a aprendizagem e a avaliação: Luckesi (2006), “o fato de o professor ensinar uma coisa e cobrar outra do aluno é um agravante que contribui para aumentar os índices de reprovação no país”.

Vianna (2005, p. 9): A avaliação educacional, atualmente, permeia diferentes segmentos da sociedade, fazendo que se ouçam referências à avaliação do rendimento, a avaliação do desempenho, avaliação de cursos, avaliação de instituições e outros tipos possíveis de avaliação. Isso reflete, na verdade, o desejo do autoconhecimento da sociedade para, desse modo, superar suas deficiências e limitações. Ao mesmo tempo, percebe-se que a implementação dessas várias formas de avaliação, necessárias no nosso contexto, e em qualquer outro, traduz uma preocupação com a qualidade da educação.


A maneira como vem sendo divulgado e debatido, o IDEB não tem contribuído diretamente para a melhoria da Educação. Tem-se um retrato, mas não se avança quanto poderia. Isso não significa que ele é dispensável. É, sim, um instrumento importante e, como tal, deve ser sempre avaliado e ajustado para que sua análise permita intervir e melhorar a qualidade do ensino, em vez de apenas gerar classificações. (SCACHETTI, 2012, p.28) 


Souza (1995 p63): A avaliação se constitui em um processo de busca de compreensão da realidade escolar, com o fim de subsidiar as tomadas de decisões quanto ao direcionamento das intervenções, visando o aprimoramento do trabalho escolar.


 Pensar em avaliação institucional implica repensar o significado da participação dos diferentes atores na vida e no destino das escolas. Implica recuperar a dimensão coletiva do projeto político pedagógico e, responsavelmente, refletir sobre suas potencialidades, vulnerabilidades e repercussões em nível de sala de aula, junto aos estudantes. (SORDI; FREITAS E MALAVASI, 2012, p.35).


Gatti (2006, v. 17, n. 34): Os processos de avaliação participativa constituem-se em aprendizagem social, e, por isso, agrega valor às instituições, aos seus trabalhos, programas ou projetos. Nesse modelo se reconhece a existência de um pluralismo de valores e de interesses, instaurando-se um diálogo de troca, de informações, concepções, interpretações e reações. 


Villas Boas (2009, p.40) : A avaliação da qualidade do trabalho ou do desempenho do aluno requer que o professor possua concepção de qualidade apropriada à tarefa e seja capaz de julgar de acordo com essa concepção. O aluno, por sua vez, precisa ter concepção de qualidade similar à do professor, ser capaz de monitorar continuamente a qualidade do que está sendo produzido durante o próprio ato de produção e ter repertório de encaminhamento ou estratégias as quais possa recorrer. Isso significa que ele tem que ser capaz de julgar a qualidade da sua produção e de regular o que está fazendo enquanto o faz.



 A avaliação é um procedimento essencial no cotidiano de qualquer instituição educacional, pois fornece indicadores para reorientação da prática educacional, objetivando tornar coerentes as metas que se planeja, o que se ensina e o que se avalia. (DISTRITO FEDERAL, 2008 p.18)

Villas Boas (2010, p. 29) “a aprendizagem e a avaliação andam de mãos dadas – a avaliação sempre ajudando a aprendizagem”.


De acordo com os preceitos da LDB de 1996, com a publicação do Currículo da Educação Básica, das Diretrizes de Avaliação e do Regimento Escolar das Instituições Educacionais da Rede Pública de Ensino do DF, a avaliação passa a considerar o caráter diagnóstico, processual, contínuo e sistemático do processo, servindo como instrumento norteador do trabalho pedagógico de forma a reorientar  a prática educacional. Em decorrência dessas novas exigências, o processo de avaliação passa a focar na construção de diferentes práticas pedagógicas, mais democráticas e voltadas para a formação global do cidadão. (DISTRITO FEDERAL- SEEDF, 2008 p.14 e 15). 


, Hoffmann (2011, p.36) : Uma prática avaliativa não irá mudar em nossas escolas em decorrência de leis, resoluções, decretos ou regimentos escolares, mas a partir do compromisso dos educadores com a realidade social que enfrentamos. Questionar os procedimentos avaliativos seletivos e excludentes de nossas escolas é uma das etapas desse compromisso. 



 Luckesi (2006, p.19) : A avaliação é constituída de instrumentos diagnósticos, que levam a uma intervenção visando à melhoria da aprendizagem. Se ela for obtida, o estudante será sempre aprovado, por ter adquirido os conhecimentos e habilidades necessários. É um ato dialógico que implica necessariamente numa negociação entre professor e o estudante. 


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