CITAÇÕES SOBRE RACISMO NO BRASIL

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Artur Ramos (1979; p.183): “para o branco senhor, não havia povos negros diversos, mas apenas o negro escravo”.

 Weber: Para um tempo em que o além significava tudo, quando a posição social de um cristão dependia de sua admissão à comunhão, os clérigos, com seu ministério, a disciplina da Igreja e a pregação exerciam uma influência que nós, homens modernos, somos totalmente incapazes de imaginar. Naquele tempo as forças religiosas que se expressavam por esses canais eram as influências decisivas na formação do caráter nacional. (2003; p.117)

 Geetz: (...) os símbolos e significados são partilhados pelos atores (os membros do sistema cultural) entre eles, mas não dentro deles. São  públicos e não privados. Cada um de nós sabe o que fazer em determinadas situações, mas nem todos sabem prever o que fariam nessas situações. Estudar a cultura é portanto estudar um código de símbolos partilhados pelos membros dessa cultura. (apud LARAIA. 2004. p. 63)


 “a linguagem humana é um produto da cultura, mas não existiria cultura se o homem não tivesse a possibilidade de desenvolver um sistema articulado de comunicação oral” (LARAIA. 2004; p. 52).




 Sérgio Guilherme: (...) classe, enquanto comunidade, está sempre em processo de formação ou dissolução, ela nunca é permanente”, porque, para criar essa comunidade, precisa-se criar um discurso de origem ou um discurso de destino. Ou seja, construir uma comunidade de destino ou a comunidade de origem exige tempo, história, política – não é algo que se faça automaticamente. (2008; p.68) 


 Almeida (2002; p.76) “a observação etnográfica ganha força quando se reconhece que o conhecimento pormenorizado de situações localizadas, construído a partir da análise das mobilizações dos agentes sociais e de sua identidade coletiva, cria condições de possibilidade para o esclarecimento”.




Guimarães (2008: p.76,77)  “cor é uma categoria racial, pois quando se classificam as pessoas como negros, mulatos ou pardos é a ideia de raça que orienta essa forma de classificação”. 

  Guimarães (1999, p.11), “Raça é um conceito que não corresponde a nenhuma realidade natural. Trata-se, ao contrário de um conceito que denota tão somente uma forma de classificação social, baseada numa atitude negativa frente a certos grupos sociais.”




Infelizmente Nina Rodrigues estava dentro da ciência da sua época, com os teóricos das "desigualdades raciais" — os Gobineau, os Lapouge, os Chamberlain, etc. Hoje sabemos que "superioridades" e "inferioridades" não são categorias antropológicas; são antes condições ligadas às injunções culturais. Quanto à tese da "degenerescência" da mestiçagem, Nina Rodrigues e os cientistas brasileiros que o acompanharam, basearam-se nas observações de um certo número de características fisiológicas nos mestiços, como alto índice de mortalidade e de morbilidade, baixo índice de natalidade, alta percentagem de criminalidade, e muitas outras "desarmonias" do caráter. Convém acrescentar, em defesa do famoso chefe de escola, que, embora preso às concepções da sua época, reagia às vezes violentamente contra as mesmas. Assim, examinando o caso de um mestiço célebre, Antônio Conselheiro, que chefiou em fins do século passado, uma revolta de fanáticos nos sertões brasileiros, Nina Rodrigues assinalou o papel do ambiente social na eclosão da epidemia mística, destacando os fatores sociológicos, como o advento da república, os conflitos de concepção política, as lutas feudais nos sertões, etc., como responsáveis em primeiro plano, pelos "desajustamentos" da conduta observados. Além disso, examinando posteriormente a cabeça de Antônio Conselheiro, ficara Nina Rodrigues surpreendido de não haver encontrado nenhum dos clássicos sinais de degenerescência que a escola italiana erigira em regra, no exame antropológico do criminoso” (RAMOS, 1942; p.208)  

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