso passou a ser considerado como inventor dessa palavra. Paulo Freire deu a essa palavra um conteúdo político-pedagógico tão particular que pode ser considerado o ‘pai’ dessa palavra, como muitos pensam. Essa palavra acabou sendo enormemente difundida pelo mundo e também deturpada a tal ponto que Paulo Freire deixou de usá-la ou a está utilizando cada vez menos. Na sua acepção original ela implicava ação, isto é, uma relação particular entre o pensar e o atuar. Uma pessoa, ou melhor, um grupo de pessoas, que se conscientiza – sem esquecer que ninguém conscientiza a ninguém mas que os homens e as mulheres se conscientizam mutuamente através de seu trabalho cotidiano – é aquela que tenha sido capaz de descobrir (desvelar) a razão de ser das coisas (o porquê da exploração, por exemplo). Este descobrimento deve ir acompanhado de uma ação transformadora (de uma organização política que possibilite dita ação, ou seja, uma ação contra a exploração). Para Paulo Freire conscientização ‘ é o desenvolvimento crítico da tomada de consciência. A conscientização comporta, pois, um ir além da (apreensão) fase espontânea da apreensão até chegar a uma fase crítica na qual a realidade se torna um objeto cognoscível e se assume uma posição epistemológica procurando conhecer” (GADOTTI, 1996).
CONSELHO DE MORADORES DE BRASÍLIA TEIMOSA - "A história de Brasília Teimosa (Seu nome é em homenagem à cidade de Brasília e a  insistência dos moradores em não deixar a área) é marcada por conflitos. Tudo começou em 1930, quando o então governador de Pernambuco, Carlos de Lima Cavalcanti, mandou dragar uma área entre o mar e o Rio Capibaribe, para a construção de um aeroclube. Uma comunidade de pescadores que ali vivia não concordou em deixar a área e se iniciaram os conflitos. A comunidade resistiu até mesmo a dois incêndios misteriosos que destruíram todos os barracos; a várias investidas em que o governo empregava, clandestinamente, a Polícia Militar; e a outros tipos de pressão" (CONSELHO DE MORADORES DE BRASÍLIA TEIMOSA, 2004).    
CONSELHO NACIONAL DOS SECRETÁRIOS DE EDUCAÇÃO (CONSED) - "O CONSED surge no cenário nacional, em 1983, com a chegada ao poder dos primeiros governos estaduais de oposição ao regime autoritário, dando início uma articulação com vistas à defesa da escola pública para a maioria da população. Com esse objetivo, os titulares das secretarias estaduais de educação instituíram um fórum de resistência ao centralismo praticado pelo Ministério da Educação, denominado de Fórum de Secretários Estaduais de Educação, institucionalizado, em dezembro de 1986, como Conselho Nacional dos Secretários de Educação" (AGUIAR, 2001).
CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO – “é alcançar um estado de compreensão tal, respeito a temas e situações de interesse pessoal que permite a pessoa agir em seu ambiente, em si e em sua realidade” (FREIRE apud QUESADA, 2003).
CONTAÇÃO DE HISTÓRIA - "A magia do ato de se contar historia não se resume à historia contada, mas ao próprio ato . É o momento  em que a imaginação de quem ouve - em geral seu filho - encontra na historia contada um pouco  das milhares de informações que a humanidade traz  desde o seu aparecimento. Na maioria das vezes ações de cunho moral, de saber viver e de como resolver os problemas práticos e filosóficos da vida. Um a historia banal de jõaozinho e mariazinha  carrega uma sabedoria de milênios e ja navegou por todos  os povos da terra. Historias transmitem segurança, conforto e trazem significados para nossas vidas, [...] A tradição da narrativa oral, por mais paradoxal  que possa parecer , começou a perder força com a invenção da imprensa por Gutemberg. Em vez de se contar e escutar causos em volta do fogo, o homem passou a encontrar a partir dos livros, as historias  escritas em papel. Ao mesmo tempo em que  a escrita tirava a força da oralidade das historias  com o novo recurso da impressão elas se clonavam aos milhares. Foi-se a técnica da voz e da presença e entrou a possibilidade de leitura [...]” (ZANETTI, 2005).
CONTROLE SOCIAL - “a capacidade que tem a sociedade organizada de intervir nas políticas públicas, interagindo com o Estado na definição de prioridades e na elaboração dos planos de ação do município, estado ou do governo federal” (CUNHA, 2003).
COTIDIANO – “Espaço social formado por uma complexa e vasta rede de relações humanas (e sociais, por conseguinte), cujos fios - de espacialidade, subjetividade, de gênero, de idade, de classe, de etnia, de espacialidade, de natureza ética, de relacionamento com o Sagrado, etc. - se acham dinamicamente inter-relacionados no interior de experiências, fatos, situações, acontecimentos, em função de um projeto socialmente situado e datado, cujos fios e respectivos tecelões se acham historicamente condicionados a processos de desconstrução e reconstrução, numa perspectiva em aberto" (CALADO, 2003).
CRÍTICA GENÉTICA - "[...] reconstrução dos mecanismos da produção textual, elucidando a gênese de um texto - a biografia da obra. Permite tornar acessíveis e legíveis documentos autógrafos que, a princípio, são apenas peças de arquivos, mas que contribuíram, ao mesmo tempo, para a elaboração de um texto e que são as provas materiais de uma dinâmica criadora. O discurso da Crítica Genética se acha atravessado por numerosas metáforas e mais precisamente por duas séries metafóricas: uma, de tipo organicista; outra, de tipo construtivista" (LOBO, 2004).       
CRUZADA ABC - “Campanha educativa para alfabetização de jovens e adultos realizada de 1966 a 1970 no período do regime militar. A Cruzada ABC (Ação Básica Cristã) substituiu os movimentos de educação e cultura popular que emergiram no período entre 1969 e 1964 e que foram embalados pelo clima vivido das liberdades democráticas existente no contexto dos governos anteriores ao golpe político-militar de 64. Sua projeção ficou registrada, na história das políticas governamentais de alfabetização de jovens e adultos, como uma das iniciativas de maior expressão promovida na época pelo Ministério da Educação (MEC). Segundo estudiosos, sua tarefa, alimentada pela motivação política dos setores sociais que apoiaram o movimento golpista de 64, era neutralizar as idéias difundidas pelas campanhas anteriores, principalmente em relação àquelas inspiradas nas orientações do pensamento marxista. A Cruzada ABC foi substituída em 1970 pelo MOBRAL que, por sua vez, permaneceu até 1985”. (DICIONÁRIO..., 2003)
CULTURA - “Em sentido vulgar e usual, parte mais "nobre" ou refinada dos conhecimentos e habilidades dos homens nas ciências, letras e artes. Para as ciências sociais, modo como cada povo vive e age. Conjunto de bens materiais, formas de associação, padrões de comportamento e crenças específicos de cada grupo humano, recebidos de seus ancestrais (herança social), inventados pelo grupo ou assimilados de outros grupos humanos. Tudo que é criado pelos homens e que se superpõe ao mundo da natureza. Nesse sentido, a educação formal e informal é a parte da cultura destinada à sua preservação e transmissão às novas gerações”  (INEP, 2003).
CULTURA CORPORAL - "É abordagem teórica que, ao transcender a perspectiva biológica, identifica-se ao modelo materalista-histórico-dialético" (ROSAS, 2001).  

CULTURA DO SILÊNCIO - "É o fruto da sociedade opressora em que os homens e as mulheres não podem refletir e tomar decisões acerca de tudo aquilo que os afeta (não podem "pronunciar" sua palavra, como diz Freire). Mas ainda que as pessoas sejam tratadas, como se fossem coisas, objetos (e não como pessoas, sujeitos), tal silêncio é relativo. É um silêncio aparente já que os explorados expressam, de alguma forma, o que realmente sentem de sua opressão. Entre os oprimidos, se desenvolve uma cultura que os poderosos não vêem, que é silenciosa, mas que é uma forma de resistir a opressão. O conhecimento deste silêncio (o silêncio, por exemplo, do aluno em classe) é muito importante para poder chegar algum dia a uma sociedade em que esse silêncio já não seja permitido e em que os homens e as mulheres possam expressar livremente sua palavra ( o que pensam do mundo e a forma como querem organizar-se para  transformá-lo). Cultura do silêncio é aquela onde só as elites do poder exercem o direito de eleger, de mandar, sem a maioria da participação popular" (GADOTTI,1996).
CULTURA ORAL - "É uma cultura cujo valores, atitudes e crenças são transmitidos por meio da linguagem oral, assim como a maioria  das culturas indígenas norte-americanas do século XIX" (HARRIS, 1999).    
CULTURA POPULAR – “A expressão cultura popular abrange os objetos, conhecimentos, valores e celebrações que fazem parte do modo de vida do povo, categoria social complexa e de definição imprecisa. Muitas das manifestações geralmente associadas à cultura popular são comuns a todos os povos: histórias transmitidas de forma oral (contos de fadas, lendas, mitos), danças, bijuterias e enfeites, música de vários tipos, utensílios de cozinha. A cultura popular é freqüentemente entendida como folclore ou até como cultura de massa, porque os três são expressões de um processo contínuo de mútuas influências e transformações, no qual chegam a se confundir. Folclore é definido, habitualmente, como a cultura popular transformada em norma pela tradição” (CULTURA..., 2005)
CURRÍCULOS - “De maneira simplificada, currículos são caminhos, formas de organização dos conteúdos a serem abordados no processo de ensino-aprendizagem. Para alguns se traduz em um curso, um rol de disciplinas; para outros, em um conjunto de experiências e atividades voltadas à formação”. (INEP, 2003)
CURRÍCULOS - TEORIA CRÍTICA - “Quando falamos em teoria crítica referenciamos a Escola de Frankfurt como o berço onde, em 1922, um grupo de intelectuais marxistas, não ortodoxos, mostrou a preocupação em fazer uma análise crítica dos problemas do capitalismo moderno que privilegiava a superestrutura, a partir das lutas e movimentos dos trabalhadores. Essa análise toma por base os estudos dos teóricos Adorno, MarcuseHorkheimer e seus sucessores. [...] Ao examinar os objetos de estudo presentes na teoria crítica ou na teoria pós-crítica do currículo, constatam que a Pedagogia de Freire, além de incorporar os elementos de análise dessas teorias ao seu cotidiano, nos ensina a problematizá-los em um contexto histórico real que apresenta alternativas emancipatórias para o projeto de transformação da sociedade”. (PORTO, 1999)
DECODIFICAÇÃO  ver CODIFICAÇÃO
DEMOCRACIA - “Conjunto de regras de procedimentos para a formação das decisões coletivas, em que está prevista e facilitada a participação mais ampla Possível dos interessados (Bobbio). Democracia é um valor e um processo”. (INEP, 2004).
DEMOCRATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO - “Política educacional que visa assegurar a todos igualdade de oportunidades educacionais”. (INEP, 2003)
DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA - "Envolve e atravessa todos os níveis (macro, meso e micro) da administração central à sala de aula, do organograma do sistema escolar a organização do trabalho pedagógico, dos processos aos conteúdos, das regras formais às regras não formais e informais" (LIMA, 2000).
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – “É aquele que ao mesmo tempo é desenvolvimento humano, social e ecológico. Note-se que o desenvolvimento econômico é verdadeiro se é produto do desenvolvimento ecológico, humano e social. É o Desenvolvimento econômico planejado com base na utilização de recursos e na implantação de atividades industriais, de forma a não esgotar ou degradar os recursos naturais e a permitir um desenvolvimento social equilibrado .Os principais elementos essenciais do desenvolvimento sustentável são: o capital social (veja), a participação democrática da comunidade, os valores humanos, sociais e culturais da comunidade.”. (INEP, 2004).
DIALÉTICA - “Concepção filosófica segundo a qual o mundo se encontra em constante mudança. As leis fundamentais da dialética são: tudo se relaciona (princípio da totalidade); tudo se transforma (princípio do movimento); mudanças quantitativas geram mudanças qualitativas; existe o princípio da contradição, que significa a unidade e a luta dos contrários. A contradição é a base da dialética” (GADOTTI, 1996). Ver também MÉTODO DIALÉTICO, RELAÇÕES DIALÉTICAS
DIALÉTICA DA EDUCAÇÃO - Compreensão que a educação é um fenômeno contraditório que expressa o movimento do contexto social em suas contradições e conflitos (BRENNAND)

DIÁLOGO - “É o encontro dos homens mediatizados pelo mundo para dar um nome ao mundo”. (GADOTTI, 1996)

DIDÁTICA - "Arte de ensinar; ensino como processo. Parte da Pedagogia voltada para o ensino e seus métodos. Direção da aprendizagem. Arte de ensinar alguma coisa a alguém. ´Arte de ensinar tudo a todos´. (Comenius). Estudo de métodos de ensino. Tudo que diz respeito ou tem como fim o ensino, como poesia didática, canto didático, etc" (INEP, 2004).
DIREITO A PARTICIPAÇÃO - "Todo homem tem o direito de tomar parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos. Todo o homem tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do progresso científico e de fruir de seus benefícios" (DECLARAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS, art.27 apud CUNHA, 2001).      
DIREITOS HUMANOS - "[...] conjunto de faculdades e instituições que, em cada momento histórico, concretiza as exigências de dignidade, liberdade e igualdade humanas, as quais devem ser reconhecidas positivamente pelos ordenamentos jurídicos, nos planos nacional e internacional” (LUNÕ apud PIOVESAN, 1997). 
DIRETOR ESCOLAR – “Aquele que tem habilitação pedagógica em Administração Escolar” (INEP, 2005). 
DISCIPLINA – “A disciplina constitui-se, pois, num conjunto de mecanismos que esquadrinham o espaço, decompõem e recompõem as atividades para adequar os gestos com as atitudes e objetos, estabelecem a seriação dos atos e a acumulação de forças, compõem as forças individuais sob comando centralizado” (FLEURI, 2003).
ECOPEDAGOGIA - “Trata-se da pedagogia orientada para a aprendizagem do sentido das coisas a partir da vida quotidiana, tendo como objetivo a promoção das sociedades sustentáveis. O conceito de ecopedagogia, criado por Francisco Gutiérrez, pesquisador do pensamento de Paulo Freire na Costa Rica, segue os princípios da “Carta da Terra”, documento anunciado em março de 2000 pela Unesco e que será adotado pela ONU no ano 2002 com o mesmo valor da “Declaração dos Direitos Humanos”. A “Carta da Terra” foi aprovada por um fórum da sociedade civil, com representante de todos os povos, e, por isso, conseguiu o status de documento da “cidadania planetária”. A ecopedagogia trabalha com a fundamentação teórica dessa “cidadania planetária” cuja idéia é dar sentido para a ação dos homens enquanto seres vivos que compartilham com as demais vidas a experiência do planeta Terra. Ou seja, constitui-se um verdadeiro movimento político e educativo cujo projeto é mudar as atuais relações humanas, sociais e ambientais. A promoção das sociedades sustentáveis e a preservação do meio ambiente depende, de acordo com a ecopedagogia, de uma consciência ecológica e a formação dessa consciência depende da educação”.  (DICIONÁRIO..., 2003)
EDUCAÇÃO - “É comunicação, é diálogo, é um encontro de sujeitos interlocutores que procuram a significação dos significados”. (GADOTTI, 1996)
EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA – “Forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios de comunicação; Sistema de instrução, capacitação ou adestramento, escolarizado ou não escolarizado, no qual o professor que ensina e o aluno que aprende, não precisam encontrar-se frente a frente, mas se relacionam entre si através de um ou vários meios de comunicação de massa como correspondência, rádio, televisão, etc.; é a forma de ensino, desenvolvida e organizada por educadores, que possibilita a auto-aprendizagem do aluno, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação. Podem conferir certificado ou diploma de conclusão do ensino médio, da educação profissional e de graduação, depois de submetidos a processos avaliativos que são coroados por avaliações presenciais. É exigido das IES que pretendem ministrar educação a distância que se credenciem especificamente para este fim, mesmo que já sejam credenciadas para ministrar o ensino presencial” (INEP, 2004).
EDUCAÇÃO AMBIENTAL - "Educação para o meio ambiente, sua  preservação e desenvolvimento" (INEP, 2005).
EDUCAÇÃO – AMÉRICA LATINA ver EDUCAÇÃO, LUGARES
EDUCAÇÃO BANCÁRIA - “‘Bancário’ literalmente significa ‘que se refere ao banco’. Para este termo Paulo Freire deu um significado novo designando a concepção da educação que deposita noções na mente do educando da mesma forma se faz depósitos no banco. Se denomina esta forma a todo tipo de educação em que o professor é o que diz a última palavra e os alunos só podem receber e aceitar passivamente o que o professor disse. Desta forma, o único que pensa é o professor e os alunos só podem ‘pensar’ de acordo ao que este disse. Assim, os estudantes têm a única missão de receber os depósitos que o professor faz dos conhecimentos que ele possui (como sucede quando se vai a um banco depositar dinheiro). A educação bancária é domesticada porque o que busca é controlar a vida e a ação dos estudantes para que aceitem o mundo tal como este é, proibindo-os desta forma de exercer seu poder criativo e transformador sobre o mundo. A educação bancária é o ato de depositar, em que os alunos são recipientes passivos dos depósitos do educador”. (GADOTTI, 1996).
EDUCAÇÃO – BRASIL ver EDUCAÇÃO, LUGARES
EDUCAÇÃO COMUNICATIVA - "[...] todo processo formativo do professor deve sempre se enraizar nas crenças, nos motivos e nas formas de ver as coisas dos profissionais ou futuros profissionais de ensino, muito embora insista, também, na necessidade de se avaliarem tais concepções criticamente, buscando eliminar delas todas aquelas dimensões que não são justificáveis do ponto de vista de valores e critérios universais" (MUHL, 2001).
EDUCAÇÃO CONTINUADA – “Continuada, porque a educação-geral ou técnica não termina com a escolarização formal, mas continua aperfeiçoando-se e atualizando-se, acompanhando o desenvolvimento geral e seguido metodologia próprias, como, o autodidatismo, o ensino á distância, etc. Envolve o desenvolvimento integral do ser humano em todos os seus aspectos" (INEP, 2005).      
EDUCAÇÃO CORRECIONAL - "Programas de educação e ensino profissional ministrado numa instituição de educação correcional com o objetivo de possibilitar a readaptação social e econômica dos detentos (Unesco)" (INEP, 2004).
EDUCAÇÃO DE ADULTOS - “Modalidade de educação cujos objetivos são criar condições educacionais favoráveis que permitam às pessoas, consideradas como adultos pela sociedade, melhorar suas capacidades técnicas e profissionais, desenvolver suas habilidades ou ampliar seus conhecimentos. Relaciona-se com a educação permanente e continuada. E educação de adultos engloba a de jovens que ultrapassaram a idade da educação escolar básica. Portanto, de forma específica e concreta, a educação de jovens e adultos é um tipo de educação cujos objetivos são criar condições favoráveis a jovens e adultos que não puderam acessar ou continuar seus estudos de educação escolar básica em sua idade adequada. A educação de adultos oferece também alternativas para completar níveis da educação formal e, em zonas desfavorecidas, contribuir para a erradicação do analfabetismo da população”. (INEP, 2003).
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – “A educação de jovens e adultos destina-se aos que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio e deve ser apropriada às características do alunado, a seus interesses, condições de vida e de trabalho” (INEP, 2005).
EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA – “[...] substantivamente democrática, jamais separa do ensino dos conteúdos o desvelamento da realidade. É o que estimula a presença organizada das classes sociais populares na luta em favor da transformação democrática da sociedade, no sentido da superação das injustiças sociais. É a que respeita os educandos, não importa qual seja sua posição de classe e, por isso mesmo, leva em consideração, seriamente, o seu saber de experiência feito, a partir do qual trabalha, o conhecimento com rigor de aproximação aos objetos" (FREIRE, 2000).
EDUCAÇÃO DIALÓGICA - Educação que rompe os vínculos lineares entre aquele que sabe e o que pretensamente “não sabe”. Processo educativo que tem o diálogo horizontal como metodologia de ensino-aprendizagem para submeter o conhecimento científico ao teste da realidade. (BRENNAND, Diálogo...) ver também PEDAGOGIA DO DIÁLOGO
EDUCAÇÃO E POLÍTICA - “[...] identificando o que julgamos corresponder ao marco principal do itinerário político-educativo do pensamento de Freire, enquanto totalidade: a superação das convicções iniciais sobre uma prática educativa que visava a transformação interna do homem para conseguir a transformação da sociedade (via conscientização) em direção à proposta de uma educação que contribua para a organização das classes populares, que colabora para a destruição da sociedade comandada pelo capital, baseada na exploração do trabalho e, em última instância, priorize a “humanização dos homens”. (SCOCUGLIA, 1988)
EDUCAÇÃO ESTRATÉGICA – “Educação vista desde a prática dos protagonistas, se constitui em uma entidade social a partir do desenvolvimento de uma ação estratégica culturalmente reprodutora” (RUSSO, 2001)
EDUCAÇÃO FÍSICA - "Conjunto de exercícios metódicos visando o desenvolvimento harmonioso do corpo humano e ao aumento de sua força, resistência e agilidade. Visa também a saúde e o desenvolvimento de faculdades morais e sociais como o autodomínio e a sociabilidade" (INEP, 2004).      
EDUCAÇÃO FORMAL - "1. Várias formas de ensino regular. 2. Educação oferecida pelos sistemas formais de ensino em escolas, faculdades, universidades e outras instituições, que geralmente se constitui numa ""escada"" contínua de ensino em tempo integral para crianças e jovens, tendo início, em geral, na idade de cinco, seis ou sete anos e continuando até os 20 ou 25. Nos níveis superiores dessa escala, os programas podem ser constituídos de alternância de ensino e trabalho. (cf.CIE 1997, UNESCO) 3. Tipo de educação ministrada numa seqüência regular de períodos letivos, com progressão hierárquica estabelecida de um nível a outro, compreendendo desde o nível pré-escolar até o nível superior universitário e orientado até a obtenção de certificados, graus acadêmicos ou títulos profissionais, reconhecidos oficialmente. 4. Educação oferecida em instituições educacionais formais, públicas ou privadas que normalmente se constitui em uma progressão de educação a tempo completo e corresponde às diferentes etapas em que se encontra estruturado o processo educativo, que asseguram sua unidade e facilitam a continuidade do mesmo. Sua finalidade é a aquisição de conhecimentos gerais e o desenvolvimento das capacidades mentais básicas. (cf. DB- Mercosul). 5. Educação sistemática, em geral proporcionada em escolas ou outras instituições, dentro do sistema educacional. É estruturada em séries, progressivamente mais complexas ou especializadas. (DUARTE,S.G. DBE, 1986) 6. Programa sistemático e planejado, que ocorre durante um período contínuo e predeterminado de tempo e segue normas e diretrizes determinadas pelo governo federal. É oferecida por escolas regulares, centros de formação técnica e tecnológicas e sistemas nacionais de aprendizagem. Resulta em formação escolar e profissional. (Fontes em educação, O que é...? COMPED, 2001) 7. Sistema formal de ensino constituído pelo ensino regular oferecido por instituições públicas e privadas, nos diferentes níveis da educação brasileira: educação básica e educação superior. (cf. UFMG, 2003)"  (INEP, 2005).
EDUCAÇÃO LIBERTADORA - “Baseia-se: a) na educação integral do homem, de sua liberdade, criatividade, espontaneidade, responsabilidade [...]; b) na autogestão de seu processo educativo; c) na visão sistêmica e universal do homem, da sociedade e do cosmo [...]” (INEP, 2003).
EDUCAÇÃO PARA OS DIREITOS HUMANOS – “A Educação para os Direitos Humanos deve permitir o conhecimento dos direitos de todos e dos meios para os fazer respeitar; deve constituir uma prática participativa, num clima de respeito mútuo e visar não só a aquisição daqueles conhecimentos mas o desenvolvimento de atitudes e a construção de valores conducentes à aplicação universal e quotidiana dos Direitos Humanos [1] [1]. Por isso “um funcionamento democrático dos estabelecimentos escolares é a condição para uma autêntica educação para os Direitos Humanos e para a sua credibilidade. Sem esta condição, o ensino dos Direitos Humanos permanece formal, porque está separado da acção e da realidade viva do grupo social ao qual se dirige [2] [2]. A educação para os Direitos Humanos é, por isso, uma educação sobre os Direitos Humanos, mas também para os Direitos Humanos e tem que superar o fosso, muitas vezes existente, entre o saber e a acção. “Contentar-se em citar os direitos humanos e obrigar à sua memorização não é adequado a uma educação que visa atitudes de respeito pelo outro e acções para promover o Direito e os direitos. As crianças são extremamente sensíveis às diferenças entre as palavras dos adultos e as suas atitudes, entre o dizer e o fazer. Vêem aí uma falta de sinceridade, uma injustiça que as conduz a deixarem de confiar nos adultos e, por isso mesmo, a duvidarem da validade do discurso sobre os direitos humanos” (CIDADANIA..., 2005).
EDUCAÇÃO PERMANENTE – “A educação permanente pode ser entendida como um sistema aberto, que utiliza toda a potencialidade da escola e da sociedade para produzir os valores, conhecimentos e técnicas que servem de base à práxis humana em toda a sua extensão. Processo contínuo que se realiza durante toda a vida. A Unesco focaliza que a educação permanente ou contínua se refere a todas as formas e tipos de educação recebida por aqueles que deixaram a educação formal em qualquer momento e que ingressaram no mercado de trabalho, assumindo responsabilidade de adultos. Ela permite completar um nível de educação formal, adquirir conhecimentos e habilidades em um novo campo, atualizar conhecimentos numa determinada área e melhorar qualificações profissionais. Conceito pelo qual a educação é vista como um processo de longa duração, que começa no nascimento do indivíduo e se prolonga por toda a sua vida. Desse modo, o termo abrange toda a educação proporcionada à criança desde tenra idade, todos os tipos e níveis de educação formal, todos os tipos de educação continuada e todos os tipos de educação-não-formal” (INEP, 2004).
EDUCAÇÃO POPULAR - “Preocupa-se especialmente com os setores excluídos da sociedade e do sistema econômico na busca de melhoria de qualidade devida. Proposta teórica e metodológica que ganha força na América Latina da década de 60, sob inspiração do pensamento de Paulo Freire. Tem como finalidade principal favorecer aos setores populares e re-elaboração e difusão de uma nova concepção do mundo, de acordo com seus próprios interesses. Está ligada profundamente ao questionamento das relações de exploração e desigualdade existentes na sociedade”. (INEP, 2003)
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL – “Destina-se à profissionalização, re-profissionalização, qualificação e atualização de jovens e adultos trabalhadores, com qualquer grau de escolaridade, visando a sua inserção e melhor desempenho no trabalho... “. (INEP, 2004).
EDUCAÇÃO RURAL - “Mobilização em favor da extensão da educação às populações rurais, nascida no Brasil por volta de 1917, quando a migração rural-urbana começou a ser vista como um problema. A educação rural foi imposta como um dos instrumentos para conter essa migração na fonte, tendo ganho grande impulso no Estado Novo, juntamente com as campanhas sanitárias. Datam dessa época a fundação das escolas normais rurais, as cadeiras de ensino rural nas escolas normais, a criação dos clubes agrícolas escolares. Também dessa época as primeiras experiências, das “missões culturais rurais”, inspiradas no “ruralismo pedagógico mexicano”, que visavam: a mobilização em favor das artes populares, adequação das escolas rurais ao meio, apoio das escolas à divulgação sanitária, etc. No período de 1930 a 1960, ao se reacender a questão ruralista no Brasil, a Educação rural foi vista como um dos fatores essenciais para a solução do problema. Idealizou-se uma política de ruralização da educação, criaram-se as Escolas Normais Rurais e foram realizadas experiências pedagógicas para a educação rural”. (INEP, 2003)
EDUCAÇÃO SISTEMÁTICA ver EDUCAÇÃO FORMAL
EDUCAÇÃO SOCIAL – “Sistema educacional que visa a integração dos interesses individuais do aluno com os interesses e objetivos da sociedade. A Educação social é o resultado ou produto do processo de socialização, equivalente ou traduzível em um conjunto de habilidade desenvolvidas pela aprendizagem, que capacitam o homem a conviver com os demais e adaptar-se ao estilo dominante na sociedade e na cultura a que pertence, aceitando e cumprindo suas exigências mínimas”. (INEP, 2004).
EDUCAÇÃO SUPERIOR ver UNIVERSIDADE
EDUCAÇÃO - TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO - Reorganização de conteúdos educativos através da utilização de suportes multimidiáticos tendo como finalidade a formação humana de forma dinâmica e multifacetada. (BRENNAND, Construindo ...)
EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA - “ Educação que visa a assimilação crítica dos princípios científicos de uma ciência e o desenvolvimento da capacidade de criar novas tecnologias de acordo com as necessidades do meio. - Estudos sobre processos de resolução de problemas tecnológicos e sobre seus resultados gerados na sociedade contemporânea e respectivos efeitos. Diferem dos estudos técnicos nos quais se da ênfase à aprendizagem da habilidade para uma finalidade particular” (INEP, 2004).
EDUCADOR - “Deve ser um inventor e um re-inventor constante dos meios e dos caminhos com os quais facilite mais e mais a problematização do objeto a ser desvelado e finalmente apreendido pelos educandos. Sua tarefa não é a de servir-se desses meios e desses caminhos para desnudar, ele mesmo, o objeto e, depois, entregá-lo, paternalisticamente, aos educandos a quem negasse o esforço da busca indispensável, ao ato de conhecer”. (SCOCUGLIA, 1999)
EDUCADOR-LIBERTADOR - "O educador libertador tem que estar atento para o fato de que a transformação  é só uma questão de métodos e técnicas. Se a educação libertadora fosse somente uma questão de métodos, então o problema seria algumas metodologias tradicionais por outras mais modernas, mas  é esse o problema. A questão é o estabelecimento de uma relação diferente com o conhecimento e com a sociedade. [...] Isto é, em última análise, ao criticar as escolas tradicionais, o que devemos criticar é o sistema Capitalista que modelou essas escolas. A educação  criou as bases econômicas da sociedade. Não obstante, sendo modelada pela economia, a educação pode transformar-se numa força que influencia a vida econômica" (MORAES, 1987).
ELZA MARIA COSTA OLIVEIRA - "Na construção de sua pedagogia, Paulo Freire contou com a  participação informal de vários intelectuais, entre os quais sua primeira esposa. Elza Maria Costa Freire - Elza. A presença de Elza em Paulo Freire é revelada por ele próprio, não apenas informalmente, em conferências, cursos e seminários, mas formalmente, em numerosos de seus escritos. Ora, nas dedicatórias, ora no corpo mesmo do pensamento exposto, a contribuição de Elza é mencionada. A marcante presença de Elza em Paulo Freire se dá não apenas no plano afetivo, mas no intelectual, enquanto leitora crítica de versões inéditas de muitas obras  de Freire e por sua experiência com crianças, como alfabetizadora" (SANTIAGO, 2003).
EMPODERAMENTO - "Um processo pelo meio do qual as mulheres incrementam sua capacidade de configurar suas próprias vidas e seu ambiente; é uma evolução na conscientização das mulheres sobre si mesmas, sobre seu status e sua eficácia nas interações social" (EMPODERAMENTO, 2004).   
EMPOWERMENT      - "Dar poder, ativar a potencialidade criativa; desenvolver a potencialidade criativa do sujeito; dinamizar a potencialidade do sujeito" (SHOR, 1986).   
ENSINO - “Ato de criar uma situação de aprendizagem para transmitir conhecimentos, estimular processos de pensamento e encorajar o desenvolvimento individual”. (INEP, 2003)
ENSINO-APRENDIZAGEM - “É um conjunto de ações e estratégias que o sujeito/educando, considerado individual ou coletivamente, realiza, contando para tal, com a gestão facilitadora e orientadora do professor, para atingir os objetivos propostos pelo plano e formação... Desenvolve-se de maneira presencial, não presencial ou mista, utilizando para esse fim ambientes educacionais como escolas, centros de formação, empresas e comunidades urbanas e rurais. O processo de ensino-aprendizagem está centrado no educando e dá ênfase tanto ao método quanto ao conteúdo. Ele compreende a organização do ambiente educativo, a motivação dos participantes, a definição do plano de formação, o desenvolvimento das atividades de aprendizagem e a avaliação do processo e do produto (DB – Mercosul)”(INEP, 2003).
ENSINO DE LÍNGUA – “[...] compreender um texto como um produto histórico-social, relaciona-lo a outros textos já lidos e/ou ouvidos e admitir a multiplicidade de leituras por ele suscitadas” (BARCELLOS, 2005)
ENSINO SUPLETIVO - "Segunda oportunidade escolar. Conforme as necessidades a atender, abrangerá desde a iniciação à leitura, à escrita e ao cálculo e a formação profissional, até o estudo intensivo de disciplinas do ensino regular e a atualização de conhecimentos. Os cursos supletivos serão ministrados em classes escolares ou mediante a utilização de rádio, televisão, correspondência e outros meios de comunicação que permitam alcançar o maior número de alunos e o melhor desempenho de aprendizagem. "Sistema integrado, independente do Ensino Regular porém com este intimamente relacionado, que, em perspectiva mais ampla, surge como parte do sistema Nacional de Educação e Cultura". "O ensino supletivo abrange, atualmente, as funções ou modalidades de aprendizagem, qualificação, suplência e suprimento. Os cursos poderão ser ministrados quer em escolas ou complexos escolares, quer exclusivamente pelo emprego dos meios de comunicação, quer pela combinação das duas soluções" ( LEI nº 5.692, Cap. IV  e Parecer 699/72 - Ensino Supletivo. Relator Valnir Chagas, julho de 1972 e Conclusões e Recomendações do Grupo de Trabalho, designado pela própria lei nº 317/72, para definir a política do Ensino supletivo). Ensino paralelo ao convencional, que permite aos alunos que abandonaram a escola, de prosseguir ou retomar seus estudos" (INEP, 2004) .        
EPISTEMOLOGIA - "Estudo critico dos princÍpios, hipóteses e teorias das diversas ciências, visando determinar a origem lógica, o valor e o alcance dos conhecimentos produzidos pelas mesmas", 1 - reflexão geral em torno da natureza, etapas e limites do conhecimento humano, esp. nas relações que se estabelecem entre o sujeito indagativo e o objeto inerte, as duas polaridades tradicionais do processo cognitivo; teoria do conhecimento. 2 - estudo dos postulados, conclusões e métodos dos diferentes ramos do saber cientifico, ou das teorias e práticas em geral, avaliadas em sua validade cognitiva, ou descritas em suas trajetórias evolutivas, seus paradigmas estruturais ou suas relações com a sociedade e a historia; teoria da ciência" (INEP, 2005).    
ESCOLA - “É lugar de aprender, apreender, ensinar, dialogar, discutir, construir, metodificar, pesquisar, aprender a respeitar, estilizar, corporeificar palavras, arriscar, aprender a não discriminar, construir, identificar-se culturalmente, tolerar, mudar, tornar-se generoso, seguro, comprometer-se, aprender como intervir no mundo, sonhar sem tornar os sonhos dos outros impossível, escutar, querer bem, libertar-se, tornar-se autônomo; mas autonomia vem junto da consciência de que não se constrói o mundo sozinho, tampouco mundo para um só, constrói-se mundo para todo, a partir da ação e interação de todos, e, mais importante, para todos”. (JOELBY)
ESCOLA CIDADÃ – “É aquela que vive a experiência tensa da democracia e compartilha as diferentes emoções do encontro entre as pessoas, sempre respeituosa com a cultura delas, um respeito que integra e viabiliza a troca de experiências, ao invés de isolar, afastar e apenas diferenciar” ( PADILHA,2003).
ESCOLA (INSTITUIÇÃO) - “Instituição que se propõe a contribuir para a formação do educando como pessoa e como membro da sociedade, mediante a criação de condições e oportunidades de ampliação e sistematização de conhecimentos, além do desenvolvimento de aptidões, atitudes e habilidades” (INEP, 2003).
ESCOLA ESTATAL – “Surge na década de 60, sendo a princípio escolas primárias, que passam a ocupar os espaços físicos das escolas católicas, sob orientação da vertente religiosa, e, mais tarde, a escola ginasial em prédio próprio orientada pelo Estado, mas sob forte influência dos quadros católicos - os quadros de professores leigos foram em sua maioria formados pelos religiosos, que detinham uma formação pedagógica mais sólida” (SÁ, 1987).
ESCOLA FAMILIAR – “Se organizou em torno dos interesses dos migrantes que ali se instalaram. Ela se constituía para eles o lugar ou a forma que permitia a educação elementar para seus filhos, mesmo que dada de forma rudimentar. Os professores que lecionavam neste tipo de escola procuravam proporcionar à sua clientela uma educação de acordo com os interesses dos pais e de acordo com as condições de que dispunham. Apesar de serem esses professores garantidos pelos pais, tanto com sua manutenção como em seu salário, dado o crescimento da vila e da população que procurava a escola, chegou-se a buscar o apoio do Governo para que este pagasse o professor e garantisse o espaço para que ele desempenhasse a sua função. Mesmo o Estado assumindo essa parte, cabia ainda aos pais aparelhar e manter a escola com o que fosse indispensável para o seu funcionamento”(SÁ, 1987).
ESCOLA PRIVADA - "Instituição de ensino mantida e administrada por pessoa física ou jurídica de direito privado. Nota: A Escola privada pode ser particular, comunitária, confessional e filantrópica." (INEP, 2005).  
ESCOLA PÚBLICA - "Instituição de ensino criada ou incorporada, mantida e administrada pelo Poder Público. Estabelecimento de ensino mantido e administrado pelo poder público , em esfera federal , estadual ou municipal." ( BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Serviço de estatística educacional. Cuiabá : SEC/MT; Rio de Janeiro : FENAME, 1981. 144 p. ) (INEP, 2005)
ESCOLA PÚBLICA POPULAR - " Uma  Escola Pública Popular não é apenas aquela à qual  todos têm acesso, mas aquela de cuja construção todos podem participar."   " A construção da Escola Pública  Popular, consequentemente da Educação   Popular, pressupõe que se democratize o acesso a ela , que se reparta o poder da escola e que se propicie uma boa qualidade de ensino à comunidade; e que o povo dela participando pense, elabore, planeje, acompanhe e avalie o seu Projeto Pedagógico. Esta escola será construída e conquistada num processo, à medida que o povo se organizar para isso"       
ESCOLA RURAL - “Estabelecimento de ensino localizado fora da sede de município ou de distrito” (INEP, 2003).
ESCRITA - "Representação da linguagem por sinais gráficos" (HOUAISS, 2003).       
ESCRITA DA PALAVRA  - "Representação da linguagem por sinais gráficos" (HOUAISS, 2003).
ESCUELA PARA EL DESARROLLO LOCAL (ESDEL) – “ É uma proposta educativa dirigida pelo Instituto de Desarrollo Urbano (CENCA), como parte de sua visão, missão e objetivos estratégicos institucionais” (VALDEAVELLANO, 2003).   
ESPERANÇA - “[...] A esperança faz parte da natureza humana. Seria uma contradição se, inacabado e consciente do inacabamento, primeiro, o ser humano não se inscrevesse ou não se achasse predisposto a participar de um movimento constante de busca e, segundo, se buscasse sem esperança. A desesperança e negação da esperança. A segurança e uma espécie de ímpeto natural possível e necessário, a desesperança é o aborto desse ímpeto. A esperança é um condimento indispensável à experiência histórica. Sem não haveria, mas puro determinismo. Só há História onde há tempo problematizado e não pré-dado. [...] A desproblematização do futuro numa compreensão mecanicista da História de direita ou da esquerda, leva necessariamente á morte ou à negação do sonho, da utopia, da esperança. È que, na inteligência mecanicista portanto determinista da História, o futuro é já sabido. A luta por um futuro assim “a priori” conhecido prescinde da esperança”. (FREIRE, PEDAGOGIA da autonomia).
ESTUDO(AR) – “Estudar seriamente um texto é estudar um estudo de quem, estudando o escreveu. É perceber um condicionamento histórico-sociológico do conhecimento. É buscar as relações entre o conteúdo em estudo e outras dimensões afins do conhecimento. Estudar é uma forma de reinventar, de recriar,  de reescrever – tarefa de sujeito e não de objeto”(FREIRE, 1981).
ÉTICA - “Ciência da moral. Ciência que discute os princípios reguladores básicos para a estratégia duradoura de ação moral de cada homem” (BRENNAND)
ETICA DA LIBERTAÇÃO - "[...] a vida humana é o conteúdo da ética (...) O projeto de uma Ética da Libertação entra em jogo de maneira própria a partir do exercício da crítica da ética [da Ética do Discurso] [...], onde se afirma a dignidade negada da vida da vitima, do oprimido ou excluído" (DUSSEL, 2000).      
EXTENSÃO – “Concepção do conhecimento como resultado do ato de depositar conteúdos em consciência vazias” (RODRÍGUEZ, 2003).
FASCISMO SOCIAL- "Se caracteriza por três opções, a partir do que a sociedade estrutura-se. A primeira é o "apartheid social", com elementos de segregação social pela "cartografia urbana dividida em zonas selvagens e civilizadas". O autor classifica as zonas selvagens como de "estado de natureza hobbesiano" e, as civilizadas, como zonas de "contrato social", que vivem sob "a constante ameaça das selvagens" e defendem-se por meio da construção de "castelos neofeudais, enclaves fortificados que caracterizam as novas formas de segregação urbana". O Estado, nas zonas civilizadas, é democrático e protetor,embora pouco confiável; nas áreas "selvagens", por sua vez, atua de maneira fascista, como "predador, sem nenhuma veleidade de observância, mesmo aparente, do Direito". A segunda forma de fascismo é a "paraestatal": é a  usurpação de prerrogativas estatais onde as funções do estado no contrato serão assumidas, pela correlação de forças, por grupos cujo poder (físico e simbólico) impõe-se arbitrariamente. A via legal não pouco é invocada para firmar "novos acordos" e revisar contratos. São fascismos contratuais que se impõem por "razões circunstanciais" criadas por grupos hegemônicos, como ocorre hoje com os mega-investidores internacionais que, por organismos diversos, impõem políticas sociais a países e pessoas. O terceiro fascismo é conceituado por Santos a partir da "insegurança": face 'as precárias condições de vida em que se encontram grandes parcelas da sociedade, submetidas a altos níveis de ansiedade ante o futuro, diminuindo expectativas e produzindo, no imaginário, a conformação a encargos e sofrimentos (tornando as pessoas acentuadamente dependentes). Para a superação do quadro desenhado, Santos fala na importância de "buscar alternativas de sociabilidade" que neutralizem riscos de erosão do contrato, sendo necessário elaborar alternativas democráticas que apontem para horizontes de "emancipação", contrariamente aos paradigmas da regulação" (SANTOS, 1999 apud GHIGGI, 2001).    
FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO - “Ramo da filosofia que estuda os fins da educação, o seu significado último. Ao contrário da psicologia, que é uma técnica, a filosofia da Educação é uma teleologia: trata da condição humana, do homem como sujeito da educação, do homem ideal, ou seja, como objeto da formação educacional almejada e dos valores que servem para configurar esse tipo de homem”. (INEP, 2003)
FILOSOFIA E EDUCAÇÃO - “A educação do ser humano se realiza na interação do Eu com o meio; mas é a filosofia que define, no aqui-agora, o processo dessa interação, seu conteúdo e sua intencionalidade”. (INEP, 2003)
FILOSOFIA FREIREANA – “Uma característica notável da filosofia freireana  é conotação antropológica da educação, a partir do qual propõe uma ação educacional centrada na cultura do estudante e a relação prática  entre o conhecimento e o processo de aprender” (UGALDE, 2003).
FORMAÇÃO DE PROFESSORES - “No Brasil, a formação dos professores acontece por meio de formação inicial e da formação continuada ou em serviço”. (INEP, 2003)
FREIRE, PAULO, 1921-1997 – BIOGRAFIA – “Filho de Joaquim Temístocles Freire e Edeltrudes Neves Freire, PAULO REGLUS NEVES FREIRE , nasceu no dia 19 de setembro de 1921, no bairro Casa Amarela, no n° 724 da estrada do encanamento. Paulo foi o caçula dos quatro irmãos. Começou sua leitura da palavra iniciado por sua mãe escrevendo palavras com gravetos de mangueiras, à sombra delas, no chão do quintal da casa onde nasceu, como tanto gosta de lembrar e de dizer (conforme registro da mídia). Aos seis anos, iniciou sua primeira escola, não era pública, era uma escolinha particular, de uma professora que morreria em 1977 – Eunice Vasconcelos. Aos oito anos com a crise econômica de 29 que se refletiu no nordeste, sua família mudou-se dois anos depois para Jaboatão, onde parecia ser menos difícil sobreviver. Aos 13 anos perdeu seu pai, seus estudos foram adiados. Só entrou no ginásio com 16 anos, sentia-se diferente dos seus colegas, sentia-se um adolescente feio. Deu aulas quando ainda estava no secundário, lembra-se de ter escrito, três anos antes, numa carta a sua mãe a palavra rato com dois erres. Sua mãe formou-o na religião Católica – participou do movimento Ação Católica como militante. Aos 22 anos conseguiu uma vaga na Faculdade de Direito de Recife e conhece Elza. Ainda nesse tempo, tornou-se professor de língua portuguesa do Colégio Oswaldo Cruz, educandário que o tinha acolhido na adolescência. É interessante lembrar que foi este trabalho de professor de Português, mais seu corpo franzino que o pouparam de ir lutar com a F.E.B. nos campos da Itália, quando da 2ª grande guerra. Em 1944, casa-se com Elza e com ela teve cinco filhos. Em 1947, já morando novamente em Recife, começou a trabalhar no SESI, onde permaneceu durante 10 anos. Foi como Relator da Comissão Regional de Pernambuco e autor do relatório intitulado "A Educação de Adultos e as Populações Marginais: O Problema dos Mocambos", apresentado no II Congresso Nacional de Educação de Adultos em julho de 1958, no Rio de Janeiro, que Paulo Freire firmou-se como educador progressista. Em nove de agosto de 1956, o prefeito progressista Pelópidas Silveira, usando de atribuições a ele concedidas pelo Decreto nº. 1555, de nove de agosto de 1956, nomeou Paulo Freire, ao lado de mais oito notáveis educadores pernambucanos, membro do Conselho Consultivo de Educação do Recife. Em fins de 1959, prestou concurso e obteve o título de Doutor em Filosofia e História da Educação, defendendo a tese "Educação e atualidade brasileira". Em 1960, proferiu a conferência intitulada “Escola Primária para o Brasil”. Ainda em 1960, foi assinada pelo Reitor João Alfredo da Costa Lima, a sua nomeação de professor efetivo (nível 17) de Filosofia e História da Educação da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Universidade do Recife, tendo tomado posse em dois de janeiro de 1961, foi-lhe também conferido o certificado de Livre Docente da cadeira de História e Filosofia da Educação da Escola de Belas Artes, pela Portaria nº. 37, de 14 de agosto de 1961. Paulo Freire, extrapolando a área acadêmica e institucional, engajou-se também nos movimentos de educação popular do início dos anos sessenta. Em 14 de julho de 1961, foi designado para o cargo de Diretor da Divisão de Cultura e Recreação do Departamento de Documentação e Cultura da Prefeitura Municipal do Recife, conforme atestado assinado por Germano Coelho. Em 1962, as primeiras experiências do método começaram na cidade de Angicos (RN), onde 300 trabalhadores rurais foram alfabetizados em 45 dias. Em novembro de 1963 e, conforme lei estadual preconizada pelo artigo nº. 10 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº. 4024/61, quinze conselheiros escolhidos por Miguel Arraes foram responsáveis pela elaboração do Primeiro Regimento do Conselho, o qual foi aprovado pelo mesmo governador que os escolheu através do Decreto nº. 928, de três de março de 1964, publicado no Diário Oficial, em seis de março subseqüente. No dia 31 de março de 1964, quando o cerco golpista já se avizinhava, treze deles renunciaram coletivamente a seus mandatos. Porém, Paulo Freire não se exonerou. Em 1963, ele foi convidado por Goulart e Paulo de Tarso, para repensar a educação de adultos em âmbito nacional. Também, Darcy Ribeiro pediu que Paulo representasse o Ministério da Educação junto à SUDENE. Em 1964 estava prevista a instalação de 20 mil círculos de cultura para 2 milhões de analfabetos. O Programa Nacional de Alfabetização, que pelo "Método Paulo Freire" tencionava alfabetizar, politizando, cinco milhões de adultos, que, oficializado em 21 de janeiro de 1964, pelo Decreto nº 53.465, foi extinto pelo governo militar em 14 de abril do mesmo ano através do decreto nº. 53.886. Em 1964, por duas vezes em Recife, ele foi obrigado a responder inquérito policial no Rio de Janeiro. Em setembro de 64 ele foi para a Bolívia, mas o golpe de estado ocorrido pouco tempo depois de sua chegada, o levou ao Chile onde viveu até abril de 1969. De abril de 1969 a fevereiro de 1970, ele viveu Cambridge, Massachussetts, dando aulas sobre suas próprias reflexões na Universidade de Havard. Logo foi para Genebra tornar-se Consultor Especial do Departamento de Educação do Conselho Mundial de Igrejas – uma segunda fase do seu exílio. Em 1971, um grupo de brasileiros funda em Genebra o IDAC – Instituto de Ação Cultural. Em 1975, Mário Cabral, ministro da educação da República de Guiné-Bissau, convida Paulo Freire e sua equipe do IDAC a irem a seu país para contribuir no desenvolvimento de seu programa nacional de alfabetização. Em setembro de 1975, Paulo Freire participou, no Irã, de um simpósio internacional de alfabetização que teve na época muita repercussão. Entre 75 e 78, ele trabalhou em São Tomé e Príncipe, não na qualidade de técnico, mas como educador militante que procura não dicotomizar seu compromisso com a causa da libertação dos oprimidos. Ainda na década de 70, reconhecendo o valor do seu trabalho, algumas das mais prestigiadas universidades do mundo conferiram-lhe o título de doutor honoriscausa. No dia oito de agosto de 1979 ele veio ao Brasil para uma visita de um mês. Mas ele retorna a Genebra e só volta definitivamente ao Brasil em março de 1980. Em setembro de 1980, após pressões dos estudantes e de alguns professores, tornou-se professor da Universidade de Campinas – UNICAMP, onde lecionou até o final do ano letivo de 1990. Com o advento da chamada “Nova República”, em 1985, uma emenda à Lei da Anistia tornou a reintegração, dos exilados pelo golpe de 64, automática. Em 1987, Freire reclamou por não ter sido reintegrado, sendo-o no mesmo ano. Em outubro de 1986 ocorre a morte de Elza, ele praticamente nada escreveu. Em 87 manifestou o seu desejo de trabalhar no Centro de Estudos de Educação Comparada da PUC/ SP, reintegrando-se assim na prática docente e de pesquisa. Desde 1987, Freire foi um dos membros do Júri Internacional da UNESCO que, a cada ano, se reúne no verão de Paris para escolher os melhores projetos e experiências de alfabetização dos cinco continentes, cujos prêmios são outorgados e entregues em cada oito de setembro, Dia Internacional da Alfabetização. No início de 1988, Paulo e Ana Hasche assumem seu noivado. Em 15 de novembro de 1988 o Partido dos Trabalhadores ganhou as eleições municipais de São Paulo. Paulo Freire foi escolhido como Secretário de Educação, assumindo o cargo dia primeiro de janeiro de 1989 até 27 de maio de 1991. Em 1991, o Ministério da Educação reconhece os seus direitos quanto aos cargos por ele assumidos em Pernambuco antes do exílio, mas como a sua residência é em São Paulo, Freire foi aposentado com tempo parcial de trabalho em março de 91. Assim, desde 27 de maio de 1991, Freire foi se dedicando a outras atividades. Com grande paixão, voltou a escrever. E não com menos prazer, voltou também à docência na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP – no Programa de Supervisão e Currículo do Curso de Pós-graduação. No 2º. Semestre letivo de 1991, Paulo foi professor convidado da USP, a mais antiga e uma das mais famosas universidades do Brasil, para desenvolver um trabalho amplo proferindo palestras nas Faculdades, gravando vídeos e discutindo projetos novos e pioneiros da universidade. Paulo Freire publicou, no Brasil, nos primeiros cinco anos da década de 90, seis importantes obras: A educação na cidade (1991), Pedagogia da esperança (1992), Política e educação (1993), Professora sim, tia não (1993), Cartas a Cristina (1994) e À sombra desta mangueira (1995). São obras que revelam um Paulo Freire mais literário e poético e um pensamento analítico-histórico e em evolução permanente. O educador Paulo Freire, que morreu no dia dois de maio de 1997, aos 76 anos, defendia a contestação dos jovens como condição essencial para o seu crescimento. Ele sempre foi um rebelde com causa” (VASCONCELOS, 2005). 
GESTÃO DA EDUCAÇÃO - "Com base na experiência, a gestão da educação pode ser considerada a arte de promover a articulação dos diferentes atores para integrarem suas ações em torno de um fim comum: a promoção de uma educação de qualidade para todos. Visa a produtividade do processo educativo na sociedade, tendo em vista suas finalidades, seu contexto e suas necessidades [...]" (INEP, 2005).
GESTÃO DA ESCOLA – “Conjunto de estratégias e de ações que visam dinamizar todos os elementos da escola para que sejam atingidas as metas previstas”. (INEP, 2004). ver também GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA
GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA - "É compartilhar as decisões com a comunidade escolar, abrir espaço para a livre organização dos estudantes e fornecer recursos financeiros e materiais às escolas para que melhor possam exercer sua autonomia" (LEITE, 2001). ver também GESTÃO DA ESCOLA  
GLOBALIZAÇÃO - ”Termo usado por Decroly para designar o fato psicológico de que a criança percebe as coisas em sua totalidade e não em suas partes. Ao conhecer uma pessoa ou coisa, não analisa as suas particularidades. Ao defrontar-se com uma palavra, encara-a sem conhecer as sílabas e letras que a compõem; ao realizar atos, não atenta para os seus detalhes. Esse fato, comprovado pela psicologia da Gestalt, levou Decroly a criar o método ideovisual de leitura, que começa por frases, ao invés de sílabas ou letras, e o método de idéias associadas por meio dos centros de interesse. A globalização pode aplicar-se a todas as matérias do programa escolar, especialmente no início, suprimindo as divisões entre elas”. (INEP, 2003) 
GLOSSÁRIO – “Repertório de termos de uma área científica ou técnica, em que os termos encontram-se sistematizados e seguidos de definição” (INEP, 2005).
HABILIDADES INTELECTUAIS – “Um dos Domínios da Aprendizagem de Gagné. Subdivide-se em 1 -- Discriminações (distinguir sons, símbolos, formas de letras). 2 -- Conceitos concretos (identificar objetos ou posições como à direita, à esquerda, acima, abaixo). 3 -- Conceitos definidos, ou seja, a capacidade de classificar pessoas ou coisas por definição, como avô, memória, barreira. 4 -- Regras: demonstrar situações ligadas a regras, como na passagem do estado líquido ao gasoso, ou na habilidade de multiplicar. 5 -- Resolução de problemas: habilidade de responder a uma carta ou resolver qualquer outro  problema prático” (INEP,2004).
HERMENÊUTICA – “Interpretação dos textos e do sentido das palavras, a partir dos signos e dos símbolos lingüísticos”. (INEP, 2004).
HISTÓRIA COMO POSSIBILIDADE - "A História como Possibilidade reconhece a importância da decisão como ato que implica ruptura, a importância da consciência e da subjetividade, da intervenção crítica dos seres humanos na reconstrução do mundo. Reconhece o papel da consciência construindo-se na práxis;da inteligência sendo inventada e reinventada e não como algo imóvel em mim, separado quase, do meu corpo. Reconhece o meu corpo como corpo-consciente que pode mover-se criticamente no mundo como pode ´perder´o endereço histórico. Reconhece minha individualidade que nem se dilui, amorfa, no social, nem tão pouco cresce e vinga fora dele. reconhece, finalmente, o papel da educação e dos seus limites" (FREIRE, 2000). 
HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO - “História como “Magistra vitae”. Gesta et acta ensinam mais do que as palavras”. (INEP, 2003)
HOMEM (INDIVÍDUO) - “É um ser no mundo e com o mundo de raízes espaço-temporais”. (GADOTTI, 1996)
HUMANIDADE - "É conhecer os próprios limites. Aceitar que sabe algo de modo imperfeito, incompleto que, a qualquer momento, pode ser questionado, reformulado e mesmo superado. E, nessa atitude, estar sempre à procura de novos elementos para reforçar, esclarecer o que se julga saber. Encontrando-os, ter a coragem de cotejá-los, incorporá-los, mesmo que isso signifique ter que abandonar a satisfação e a segurança pessoal. Aceitar que o outro  embora seja simples e ignorante, também sabe algo. Que todos podem sempre, de alguma forma, contribuir para enriquecer o conhecimento. Que se aprende como aluno com o colega, com o dito leigo da matéria. A humildade facilita o conhecimento, uma vez que este não tem fronteiras sagradas, zonas obscuras" (FAZENDA, 2002).        
HUMANISMO - "Atitude espiritual em face do ser humano e de seu processo de realização. Nota: O humanismo define-se essencialmente por uma vontade de realização plena do verdadeiro humano, atribuindo-lhe um valor único dentro da ordem cósmica, de modo que o homem jamais venha a ser reduzido à mera situação de objeto ou meio. (cf. Sucupira, Newton. Ciência e humanismo. In: Educação, jan/mar. 1974, MEC)" (INEP, 2005).  
HUMANIZAÇÃO ver HUMANISMO
HUMILDADE - “É conhecer os próprios limites. Aceitar que sabe algo de modo imperfeito, incompleto, que, a qualquer momento, pode ser questionado, reformulado e mesmo superado. E, nessa atitude, estar sempre à procura de novos elementos para reforçar, esclarecer o que se julga saber. Encontrando-os, ter a coragem de coteja-los, incorporá-los , mesmo que isso signifique ter que abandonar a satisfação e a segurança pessoal.Aceitar que o outro embora seja simples e ignorante, também sabe algo. Que todos podem sempre, de alguma forma, contribuir para enriquecer o conhecimento. Que se aprende com o aluno com o colega, com o dito leigo da matéria. A humildade facilita o conhecimento, uma vez que este não tem fronteiras sagradas, zonas obscuras” (FAZENDA,2002).
HUMILDE ver HUMILDADE
IDÉIAS PEDAGÓGICAS - "Considerando-se o conceito de idéias pedagógicas como se referindo às idéias educacionais consideradas, porém, não em si mesma, mas na forma como se encarnam no movimento real da educação orientando e, mais do que isso, constituindo a própria substância da prática educativa, verifica-se que o sistema de ensino, enquanto idéia pedagógica, implica a sua realização prática, isto é, a sua materialização" (SAVIANI, 2001).
IDEOLOGIA - É um conjunto de idéias, de procedimentos, de valores, de normas, de pensamentos, de concepções religiosas, filosóficas, intelectuais, que possui uma certa lógica, uma certa coerência interna e que orienta o sujeito para determinadas ações, de uma forma responsável. (BRENNAND)
IDEOLOGIA DOMINANTE - "Historicamente, da antiguidade até os nossos dias, é sempre a ideologia de quem está no controle do Estado, quem está no poder. E quem tem o poder do reacionário Estado brasileiro hoje, em nosso país, são a grande burguesia e os latifundiários, classes serviçais do imperialismo. A cultura como forma ideológica, é reflexo da economia e da política da sociedade e, por sua vez, influi e atua em grande medida sobre estas. portanto, a cultura que nos é passada hoje, nada mais é do que a cultura das classes dominantes, da grande burguesia e dos latifundiários, produzidas pelas relações de produção desta sociedade. Ao mesmo tempo a cultura também atua e influencia para que essas classes continuem no poder" (COMBATER..., 2004).
IDIOMA -  “A língua própria de um povo” (HOUAISS, 2003).
IGREJA - EDUCAÇÃO        - "Sendo parte interessada na construção de uma sociedade mais justa e solidária, a Igreja precisa oferecer à sociedade a sua parcela de colaboração e incentivo à educação, direito de todos e dever do Estado e da família, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa e ao preparo para o exercício da cidadania" (PLANO DE AÇÃO EVANGELIZADORA - 2000/2003).
IGREJA (INSTITUIÇÃO) - "A denominação igreja é de uso especificamente cristão e significa uma assembléia que se reúne por força de uma convocação. mas não significa somente uma assembléia, pois o termo Igreja também tem a finalidade de assinalar as diferenças entre os adeptos de Jesus como o Messias e os Judeus que o repeliam”. (CARNIETTO et al, 2004)
INCLUSÃO EDUCACIONAL - "Quebrar o círculo vicioso da pobreza significativa oferecer oportunidades para as camadas de renda mais baixa da população, sobretudo por meio da educação de qualidade. O Governo Federal vem perseguindo este objetivo através de várias ações" (INEP, 2005).
INDIVIDUAÇÃO - "Significa torna-se um ser único, homogêneo, singular, incomparável.Pode-se traduzir individuação como torna-se si mesmo, ou realização de si mesmo. Individuação é um processo de desenvolvimento da totalidade e portanto, de movimento em direção a uma maior liberdade" (GIACON, 2001)
INSTITUTO PAULO FREIRE – O Instituto Paulo Freire foi criado à sugestão do próprio Paulo Freire no dia 12 de abril de 1991, depois de uma conferência na Escola Diplomado de Educação e Informação Estudam, a UCLA, em Los Angeles. Em conversação com Moacir Gadotti e Carlos Alberto Torres, Paulo Freire sugeriu a nós, urgidos a nós a criação do Instituto Paulo Freire, os estudantes congregando e críticos da pedagogia dele, em um diálogo permanente que vai, nutra o avanço de teorias educacionais novas e intervenções de concreto dentro realidade. Este é exatamente o foco do trabalho do Instituto Paulo Freire que é levado a cabo por 21 núcleos escolares localizados em 18 países” (GADOTTI;TORRES, 2003).
INTERDISCIPLINARIDADE - "Abordagem que questiona a segmentação entre os diferentes campos de conhecimento e a visão compartimentada (disciplinar) da realidade sobre a qual a escola historicamente se constitui. Notas: 1. A Interdisciplinaridade leva em conta a relação e a interação entre os campos de conhecimentos e entre os fatores que configuram o mundo a nossa volta. 2. “A interdisciplinaridade não pressupõe apenas a fusão de conhecimento e sim o conhecimento aprofundado de cada uma das disciplinas participantes, para que se chegue à construção do todo"" (Cintra, 1996 apud INEP, 2005).  
INTERTEXTO - "Processo de produção textual, em que um novo texto é produzido a partir do cruzamento de diferentes textos, tendo como referência um texto fonte" (SANTANA, 2001). 
JURGEN HABERMAS - “É um dos mais importantes filósofos alemão do século XX e considerado um dos últimos representantes da Escola de Frankfurt. As de idéias de Habermas se aproximam no sentido da construção de um novo indivíduo e uma nova sociedade. A convergência mais forte entre o pensamento de Freire e de Habermas tem como horizonte o desenvolvimento de mecanismos de ação humanas capazes de promover a emancipação e a transformação social”. (BRENNAND, Tecendo...)
LEITURA - “A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra. O ato de ler se veio dando na sua experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo do pequeno mundo em que se movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo da sua escolarização, foi a leitura da “palavra mundo”. Na verdade, aquele mundo especial se dava a ele como o mundo de sua atividade perspectiva, por isso, mesmo como o mundo de suas primeiras leituras. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto em cuja percepção experimentava e, quando mais o fazia, mais aumentava a capacidade de perceber se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão ia aprendendo no seu trato com eles, na sua relação com seus irmãos mais velhos e com seus pais” (FREIRE, 1988).
LEITURA CRÍTICA - "É um exame minucioso do conteúdo e da forma de um original literário. Ela diagnostica pontos fortes e fracos da obra, analisando estrutura, trama, estilo, personagens, diálogos, ponto de vista narrativo, universo ficcional, além de outros tópicos particulares de cada manuscrito. Mais importante sugere soluções" (2004).    
LETRAMENTO - "Estado, uma condição de quem interage com diferentes portadores, gêneros e tipos de leitura e de escrita, com as diferentes funções que a leitura e a escrita desempenham em nossa vida. É um conjunto de práticas sociais que se utilizam da língua escrita, enquanto sistema simbólico e enquanto tecnologia, em contextos específicos e com objetivos específicos" (SOUZA, 2001).
LIBERALISMO - “Liberalismo pode ser resumido como o postulado do livre uso, por cada indivíduo ou membro de uma sociedade, de sua propriedade (o fato de uns terem apenas uma propriedade: sua força de trabalho, enquanto outros detêm os meios de produção não é desmentido, apenas omitido). Nesse sentido, todos os homens são iguais, fato consagrado no princípio fundamental da constituição burguesa: todos são iguais perante a lei, base concreta da igualdade formal entre os membros de uma sociedade. Em uma extensão dessa, uma segunda idéia propõe o bem comum (o Commonwealth), segundo a qual a organização social baseada na propriedade e na liberdade serve o bem de todos. (incidentalmente, não havendo antagonismo entre classes sociais, a ação pode ser orientada pela razão donde racionalismo). Essa é a cerne da proposição ideológica que visa a dominação consentida dos trabalhadores, através da operação de identificar o interesse da classe dominante (a manutenção da ordem social vigente) com o interesse da sociedade como um todo - a nação”. (LIBERALISMO, 2004)
LIBERDADE - “É uma conquista e não uma dádiva; ela exige uma pesquisa permanente. Pesquisa permanente que só existe no ato responsável daquele que a realiza. Ninguém possui a liberdade, como condição para ser livre; ao contrário, se luta pela liberdade porque não se a possui. A liberdade não é um ponto ideal, fora dos homens, em frente do qual eles se alienam. Não é uma idéia que se faz mito. É uma condição indispensável ao movimento de pesquisa no qual os homens estão inseridos porque são seres inconclusos”. (GADOTTI, 1996)
LIBERTAÇÃO - “Toda transcendência é uma libertação das limitações da Imanência [...]”. (INEP, 2003)
LIBERTAÇÃO AUTÊNTICA - “É uma práxis que comporta a ação e reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo”. (GADOTTI, 1996).
LIDERANÇA  - "1. Processo pelo qual pessoas são influenciadas a avançar rumo a um objetivo. 2. Comportamento de um indivíduo que se encontra na direção de atividades de um grupo. Nota: Liderança adequada é uma avaliação feita por indivíduos que julgam o comportamento de pessoas, em termos de eficiência, na produção de modificações desejadas ou necessárias ao grupo. (cf. John K. HemhillSituacional factors leadership. Ohio University Press., 1949 apud INEP, 2005).  
LÍNGUA DE ENSINO – “Língua na qual o ensino é ministrado” (INEP, 2003).
LINGUAGEM – “ A fala, o vocabulário e o sistema gramatical compartilhados pelas pessoas da mesma nação, região, comunidade ou tradição cultural, como suecos, bascos ou acadianos. Também idioma” (HARRIS, 1999).
LITERATURA – ENSINO - “É um espaço de confrontação ideológica, podendo mesmo ser vista como um espaço de liberdade e que, portanto, podia constituir um instrumento de desalienação e de humanização”. (LEITE, 1979)
LÚDICO – “[...] o lúdico na educação é visto sob duas correntes antagônicas: uma que procura respeitar a forma livre do brincar da criança como uma atividade sem intervenção do professor e a outra que acredita na brincadeira em sala de aula para produzir conseqüências educacionais positivas, fundamentada na preparação, através de um planejamento cuidadoso e orientado, acreditando que uma preparação adequada aumenta as chances de ocorrer uma brincadeira positiva. Nesta linha, a brincadeira não tem hora e, por isso, o recreio deixa de ser tão esperado pelo aluno” (SANTOS, 2005).
LUDOEDUCAÇÃO – “Arte pela qual, pessoas bem treinadas, ensina crianças, jovens e adultos, de diferentes idades ou comportamento social, através da BRINCADEIRA” (LUDOEDUCAÇÃO..., 2005)
LUDOEDUCADOR ver LUDOEDUCAÇÃO
LUGARES - “Arrola nomes de lugares, a serem usados para a indexação quando fazem parte integrante do assunto do documentos” (INEP, 2003).
MANIPULAÇÃO ver ATIVIDADES DE MANIPULAÇÃO
MATERIAL DIDÁTICO - "1. Material de que o professor e o educando precisam para que as atividades de ensino-aprendizagem sejam eficientes. 2. Objetos que ajudam o professor a exercer a função educativa. 3. Recursos facilitadores do processo de ensino-aprendizagem, como equipamento de sala de aula, mapas, gráficos, jogos, modelos, textos e projeções” (DUARTE, 1986 apud INEP, 2005).  
MEMORIZAÇÃO – “Ação de fixar as recordações na memória, mediante exercícios metódicos” (DUARTE, 1986 APUD INEP, 2005).
METÁFORA - "Transferência de sentido de um termo para outro, numa comparação implícita" (HOAUISS, 2003).
METACOGNIÇÃO - "A metacognição é, um termo simples, exatamente essa consciência dos processos mentais que empregamos em um processo de aprendizagem, a capacidade de identificar as estratégias que utilizamos para promover uma aprendizagem mais duradoura e que leve a resultados mais eficazes" (RIBEIRO).
MÉTODO DE ENSINO - "São as ações do professor no sentido de organizar as atividades de ensino, a fim de que os alunos possam atingir os objetivos em relação a um conteúdo específico, tendo como resultado a assimilação dos conhecimentos e o desenvolvimento das capacidades cognitivas e operativas dos alunos" (LIMA, 2004).
MÉTODO DIALÉTICO - “Aplicação da dialética à investigação científica, ao estudo e ao trabalho. Implica uma análise objetiva mais crítica da realidade, com o objetivo não apenas de conhecê-la mas também de transformá-la. Para isso, o método dialético deve evidenciar as contradições internas em cada fenômeno estudado”. (GADOTTI, 1996)
MÉTODO PSICO-SOCIAL ver METODOLOGIA PSICO-SOCIAL
METODOLOGIA PSICO-SOCIAL - “O autor apresenta metodologia psico-social, eixo fundamental na sua trajetória  destaca seis princípios para educação de adulto: 1. O homem na sua situacionalidade. 2.  Realização de uma educação emancipadora. 3. O homem que ao fazer vai se refazendo. 4. O homem que cria cultura. 5. A busca constante do ser mais do homem. 6. Educação de adultos com eixo no sujeito, nos conteúdos, nos programas e na metodologia [...]” (ABRATTE, 2002).
MISTIFICAÇÃO – “A mistificação é o processo pelo qual a alienação e características opressivas de cultura são disfarçadas e são escondidas. Interpretações ingênuas, superficiais falsas de cultura prevem  o surgimento de consciência crítica. Sistemas educacionais são instrumentos chave na disseminação de mistificações: p.ex. desemprego é "mistificado" como fracasso pessoal antes do que como um fracasso da economia, assim fazendo-o difícil para o desempregado criticamente entender sua situação” (HEANEY, 1995).
MOBRAL (MOVIMENTO BRASILEIRO DE ALFABETIZAÇÃO) - “Programa criado em 1970 pelo governo federal com objetivo de erradicar o analfabetismo do Brasil em dez anos. O Mobral propunha a alfabetização funcional de jovens e adultos, visando “conduzir a pessoa humana a adquirir técnicas de leitura, escrita e cálculo como meio de integrá-la a sua comunidade, permitindo melhores condições de vida”. O programa foi extinto em 1985 e substituído pelo Projeto Educar”. (DICIONÁRIO..., 2003)
MOTIVAÇÃO - “Conjunto de fatores conscientes e inconscientes, fisiológicos, intelectuais, afetivos e sociais, em interação recíproca, que determinam a conduta de um indivíduo. O desejo de satisfazer uma necessidade ou atingir um objetivo que leva à atividade da aprendizagem”. (INEP, 2003)
MOVIMENTO DE CULTURA POPULAR (MCP) - "Entidade civil, criada em 1960 pela Prefeitura do Recife, com os seguintes objetivos: a) promover a educação de base de crianças e adultos [...] ; b) formar pessoal capacitado a compreender a cultura popular; c) interpretar, sistematizar o que havia de mais significativo e específico em cada comunidade. - Para lograr tais objetivos, o MCP organizava suas "escolas - unidades" como Associações de Cultura Popular, que serviam de ponto de partida para a participação do povo nas atividades culturais espontâneas da comunidade e naquelas promovidas pelo Movimento. Posteriormente, organizou também escolas radiofônicas e praças de cultura. Nessas últimas era estimulada a criação artística dos operários e trabalhadores em geral. Expandiu-se por várias cidades do interior de Pernambuco, no Rio Grande do Norte, foi organizado como uma campanha: "DE PÉ NO CHÃO TAMBÉM SE APRENDE A LER".  - Sigla do Movimento de Cultura Popular criado em Recife, em 1960 e reproduzido em outras cidades, até 1964, como Natal (campanha "De pé no chão também se aprende a ler"). Visava á alfabetização, educação de base, valorização da cultura popular e conscientização política" (INEP, 2003).    
MOVIMENTO PRÓUNIVERSITAS - “Lançado no II Encontro do Fórum Internacional Paulo Freire realizado na cidade de Bolonha, em 2000. Trata-se de uma ação coletiva de educadoras/educadores que, identificados com o pensamento libertador-progressista, fundamentalmente o freireano, trabalham para a construção da Universidade Paulo Freire (UNIFREIRE). Um movimento pela aprendizagem solidária e cooperativa, participando de uma organização nova da sociedade baseada na solidariedade ativa (sociedades pós-capitalistas), criando redes de colaboração solidária em todos os níveis (locais, regionais e mundiais) e buscando a construção democrática de uma alternativa pós-capitalista à globalização excludente. Constitui-se num conjunto de compromissos e princípios assumidos por pessoas empenhadas em realizar a utopia de uma universidade consubstanciada pelas idéias de universalidade e de pluralidade, condições éticas para edificar a cidade do saber da nação freireana e de todos os que com ela se identificam” (MAFRA, 2002).
MOVIMENTOS SOCIAIS ver  também PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE
MOVIMENTOS SOCIAIS (POPULARES) – “São formas de organização voluntária das camadas populares diante das contradições estabelecidas e/ou institucionalizadas pela sociedade, como meio de reivindicarem condições de vida e sobrevivência no ambiente onde se estabelecem” (SÁ, 1987).
MOVIMENTOS SOCIAIS URBANOS ver MOVIMENTOS SOCIAIS
MULTICULTURALIDADE - "Não é algo natural e espontâneo. É uma criação histórica que implica decisão, vontade política,mobilização, organização de cada grupo cultural com vistas a fins comuns. Que demanda, portanto, uma certa prática educativa coerente com esses objetivos. Que demanda  uma nova ética fundada no respeito às diferenças" (SOUZA, 2001).        
MUNDO - ”Não raro, ele aparece como sinônimo ou com uma idéia próxima ora de realidade, ora de sistema, ora de natureza [...] Em Educação como prática de liberdade, por exemplo, este pólo aparece como a realidade objetiva, a implicar “relações pessoais e impessoais, corpóreas”, enfim, realidade na qual o homem não apenas vive e está mas com  a qual vive e está, em virtude de sua inserção na malha da “relações que o homem trava no mundo com o mundo” (EPL, 1989).
NATUREZA HUMANA - "Conjunto de traços biológicos, psicológicos, culturais e espirituais que caracterizam o ser humano" (INEP, 2004).  
NEOLIBERALISMO – “Doutrina que defende o mercado livre e restringe a intervenção do Estado sobre a economia” (HOUAISS, 2003). ver também CAPITALISMO
NOVA ORDEM MUNDIAL - "Cenário sócio-político e econômico contemporâneo que está intimamente relacionado às grandes mudanças que estão desencadeando no mundo ao longo das últimas décadas e que ganharam corpo principalmente nos anos 90. Um conjunto de situações políticas e até mesmo um "novo olhar" sobre o mundo" (SANTOS, 2001).
NÚCLEO DE DEFESA DA VIDA DOM HELDER CÂMARA - Analisamos a atuação do Núcleo de Defesa da Vida Dom Hélder Câmara – NDV, considerando a experiência como uma nova proposta de organização do movimento popular urbano, diferentemente do cunho representativo das associações comunitárias. O Núcleo de Defesa da Vida Dom Hélder Câmara é fruto da organização de moradores do Conjunto Valentina de Figueiredo e adjacências localizado na cidade de João Pessoa. Iniciou sua atuação no ano de 1997, após a realização de um curso de formação em direitos humanos proposto por uma Organização Não Governamental da cidade, a Sociedade de Assessoria aos Movimentos Populares – SAMOPS. Inicialmente o Núcleo de Defesa da Vida constituiu-se como um grupo espontâneo de reivindicação e intervenção junto ao poder público por melhorias na infra-estrutura do conjunto habitacional, especializando-se apos algumas lutas na discussão sobre o Sistema de Transportes Públicos. Área em que os moradores mais sofriam na época. Atualmente o NDV, como é conhecido, é registrado como uma organização sem fins lucrativos atuante em temáticas que vão desde os direitos humanos às políticas públicas, através de ações políticas, educativas e jurídicas no âmbito da cidade de João Pessoa” (NASCIMENTO, 2003).
NUPEP - "Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão em Educação de Jovens e Adultos e Educação Popular. É o Núcleo responsável, no Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco, pelo movimento Pró-Educação de Pessoas Jovens e Adultas" (LIMA, 2001).  
OBJETIVISMO  - “Posição que nega a ação dos homens sobre a realidade, ao considerar a transformação como produto de um movimento autônomo, independente, como produto de um movimento autônomo, independente da práxis” (RODRÍGUEZ, 2003).
OBRA - "Conjunto de trabalhos realizados por um artista ou cientista" (HOUAISS, 2003).
OBSERVAÇÃO DIALÉTICA – “Metodologia baseada em categorias de transformação social e técnicas de observação etnográfico – qualitativas. Metodologia que consiste em uma sínteses das técnicas qualitativas de investigação etnográfica em ciências sociais e na lógica dialética que explica os acontecimentos e a trans formação da história e da sociedade” (MORA-NINCI, 2001).
OFICINA DE TEATRO - "A oficina de teatro é um espaço de ensino de curta duração. Sua carga horária varia em função das necessidades para 'as quais se destina. Neste espaço não se pode ter a pretensão de trabalhar o teatro em todos os seus aspectos: o papel da oficina é de instrumentalizar o aluno mediante uma visão panorâmica do teatro ou do aprofundamento de um determinado aspecto de seu conjunto. pode-se ainda dispor da oficina para divulgar novas técnicas ou para desenvolver uma determinada aplicação do teatro em outras áreas do conhecimento" (ARAÚJO, 2001).
OFICINAS PEDAGÓGICAS - "Tem como objetivo promover a independência, autonomia, cuidados pessoais, adaptação no ambiente familiar e o desenvolvimento de habilidades vocacionais que possam ser aproveitadas para o exercício de uma ocupação ou ofício" (ASSOCIAÇÂO PARA DEFICIENTE DE ÁUDIO VISÃO, 2004).   
OPRESSOR – “É um conjunto que governa por violência” e “que fere a vocação ontológica do homem” (GADOTTI, 1996).
OPRIMIDOS – “São os objetos dos opressores” (GADOTTI, 1996).
ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL - “É dirigida ao educando. - Ação sistemática em bases científicas que visa assistir o aluno no desenvolvimento integral de sua personalidade e em seu ajustamento pessoal e social. Orientação proporcionada a educandos jovens e adultos, individualmente ou em grupo, no âmbito do ensino de 1º e 2º graus, por especialistas incumbidos de ajudá-los a escolher e cursar com proveito programas de ensino que melhor correspondam às suas aptidões e interesses, tendo em conta os resultados que obtiveram anteriormente e seus planos de emprego ou carreira futura. Uma das habilitações do curso de Pedagogia” (INEP, 2003). 
PALAVRA - "É o signo cultural de mediação fundamental, responsável pela transformação das funções naturais de inteligência do sujeito para as funções superiores ou culturais" (MOURA, 2001).   
PALAVRA GERADORA - “A palavra geradora deve constituir para o grupo com que se vai trabalhar, uma palavra seja geradora é que esta deve servir para gerar, a partir dela, outras palavras – por isso se chama geradora – com o fim, de se chegar a aprendizagem da leitura e  da escrita. Aprendizagem que não pode separar-se da leitura (reflexão) e da escrita do que sucede na sociedade em que os estudantes e o professor trabalham diariamente. Em outras palavras, a palavra geradora deve permitir tanto um leitura e uma escrita lingüística, como uma leitura política”. (GADOTTI, 1996)
PARADIGMAS - “De um lado indica toda a constelação de crenças, valores, técnicas, partilhadas pelos membros de uma comunidade determinada. De outro, denota um tipo de elemento dessa constelação: as soluções concretas de quebra-cabeças que empregados como modelos ou exemplos podem substituir regras explícitas como base para a solução dos restantes quebra-cabeças da ciência normal”. (SCOCUGLIA, 1999)
PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE – “Na identificação e solução dos problemas sociais e educacionais”. (INEP, 2004).
PAULO FREIRE (Brasil, 1921-1997) - “Paulo Freire dizia que os privilégios das classes dominantes impedem a maioria de usufruir os bens produzidos pela sociedade. Para ele, a modificação desse quadro deveria partir dos próprios oprimidos, depois de um trabalho de conscientização e politização. Criticava a educação verbalista, autoritária e feita de cima para baixo, que chamava de “ educação bancária“. A educação, segundo Freire, deveria passar necessariamente pelo reconhecimento da identidade cultura do aluno, sendo o diálogo a base de seu método. O conteúdo deveria estar de acordo coma realidade cultural do educando, e a qualidade da educação, medida pelo potencial de transformação do mundo. Participou ativamente do movimento de Cultura Popular (MCP) do recife, foi preso e exilado depois do golpe militar de 1964. Em 1970, junto a outros brasileiros exilados na Suíça, criou o Instituto de Ação Cultural (IDAC), que assessora movimentos populares em vários países. Retornando do exílio, freire ocupou cargos em universidades e assumiu a Secretaria de Educação da cidade de São Paulo, na gestão Luiza Erundina (1989-1992). Entre suas obras, destacam-se: Pedagogia do Oprimido, pedagogia da educação, Ação Cultural para Liberdade e Educação como Prática de Liberdade”. (INEP, 2003)
PAULO FREIRE – COLÓQUIO - O I Colóquio Internacional Paulo Freire, iniciativa do Professor João Francisco de Souza, na época Diretor do Centro de Educação da UFPE, foi realizado nos dias 17 a 19 de setembro de 1998. Nascia a partir de anteriores encontros do Prof. João Francisco com educadores da Colômbia, entre eles, o Dr .Mario Acevedo, Diretor do "Instituto de Educación y Pedagogia", da Universidad del Valle. O Centro Paulo Freire Estudos e Pesquisas, fundado em 29 de maio daquele ano, encontrava-se voltado para a elaboração de seu Estatuto e atuou como coordenador do Colóquio. Deste modo, compôs, ao lado do Centro de Educação da UFPE. O II Colóquio Internacional Paulo Freire foi marcado, como que por uma linha de força, pelo clima de afetividade que se sentia no ar, sem cair no piegas ou no vulgar, sem prejudicar a seriedade e, muitas vezes, a profundidade das análises, a qualidade dos conteúdos. A emoção esteve presente, não apenas na "presença" de Paulo Freire, mas em depoimentos fortes, como o do Dr Mario Acevedo: "Pertinencia y necesidad del pensamiento de Paulo Freire en la Colombia de hoy".  O III Colóquio Internacional Paulo Freire foi realizado nos dias 16 a 19 de setembro de 2001. O fio condutor dos trabalhos foi o tema: Paulo Freire - pedagogia e reinvenção da sociedade” (Jornal Utopia, 2001).
PAULO FREIRE - MÉTODO DE ENSINO: “Foi criado para educação de adultos, cujo material de ensino deve ser organizado a partir da experiência de cada grupo de analfabetos. O aprendizado, nesse método, não deve basear-se somente em letras, palavras e frases, mas sim numa estrutura do dia-a-dia dos educandos, ou seja, a alfabetização deve levar o adulto a conhecer os problemas que enfrenta e, dessa forma, ser estimulado a participar da vida social e política de onde vive”. (DICIONÁRIO..., 2003).
PAULO FREIRE – OBRAS ver OBRA
PEDAGOGIA  - "Conjunto de princípios e métodos que visam tornar a ação educativa eficiente e eficaz. Objetiva o educando. Teoria e ciência da educação e do ensino. Conjunto de doutrinas, princípios e métodos de educação. Estudo dos ideais da educação e do desenvolvimento da criança e dos meios mais eficientes de educá-la em função dos fins estabelecidos em cada sociedade" (INEP, 2003).
PEDAGOGIA CRÍTICA - " O estudo das escolas em seus contextos histórico sócio-político. Arte ou ciência de ensino como vistas pelos defensores de mudanças sociais. Envolve "as práticas em que se engajam alunos e professores, bem como a política cultural que tais práticas sustentam [...] . É uma pedagogia cujos padrões e objetivos de aproveitamento são determinados com relação a metas da crítica [marxista] e ao enriquecimento das capacidades humanas e das possibilidades sociais. O conceito de pedagogia crítica também fornece interpretações específicas de termos como habilitação e introduz conceitos como desabilitação currículo oculto" (HARRIS, 1999).
PEDAGOGIA DA LIBERDADE - “Mostra as possibilidades de transgressão entre o intransitivo e o transitivo como ação de (re)construção das estruturas sociais combatendo as várias formas de dominação elitista e violência social, tão comuns na sociedade brasileira”. (FREIRE, 2000)
PEDAGOGIA DE PAULO FREIRE - "Sua pedagogia tem sido  conhecida como Pedagogia do Oprimido, Pedagogia da Liberdade, Pedagogia da Esperança. Paulo Freire é autor de uma vasta obra, traduzida em vários idiomas [...] a base da pedagogia de Pulo Freire é o diálogo e não o monólogo opressivo do educador sobre o educando". (CENTRO DE INFORMAÇÕES  MULTIEDUCAÇÃO, 2004)    
PEDAGOGIA DO DIÁLOGO - “Advoga que todo ato educativo deverá realizar o esforço de proporcionar aos indivíduos condições de refletir sobre dimensões significativas da realidade através de uma análise crítica que lhes possibilite reconhecer a interação entre suas partes” (BRENNAND, Diálogo...). ver também EDUCAÇÃO DIALÓGICA
PEDAGOGIA INTERÉTNICA - "Estabelece o diálogo como um instrumento primordial de entendimento entre os diversos grupos étnicos, para realizar a construção de uma autêntica democracia social e racial no contexto global da sociedade brasileira" (SANTANA, 2001).
PEDAGOGIA LIBERTADORA ver PEDAGOGIA PROGRESSISTA
PEDAGOGIA PROGRESSISTA - "Tendência ou crença de  que o sucesso da ação educativa depende das inovações pedagógica" (INEP, 2004).      
PEDAGOGIA RADICAL - "Não a pedagogia "bancária" ou "conteudista", que privilegia os conteúdos e os resultados em detrimento dos processos e das experiências culturais dos alunos, mas da pedagogia "radical" e "transformadora", que toma a cultura popular como ponto de partida para a produção de um saber sistematizado. A pedagogia a que se refere Giroux (1994) e Freire (1994) também de matriz marxista, cujo referencial político- pedagógico-cultural explica as relações pedagógicas como processo que envolve uma leitura/compreensão do mundo, um respeito ao alfabetizando como um ser portador e produtor de cultura, uma compreensão dos saberes necessários ao professor que "ensina certo" (Freire, 1996), uma visão de educação, escola e alfabetização como que fazeres articulados e instrumentos de construção de cultura. Uma pedagogia "bancária" , "pausterizada" não poderia dar conta dessa explicação. Somente uma pedagogia de bases filosófica marxista pode nos ajudar a entender esse processo" (MOURA, 2004 ).
PEDAGOGO - "Na Grécia Antiga, o escravo que conduzia a criança à escola. O que aplica a pedagogia. O que ensina. Professor. Mestre. Preceptor" (INEP, 2003).
PENSAMENTO FREIREANO -  "O pensamento freireano sinaliza para a necessidade de se desconstruir o uso que se faz dos livros nas escolas. O desafio consiste em fazer destes um instrumento, um meio e não um fim em si mesmo, para isso deve ser interpretado, criticado e problematizado pelo professor na prática dialógica com seus alunos" (DOMINICK, 2004).
PESQUISA - "Termo genérico que compreende trabalhos de pesquisa: resultados de pesquisa, descobertas científicas, invenções, inovações, etc. Conjunto de estudos e atividades que têm por objetivo a descoberta de novos conhecimentos e a verificação de determinadas hipóteses no domínio científico, literário, artístico, educacional, etc.” (INEP, 2005).   
PESQUISA EDUCATIVA – “Pesquisa que tem como objeto o desenvolvimento completo do ser humano, sua capacidade de trabalho bem como o crescimento integral do individuo e da sociedade, o que implica no exercício de pesquisa sobre os elementos educativos e procedimentos presentes que ajudam a potenciar, especialmente nas crianças e nos jovens, as capacidades de assimilação e integração de conhecimento e experiências socializadoras. Estudo que indaga sobre um futuro possível e (desejável) em aspectos da realidade que comumente costumam ser estudados pelas disciplinas científicas” (MORA-NINCE, 2001).
PESQUISA PARTICIPANTE - "É uma forma singular de investigação científica, conduzida por co-pesquisadores que trabalham e vivem em condições de precariedade. Este artigo relata experiências empreendidas no Brasil com o objetivo de avaliar se um projeto de pesquisa participante pode ou não comprovar seus pressupostos teóricos no sentido de convergência de pesquisadores "acadêmicos" e "comunitários", gerando conhecimento e estimulando transformações sociais. A eficácia da pesquisa participante é analisada revendo-se as histórias dos próprios pesquisadores, especialmente pela consideração sobre o que eles relataram a respeito da conexão entre os interesses acadêmicos e comunitários, bem como pela avaliação se seus esforços geraram mudanças sustentáveis" (GORMLEY, 2003).
PLURALISMO - "O pluralismo não significa ecletismo ou posições "adocicadas", como ele costumava dizer. Significa ter um ponto de vista e, a partir dele, dialogar com os demais. É o que mantinha a coerência da sua prática e da sua teoria" (GADOTTI, 2003).
PODER - "Capacidade de que um teste tem de discriminar entre indivíduos e grupos e que um teste de significância tem de rejeitar falsas hipóteses nulas" (HARRIS, 1999).
POLÍTICA – “Ciência que ordena e racionaliza, com base numa determinada ideologia, toda a ação que o homem realiza em diversas instâncias, entre elas o Estado. A diferenciação ideológica permite definir de diversas maneiras a essência e a função do Estado em relação ao homem, dando origem a diferentes sistemas econômico-sociais” (INEP, 2005).
POLÍTICA EDUCACIONAL - “Refere-se aos princípios gerais que definem a finalidade da formação escolar, particularmente no sentido de determinar o perfil da pessoa que se espera ter na sociedade, conforme definição de Luiz Senna, no livro O Currículo na Escola Básica. A política educacional pública, por sua vez, está relacionada às metas de desenvolvimento fixadas pelo Estado, e é considerada uma das principais políticas sociais”. (DICIONÁRIO..., 2003)
POLÍTICAS PÚBLICAS - "São as decisões de governo que influenciam a vida de um conjunto de cidadãos. São os atos que o governo faz ou deixa de fazer e os efeitos que tais ações ou inações provocam na sociedade. O processo de políticas públicas numa sociedade democrática é extremamente dinâmico e conta com a participação de diversos atores em vários níveis; o do Fórum Econômico Mundial de Davos à Câmara de Vereadores de um município brasileiro, da rede nacional de televisão à sociedade de amigos de bairro, do presidente da República ao professor universitário, todos em sinergia. O desejável é que todos os afetados e envolvidos em política pública participem o máximo possível de todas as fases desse processo: identificação do problema, formação da agenda, formulação de políticas alternativas, seleção de uma dessas alternativas, legitimação da política escolhida, implementação dessa política e avaliação de seus resultados" (POLÍTICAS..., 2004).
PÓS-ALFABETIZAÇÃO - "Uma vez que os educandos tenham apreendido a ler e a escrever - tanto as letras como sua prática - deverão continuar aprendendo,  prosseguindo nos seus estudos regulares ou não" (GADOTTI, 1996)    
POSSESSIVO - "Mostra possessão ou origem. Diz-se da forma nominal ou pronominal que indica possessão, como do rapaz em "o jornal do rapaz", dela em "o jornal dela, nosso em "o nosso jornal" (HARRIS, 1999).  
PRÁTICA DE ENSINO - “Contato dos professorandos ou licenciados com seu futuro campo de trabalho, em atividades relacionadas com a habilitação profissional para o magistério, que os leva a compreender a estrutura, organização e funcionamento das escolas de 1º e 2º graus; consta de observação e participação no trabalho escolar e, no período final, responsabilidade de classe”. (INEP, 2003).
PRÁTICAS EDUCATIVAS - "1. Atividades que ocupam as mãos e as mentes dos alunos durante a aprendizagem e a solução de problemas. Nessas atividades pode, por exemplo, ser solicitado aos estudantes que apresentem um problema, criem uma estratégia para resolvê-lo e façam uma previsão dos resultados, para então solucionar o problema utilizado a estratégia que criam . Após terminar, são incentivados a refletir sobre os resultados e compará-los com suas predições. 2. Práticas educativas relativas ao sistema educativo em geral, a aula ou ao professor (cf. Unesco). 3. Conjunto de conteúdos específicos da parte de formação especial do currículo pleno do Ensino fundamental (cf. I GLOTED). 4. Denominação genérica dos conteúdos de caráter prático-vocacional que compõem a categoria curricular de preparação para o trabalho nas escolas de 1º grau. Elas ensejam experiência, agricultura, comércio e do lar, subdividindo-se em quatro setores: artes industriais, técnicas agrícolas, técnicas comerciais e educação para o lar” (DUARTE, 1986 apud INEP, 2005).  
PRÁXIS - "É a união que se deve estabelecer entre o que se faz e o que se pensa acerca do que se faz. A reflexão sobre o que fazemos em nosso trabalho diário, com o fim de melhorar tal trabalho, pode-se denominar com o nome de práxis. É a união  entre a teoria e a prática. Conceito comum do marxismo, que é também chamado filosofia da práxis, designa a reação do homem às suas condições reais de existência, sua capacidade de inserir-se na produção  (práxis produtiva) e na transformação da sociedade (práxis revolucionária). Para Paulo Freire, práxis é a ação e reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo" (GADOTTI, 1996).
PRÁXIS LIBERTADORA ver LIBERTAÇÃO AUTÊNTICA
PROBLEMATIZAÇÃO - "É a ação de refletir continuamente sobre o que se disse, buscando o porquê das coisas, o para que delas" (GADOTTI, 1996).
PROCESSO METODOLÓGICO DA ALFABETIZAÇÃO - “Segundo o método de alfabetização de adultos proposto por Paulo Freire, as etapas práticas do processo metodológico de alfabetização são as seguintes: 1ª - Levantamento do universo vocabular dos grupos com que se trabalha. Desse levantamento procederão as palavras geradoras. 2ª - Seleção das palavras do universo vocabular investigado. 3ª - Criação de situações existenciais do grupo, situações locais e próprias que abrem perspectivas de análise de problemas nacionais e regionais, (temas geradores em gradação). 4ª - Elaboração de fichas-roteiro. 5ª - Confecção das fichas com a decomposição em famílias fonéticas correspondentes aos vocábulos geradores”. (GADOTTI, 1996)
PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO - "O conhecimento, que surge da experiência humana, é o resultado da interação entre a subjetividade e a alteridade mediante o diálogo" (INEP, 2005).
PROFESSORES - “Profissional que tem por atribuições funcionais específicas proporcionar a um ou mais alunos o ensino e a prática de determinadas atividades educativas, áreas de estudo ou disciplinas constantes de currículo do estabelecimento, bem como orientar e avaliar a aprendizagem e o desenvolvimento de habilidades específicas e hábitos socialmente construtivos.” (INEP, 2003). 
PROFESSORES – FORMAÇÃO ver FORMAÇÃO DE PROFESSORES
PROGRAMA UNIVERSIDADE SOLIDÁRIA (PUS) - "Que tem como objetivo principal levar estudantes e professores universitários a conhecer a realidade dos municípios mais carentes do país e intervir nessa realidade formando agentes educativos através de programas educacionais" (TIERNO, 2001).
PROGRAMAS - "São atividades institucionalizadas, que têm denominação oficial própria; seu registro será feito pelo nome por extenso" (INEP, 2005).      
PROJETO - "Todo projeto supõe ruptura com o presente e promessas para o futuro. Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e buscar uma estabilidade em função de promessa que cada projeto contém de estado melhor do que o presente. Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de ação possível, comprometendo seus atores e autores" (GADOTTI apud VEIGA, 2001).

PROJETO DA BIBLIOTECA DIGITAL PAULO FREIRE (BDPF) – “O Projeto da Biblioteca Digital Paulo Freire (BDPF) (www.paulofreire.ufpb.br), coordenado pela Profª Drª Edna Gusmão de Góes Brennand (Programa de Pós-Graduação em Educação – PPGE/CEAD/UFPB e pelo Profº Drº Ed Porto Bezerra (Departamento de Informática –DI, teve origem no ano 2000 contando, inicialmente, com o apoio da Coordenação Institucional de Educação a Distância (CEAD) e Coordenação de Informática – CODEINFO/PROPLAN/ UFPB e posteriormente do CNPq. A BDPF tem por objetivo principal “disponibilizar pressupostos filosóficos, sociológicos e pedagógicos do pensamento freireano, para suportar ações educativas coletivas facilitadoras da inclusão dos sujeitos educacionais na sociedade da informação”. Dentre as atividades desenvolvidas, diversas ações foram realizadas na digitalização do acervo de documentos em formatos multimídia como vídeos, fitas cassetes, e mídia impressa, no intuito de disponibilizar o acesso mais amplo possível a estes documentos via web”.

PROGRAMA DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL (PETI) - "Tem o objetivo de prevenir e eliminar o trabalho precoce, pretendendo servir como âncora do conjunto das ações setoriais do governo voltadas para a recriação das condições materiais para as famílias enviarem seus filhos que hoje estão trabalhando precocemente, de volta a escola" (MPAS/SAS, 1997 apud FERREIRA, 2001).
PROJETO JOVEMPAZ - “Primeiro grande projeto de formação de Jovens e Adultos da UNIFREIRE, esse projeto objetiva fortalecer a articulação política, a autonomia e a organização comunitária dos jovens, desenvolvendo ações de formação de jovens e adultos para a construção da cultura da paz e da sustentabilidade” (MAFRA, 2002).
PROJETO PEDAGÓGICO - "É um instrumento teórico-metodológico que visa ajudar a enfrentar os desafios do cotidiano da escola, só que de uma forma refletida, consciente, sistematizada, orgânica e, o que é essencial, participativa. É uma metodologia de trabalho que possibilita re-significar a ação de todos os agentes da instituição" (VASCONCELLOS, 1995).
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO - “Instrumento técnico-político utilizado com base no princípio da escola autônoma, que pressupõe a descentralização administrativa e a autonomia financeira da escola. O Projeto Político Pedagógico (PPP) contêm a definição do conteúdo que deve ser ensinado e o que ser aprendido na escola. Ele caracteriza-se, principalmente, por expressar os interesses e necessidades da sociedade e por ser concebido e construído com base na realidade local e com a participação conjunta da comunidade. O projeto político pedagógico passou a ter importância a partir de meados da década de 90, quando o MEC passou a transferir recursos financeiros diretamente para as unidades escolares, de acordo com os princípios da descentralização e de escola autônoma, estabelecido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996” (DICIONÁRIO..., 2003).
PSICANÁLISE EM EDUCAÇÃO ver PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO - “Ramo da Psicologia que lida com a aplicação de princípios, técnicas e outros recursos da Psicologia aos problemas enfrentados pelo professor em sua ação educativa. A Psicologia da Educação se interessa pela compreensão dos seguintes problemas: a) a criança e o adolescente: seu desenvolvimento, suas necessidades e suas peculiaridades individuais; b) a situação de aprendizagem: inclusive a dinâmica de grupo, na medida em que esta influencia a aprendizagem; c) os processos; através dos quais a aprendizagem pode tornar-se mais eficiente”. (INEP, 2003)
PSIQUE HUMANA     - “Caracteriza-se pela interação entre o eros, o etos e o logos [...]" (INEP, 2003).
QUALIDADE TOTAL - “Constitui-se em programas e modelos que visam implantar nas organizações idéias e ações de qualidade, com conotações tanto econômicas (Produtividade, aumento de lucros e redução de custos), quanto inovacionais”. (INEP, 2003)
RACIONALIDADE COMUNICATIVA - “Sem renunciar à importância da intencionalidade e do significado viabiliza a localização dos significados pela crítica e ação. Pela racionalidade comunicativa a competência cognitiva de educadores e educandos pode evoluir de forma positiva permitindo construir a capacidade crítica embotada pela opressão. Assim, o agir comunicativo assume relevância enquanto mediador das relações que os falantes e ouvintes (educadores e educandos) estabelecem entre si quando se referem a algo no mundo”. (BRENNAND, Tecendo... 2001)
RACIONALIDADE HERMENÊUTICA - “Permite aos indivíduos não se afastarem da compreensão dos mundos objetivo, social e subjetivo. É sensível às construções lingüísticas e à produção de significados, à relação entre epistemologia e intencionalidade, aprendizagem e relações sociais, isto é, o conhecimento é tratado como um tal ato social específico”. (BRENNAND, Tecendo... 2001)
REFORMA AGRÁRIA – “Reforma abrangendo todos os aspectos de instituições agrárias incluindo modificações no uso e posse da terra, estrutura de serviços de assistência técnica e produção, governo local, administração pública em zonas rurais, educação rural e instituições de bem-estar social, etc. “ (INEP, 2004).
REFORMA DA EDUCAÇÃO - "Reforma que visa a essência da educação e a prática pedagógica e não o seu gerenciamento e institucionalização" (INEP, 2005).       
RELAÇÃO TERAPÊUTICA - "É uma relação dialógica à demanda de cuidados à saúde do paciente e inserida no processo de mudanças das práticas institucionais. Não há relação terapêutica sem poder instituído, contrato terapêutico, confiança, conflito, colaboração e afetividade compartilhadas. A qualidade dialógica desta relação pode ser percebida sobretudo por contraste às ações de dominação, manipulação e invasão psicocultural de outro" (VIEIRA FILHO, 2001).        
RELAÇÕES DIALÉTICAS - “O termo dialética expressa a conexão interna e dinâmica que existe entre as diferentes coisas que conformam uma ação. Parte da idéia de que tudo aquilo que está vivo está composto por fatores e forças opostas entre si e a constante conexão entre estes fatores desencadeando uma troca constante. Por exemplo, existem relações dialéticas entre o homem e a natureza, entre o pensar e o atuar. Isto levando em conta que o que ocorre numa parte também ocorre na outra. Se a sociedade muda – por exemplo em seu processo produtivo deixando de existir as relações de exploração – o homem e a mulher desta sociedade também mudam. Da mesma forma, isto sucede entre pensar e atuar” (GADOTTI, 1996).
RELAÇÃO DIALÓGICA ver DIÁLOGO
REPRESENTAÇÕES SOCIAIS - "Uma forma de conhecimento socialmente elaborada e partilhada tendo uma visão prática e concorrendo para a construção de uma realidade a um conjunto social" (OLIVEIRA; WERBA, 1998).
SABERES ESCOLARES - "[...] conhecimento, habilidades, hábitos, atitudes, princípios e valores citados pelos trabalhados como aprendizagens desenvolvidas e adquiridas na prática escolar"  (SÁ, 2001)
SALA DE AULA - “Ambiente psico-social onde se processa o ensino-aprendizagem.– Dependência do prédio destinada ao desenvolvimento de atividades pertinentes ao processo ensino-aprendizagem, dotada de equipamentos indispensáveis ao mesmo”. (INEP, 2003)
SEMINÁRIOS – “O Seminário é uma técnica de ensino socializado, ou de grupos e vem sendo muito utilizado no meio educativo nos últimos anos, principalmente em substituição das aulas expositivas. Seminário,  etimologicamente, vem, de palavra  latina "seminariu", que significa viveiro de plantas onde se fazem as sementeiras. Sementeira indica a idéia de proliferação daquilo que se semeia, local onde se coloca a semente. O seminário, portanto, deve ser a ocasião de semear idéias ou de favorecer a sua germinação. Num sentido amplo, seminário significa um congresso científico, cultural ou tecnológico, isto é, um grupo relativamente numeroso de pessoas, com o propósito de estudar o um tema ou questões de uma determinada área sob a coordenação de uma comissão de educadores, especialistas ou autoridades no assunto. Num sentido estrito, o seminário visto como técnica de ensino é o grupo de estudo em que se discute e se debate um ou mais temas apresentados por um ou vários alunos, sob a direção d e um professor responsável pela disciplina ou curso” (AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS ...).  
SENSO COMUM - “É uma qualidade superior que inclui moderação, equilíbrio, raciocínio lógico e criatividade”. (INEP, 2003)
SENSO CRÍTICO - “[...] se o que supostamente se pretende na escola é precisamente a desconstrução do suspeito senso comum para atingir os primeiros estágios de consciência e de senso crítico? A resposta a esta pergunta mostra-nos a dinâmica que existe entre senso comum e senso crítico. Um sem o outro não pode conceber-se, daí a importância de fundamentar culturalmente o senso comum, pois lá se encontram as bases dos processos de conscientização” (NINÕ, 2003).
SENSUALIDADE - “Estamos falando do aspecto lúdico e prazeroso do exercício da percepção sensorial da realidade, seja esta externa ou interna do indivíduo humano, na sua inter-relação sinestésica com ela” (NINÕ, 2003).
SENSUALIDADE REAL - “Queremos dizer que existe outro tipo de sensualidade, no coerente com a realidade cultural, esta imposta, exarcebada, doentia, sub-real, colocada no imaginário das sociedade urbanas, em função da compra e venda, do lucro, da luxúria, da desintegração do ser humano, da banalização do que mais precioso tem o homem, sua relação sensorial com o mundo; ao colocar a sensualidade real como Fundamento, estamos falando do que esta é a base primeira de todo e qualquer crescimento humano, incluída aqui a construção mesma do chamado senso comum, de um senso comum construído sob alicerces e na projeção grata e gratuita dos sujeitos comuns ou incomuns no mundo dado” (NINÕ, 2003).
SISTEMAS DE ENSINO - "Sistema de idéias sobre como se organiza, se administra e se entrosa o ensino. Compreende estrutura, a organização administrativa, as várias categorias de instituições públicas e privadas dos diferentes graus, a articulação entre os diferentes níveis; o processo de acesso, os cursos terminais e as opções de continuação a graus superiores, desde a escola maternal até os estudos pós-doutorais; o grau de participação do poder público na ministração do ensino, na fiscalização do ensino de iniciativa privada, o financiamento da educação, os incentivos a cursos de maior interesse para a comunidade; a obrigatoriedade da escola até certa idade ou certo nível, enfim, a organização, o controle e o financiamento de toda a rede. O termo sistema, em serviços complexos, como nos de ensino, muitas vezes se aplica, para efeitos práticos, a conjuntos maiores e menores, desde que seus elementos e condições se unifiquem para a consecução de objetivos de um certo gênero, ou ainda de vários, apreciados num mesmo grau operativo. Assim, constitui sistema uma rede de estabelecimentos do mesmo nível de ensino, ou conjunto diferenciado, abrangente de escolas de muitos graus e ramos,desde que sirva a uma cidade populosa, a uma região determinada ou a todo um país. – O uso corrente de expressões tais como sistema local, sistema regional, sistema nacional e sistema público de ensino, refere-se, em qualquer caso, a certo regime legalmente estabelecido mediante ação político-administrativa, que aos serviços escolares comunica unidade formal de propósitos e certa unificação de procedimentos, por influência de um contexto social que a esses mesmos serviços inspire e modele" (INEP, 2005).
SKINNER - ENSINO-APRENDIZAGEM - "Eminente psicólogo contemporâneo, nascido nos Estados Unidos. Estudioso do comportamento operante desenvolvendo intensa atividade no estudo da psicologia da aprendizagem. Seus estudos levaram-no a lançar a teoria do ensino programado. Skinner e Paulo Freire propõem linhas pedagógicas diferentes. Na escola Skinneana o ensino acontece de acordo com as técnicas e/ou experiências que analisam o comportamento, ou seja, o ensino acontece na seqüência de estímulos e respostas. A característica básica dessa proposta se relaciona com a avaliação que deve ser contínua e sistemática. A pedagogia de Paulo Freire não se trata especificamente de uma proposta de método ou técnica de ensino, mas sim da preocupação de conscientização, elevação social e de transformação dos indivíduos para consecução de sua humanização”. (SOUZA, 2001)
SOCIALIZAÇÃO - "1. Processo pelo qual o indivíduo, desde o nascimento até a sua morte, é integrado a uma sociedade. 2. Aquisição de hábitos que capacitam o indivíduo a viver em sociedade. 3. Ajustamento aos padrões culturais típicos de um grupo social. 
Processo que visa integrar o indivíduo ou o grupo dentro da ordem social estabelecida para manter a harmonia na sociedade” (INEP, 2005).

SOCIEDADE - “Na visão freireana de sociedade, esta constitui um espaço Contraditório de relações sociais historicamente tecidas” (CALADO).
SOCIEDADE CIVIL - "No contexto do Programa Nacional de Capacitação de Conselheiros Municipais de Educação - Pró - Conselheiros, "sociedade civil" deve ser entendida como o conjunto de todas as pessoas físicas e jurídicas da sociedade que, conscientes de suas possibilidades e de sua função educativa de cidadãos, participam ativamente, como voluntários, em parceria ou ex professo, na elaboração e na execução dos planos e programas de educação" (INEP, 2003).
SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO – “Estágio civilizatório onde a informação torna-se insumo do conhecimento, tendo três características básicas: a informação como recurso econômico; uso intensivo da informação pela sociedade e a informação como suporte do desenvolvimento científico e tecnológico. É uma sociedade onde a informação é utilizada intensivamente como elemento de vida, econômica, social, cultural e política“ (BRENNAND).

SOCIEDADE DO CONHECIMENTO - “Sociedade pós-industrial, onde o valor maior não é o capital físico e financeiro, mas a informação e a tecnologia” (INEP, 2003).

SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO - “Aplicação da Sociologia ao estudo dos fenômenos educacionais” (INEP, 2003).
SOCIOLOGIA EDUCACIONAL ver SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO
SUBJETIVISMO – “Posição que nega a realidade ao considerá-la apenas um produto da consciência” ( RODRÍGUEZ, 2003).
TECNOLOGIA EDUCAIONAL - "O mesmo que Tecnologia instrucional. 1. Área do conhecimento humano que engloba pesquisa, teorização, disciplina e prática. 2. Modo segundo o qual se combinam os fatores de produção da Educação para obtenção dos seguintes produtos finais: alcance, pelo aluno, de mudanças comportamentais esperadas, medido em função de objetivos específicos previamente estabelecidos. 3. Forma sistemática de planejar, implementar e avaliar o processo total de aprendizagem e de instrução em termos de objetivos específicos, baseados em pesquisas sobre aprendizagem humana e comunicação, congregando recursos humanos e materiais, de modo a tornar a instrução mais efetiva. Notas: 1. A Tecnologia educacional envolve fases de planejamento, de administração, de realização e de avaliação do processo ensino-aprendizagem. (cf. Comissão de Tecnologia Educacional é a Tecnologia da Educação? In: Anais da primeira conferência Nacional de Tecnologia da Educação. Rio de Janeiro) (Comission on Instructional Technology) (Vaughn, James e Becker) (DUARTE,S. GUERRA. DBE, 1986) 2. A Tecnologia educacional pode ser definida por quatros grandes características que se interpenetram, se ligam e se completam, a saber: 1) aplicação sistemática em educação, ensino e treinamento de princípios científicos, devidamente comprovados em pesquisas, derivados da análise experimental do comportamento de outros ramos do conhecimento científico; 2) conjunto de materiais e equipamentos mecânicos ou eletromecânicos empregados para fins de ensino; 3) ensino em massa (uso dos meios de comunicação de massa em educação) e 4) sistemas homem-máquina.TECNÓLOGO" (INEP, 2005).
TECNOLOPIA - "A submissão de todas as formas de vida cultural à soberania da técnica e da tecnologia...o computador redefine os humanos  como "processadores de informação" e a própria natureza como informação a ser processada. Em suma, a mensagem metafórica fundamental do computador é que somos máquinas-pensantes, é certo, mas máquinas, apesar de tudo. É por essa razão que ele é a maquina  quintessencial, incomparável, quase perfeita, da tecnopolia, subordinando as exigências da nossa natureza, da nossa biologia, das nossas emoções, da nossa espiritualidade. O computador reivindica soberania sobre toda a gama de experiências humanas e fundamenta a sua posição mostrando que "pensa" melhor que nós próprios...Por outras palavras, o que temos aqui é o caso de uma metáfora que enlouqueceu" (FERNANDES, 2001).      
TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO - "Concepção Progressista da teologia e do papel social e político da igreja, desenvolvida sobretudo na América Latina, que defende o engajamento dos cristãos na luta pela libertação. Opõe-se à teologia dogmática, que estabelece um rígido código de conduta para os cristãos, baseado na defesa da tradição, da família e da propriedade privada. A teologia da libertação adota o conteúdo dialético para a análise da realidade" (GADOTTI, 1996).    
TEORIA DA EDUCAÇÃO - “Teoria que leva em conta as potencialidades imanentes do sujeito para comunicar, interagir e administrar o mundo moderno criando condições para que todos tenham as mesmas oportunidades de fala, de argumentação, e de decisão sobre as coisas”. (BRENNAND, A pedagogia...)
TEORIA DO CONHECIMENTO – “Também chamada gnosiologia, a teoria do conhecimento pode ser entendida como o campo de estudo da filosofia que se questiona sobre a possibilidade e a validade do conhecimento, seus processos e suas finalidades. Alguns a chamam de epistemologia, embora esta seja mais restrita, pois, como a etimologia da palavra indica, epistemologia significa teoria das ciências. Os positivistas reduzem a teoria do conhecimento à epistemologia porque só aceitam como válido o conhecimento científico” (GADOTTI, 1996).
TRABALHO - “Tal é o lugar que Freire atribui ao trabalho no processo de libertação, ao ponto de afirmar que, vitimado pela violência desumanizante imposta pelo sistema de opressão, o ser humano, no esforço de resgate de sua verdadeira condição, não tem outra opção a não ser a de encampar “La lucha por la liberación, por el trabajo libre, por la desalienación” (PO, 1970:30-39). Ao que também acresce a necessidade de se articular adequadamente estudo e trabalho, tarefa a ser proposta especialmente à juventude, sem qualquer caráter impositivo, mas sim pelo convencimento”. (CALADO)
TRABALHOS ESCOLARES - "Conjunto de atividades coordenadas,  determinado em tempo escolar, pertinente à realização de ocupações, tarefas e / ou operações próprias de um ou mias estabelecimentos de ensino" (INEP, 2004).
TRADIÇÃO ORAL – “São narrativas, histórias, etc., mantidas vivas pela palavra falada, e não pela escrita.Embora a tradição oral seja característica de um cultura oral, ela pode coexistir em uma cultura letrada” (HARRIS,1999).
TRANSFORMAÇÃO DO MUNDO – “É humaniza-lo” (GADOTTI, 1996)
TREINAMENTO PROFISSIONAL – “Equivalente a "adestramento profissional", é o desenvolvimento de habilidades motoras para alcançar maior destreza operacional. Aquisição de técnicas específicas para a realização de um determinado tipo de trabalho”. (INEP, 2004).
UNIFREIRE - “É uma universidade internacional para o empoderamento de pessoas e instituições, uma cooperativa social para o conhecimento, registrada no Brasil e inspirada no legado de Paulo Freire, lutando pela justiça, pelo amor, pela beleza, pelos/com os oprimidos, os marginalizados, os pobres, as vítimas de injustiças, de racismo e de toda forma de exclusão etc. Revela-se, assim, num centro articulador, transnacional, configurado pela utilização educativa do espaço virtual e presencial, onde a informação e o conhecimento sejam mediados pelos ideais e pela ética freireana e, ao mesmo tempo, norteados pelo rigor científico e pela radicalidade na democratização de sua disseminação. Todos são, simultaneamente, educandos e educadores. “ (MAFRA, 2002).
UNIVERSIDADE - “Ela desenvolve ensino, pesquisa e extensão em todas as áreas do conhecimento humano, consideradas em si mesmas ou em vista de ulteriores aplicações. Instituição de ensino superior que congrega e integra várias unidades escolares cada qual devotada a um determinado ramo do saber”. (INEP, 2003)
UTOPIA - Descrição de um estado ideal da condição humana, pessoal e social que não existe em lugar algum, mas que serve para relativizar qualquer tipo de sociedade, criticá-la e também impulsioná-la para que se modifique e se oriente na direção do ideal apresentado. (cf. Boff, Leonardo. A águia e a galinha, uma metáfora... Petrópolis, Vozes, 1997) (INEP, 2005).
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - "É a agressão, franca ou velada, politicamente correta ou não, que um membro da família submete os demais" (VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, 2004).
VYGOTSKY - "Levy S.Vygotsky (1896-1934), professor e pesquisador foi contemporâneo de Piaget, e nasceu em Orsha, pequena cidade da Bielorrusia em 17 de novembro de 1896, viveu na Rússia, quando morreu, de tuberculose, tinha 37 anos. Construiu sua teoria tendo por base o desenvolvimento do indivíduo como resultado de um processo sócio-histórico, enfatizando o papel da linguagem  da aprendizagem esse desenvolvimento, sendo essa teoria considerada histórico-social. Sua questão central é a aquisição de conhecimento pela interação do sujeito com o meio" (ZACHARIAS, 2004).

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