Estrangeiros de 82 nacionalidades estudam em escolas municipais de São Paulo


Estrangeiros de 82 nacionalidades estudam em escolas municipais de São Paulo
SAO PAULO, SP, BRASIL, 10-08-2017: Mesmo com a crise e desemprego no pais, os estudantes estrangeiros nas escolas municipais aumentaram 37 por cento no último semestre. Alunos nascidos no exterior passaram de 3.462, no primeiro semestre de 2016, para 4.747. Fotos na Escola Infante Dom Henrique, uma das que têm mais alunos estrangeiros na cidade de Sao Paulo. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress) *** FSP-COTIDIANO *** EXCLUSIVO FOLHA***
Pela primeira vez, imigrantes e refugiados estão podendo ter aulas de português na rede municipal de ensino.



Estrangeiros de 82 nacionalidades estudam em escolas municipais de São Paulo, segundo informações do Jornal Nacional. Pela primeira vez, imigrantes e refugiados estão podendo ter aulas de português na rede municipal de ensino.


As aulas surgiram para atender não só as crianças estrangeiras, mas também os pais, que tinham muita dificuldade com a nossa língua. A coordenadoria pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Leila Barbosa Oliva, diz ver o retorno desse ensino em duas frentes.


“O próprio imigrante se vê acolhido, valorizado, e tem a possibilidade de ter orientações em relação a sua cidadania, se vê como cidadão da nossa cidade”, disse. "E o aluno, nosso aluno, não só o imigrante e o filho de imigrante, todo nosso aluno aprende com a riqueza, com a diversidade cultural que é algo diferente da nossa cidade.”


A engenheira agrícola síria Rubo Salah vai à aula com a filha de seis anos de idade. Ela não tem com quem deixar a menina. Parece difícil, mas não é nada que alguém que fugiu de uma guerra não tire de letra. Ela fala árabe e um pouco de inglês. Por isso, sai tudo um pouco misturado.


“Eu não fala, não falo [português], então eu não trabalho. Eu sou engenheira agrícola, mas não trabalho [no Brasil]”, diz.


É por isso que ela e a maioria dos estrangeiros se esforçam. Saber a nossa língua pode abrir as portas para um emprego, deixando cada vez mais longe um passado de sofrimento.


O operário Mohammed Paddi é de Gana, na África, e conheceu o brasil há 3 anos. Mesmo sem falar português, ele decidiu ficar. “Tem muita gente que diz que o Brasil é bom. Brasil é bom, e pegou visto e chegou aqui. E brasil é bom, verdade”, diz Mohammed.

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