Os jogos infantis

 “Nossas crianças aprenderam a movimentarem-se entre as coisas sem esbarrar nelas, a correr sem produzir ruído, tornando-se espertas e ágeis. E sentiam prazer pela própria perfeição. O que lhes interessava era descobrirem a si mesmas, as suas possibilidades, e se exercitarem numa espécie de mundo oculto como é o da vida que se desenvolve”. (Maria Montessori, 1987, p64).


O poder do jogo, de criar situações imaginárias permite à criança ir além do real, o que colabora para o seu desenvolvimento. No jogo a criança não é mais do que é na realidade, permitindo-lhe o aproveitamento de todo o seu potencial. Nele a criança toma iniciativa, planeja, executa, avalia, Enfim, ela aprende a tomar decisões, a introjetar o seu contexto social na temática do faz de conta. Ela aprende e se desenvolve. O poder simbólico do jogo do faz-de-conta abre um espaço para a apreensão de significados de seu contexto e oferece alternativas para novas conquistas no seu mundo imaginário”. (Brougére, Gilles, 1999, p 82).


“O número é construído por cada criança a partir de todos os tipos de relações que ela cria entre os objetos” (KAMII, 1987,p. 13).

Kamii ( 1987) segundo Piaget “ a finalidade da educação deve ser a de desenvolver a autonomia da criança, que é indissociavelmente social, moral e intelectual” (p.33).


Friedmann (1996, p. 75) “o jogo não é somente um divertimento ou uma recreação”.


“As ludotecas são espaços de jogos, onde crianças, jovens e adolescentes vão brincar”. “ No Brasil se costuma denominar de brinquedoteca, termo adequadamente justificado, uma vez que na língua portuguesa se utiliza habitualmente o vocábulo” brincar “, quando se faz referência ao jogo infantil. A palavra Ludo tem origem na palavra latina ludu, com o sentido de jogo, divertimento” (NEGRINE, Airton, 1994, 62).


“Os jogos infantis constituem admiráveis instituições sociais. O jogo é uma forma de atividade particularmente poderosa para estimular a vida social.” (Piaget, 1994).


“Os papeis de cada criança são interdependentes, pois um não pode existir sem o outro; são opostos, pois um tem que prever o que o outro vai fazer, o que implica a possibilidade de usar de estratégia; são colaboradores, pois o jogo não pode acontecer sem um mútuo acordo dos jogadores nas regras, e uma cooperação, seguindo-as e aceitando suas conseqüências”. (Kamii & Devries, 1980, 48).


sacrificar certos benefícios imediatos em proveito de uma relação recíproca de confiança com o adulto ou com outras crianças” (Kamii, 1980).



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