Ângulo (2007, p. 128), as mudanças

Ângulo (2007, p. 128), as mudanças sustentam-se em visões morais de melhora, ou seja, em valores, formas de convivência e escolhas que realizam as coletividades (e inclusive, nas omissões que realizam ativamente). Contrariar esse substrato é tentar ocultar a própria raiz da ação humana; mas assumi-lo supõe aceitar o debate e a discussão sobre o que significa, ao menos para a coletividade, para a comunidade e para a sociedade onde está situada,, uma educação de qualidade.


Os docentes afirmam não poder bem fazer o seu trabalho: os alunos resistem ao trabalho de estimulação do professor, os colegas são pouco cooperativos, a administração impede-os de bem trabalhar... O risco de a pessoa se empenhar demais coexiste com o do descomprometimento. O primeiro impede a clivagem protectora entre as esferas doméstica e profissional provocando o desgaste ou a exaustão profissional. Para além de que se torna irrisório devido ao desfasamento entre o sobre-empenho e os resultados decepcionantes dos alunos. O segundo aumenta as dificuldades de uma actividade em desinvestimento. (LANTHEAUME, 2006)


tem uma dimensão social, pois consiste na introdução de práticas de participação e negociação de interesses , no interior das organiza- ções , tendo em vista a construção de acordos e compromisso para a realização de projectos comuns. No caso da educação pública, a contratualização interna tem como referência o projecto educativo e corresponde à construção social do ‘bem comum’ que fundamenta a prestação do serviço educativo. (BARROSO, 2006, p. 135)


Sempre que se verifique uma inconsistência entre as exigências formais estabelecidas e os recursos existentes, sobretudo daqueles cuja afectação está dependente da administração central (formais, materiais, de pessoal etc), a ordem normativa estabelecida sairá enfraquecida e tornar-se-á, eventualmente, ilegítima, aos olhos dos subordinados. (LIMA, 2008, p. 61)




Mafessoli adverte (1997, p. 73) Ao questionarem-se as explosões violentas, a queda brutal de impérios ou de dominações que pareciam indestrutíveis, é freqüente invocar a anarquia, a desordem ou o disfuncionamento crônico de que seriam vitimas. Por vezes é esse o caso. Mas na maior parte do tempo, a implosão resulta do excesso de ordem. [...] O excesso de leis é o signo de uma sociedade doente. A perspectiva empírica ensina-nos que um racionalismo exagerado assemelha-se ao excesso de vida do câncer: ele se desregula e desregula tudo até eliminar a vida!

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