terrorem potis quam religionem

 “A conduta de Deus, que dispõe todas as coisas com doçura, é de pôr a religião no espírito por razões, e no coração pela graça. Mas querer colocá-la no espírito e no coração pela força e por ameaças, não é pôr a religião, mas o terror, terrorem potis quam religionem”. (PASCAL, 1963, p. 523).


Depois de nossa santa religião, sem dúvida a única boa, qual seria a menos má? Não seria a mais simples? Não seria a que ensinasse muita moral e poucos dogmas? A que se empenhasse em tornar os homens justos sem torná-los absurdos? A que não ordenasse a crença em coisas impossíveis, contraditórias, injuriosas para a Divindade e perniciosas para o gênero humano e não se atrevesse a ameaçar com penas eternas qualquer um que tenha um juízo normal? Não seria a que não sustentasse a sua crença com carrascos e não inundasse a terra com sangue por causa de sofismas ininteligíveis? (...) A que unicamente ensinasse a adoração de um só Deus, a justiça, a tolerância e a humanidade? (VOLTAIRE, 1968, p. 483-484)

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