Algumas citações em provas de concursos para professores







“Apesar do retorno óbvio dos dedos como auxílio para contagem, nem todas as culturas têm usado o sistema decimal de contagem. Sem dúvida, devemos muitos de nossos pesos e medidas estranhos a culturas que usavam diferentes sistemas de contagem. O sistema binário, ou base 2., é usado pelos computadores porque ele pode designar um dentre dois estados, verdadeiro/falso, ou representar uma tensão negativa ou positiva. Mas houve seres humanos usando sistemas binários.” (Fonte: ROONEY, Anne. . Desde a criação das pirâmides até a exploração do infinito. p. 27.)


Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil, “A qualidade não pode ser pensada exclusivamente em função do que é oferecido em cada instituição de Educação Infantil [...]” .


“De todas as atividades da escola na alfabetização, o ditado é a mais problemática e de consequências indesejáveis, porque é realizada de maneira inadequada e inconveniente.” Em seu livro “Alfabetizando sem o bá, bé, bi, bó, bú” (CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetizando sem o bá bé bi bó bú. Editora Scipione, 1999).


“O princípio de que o processo de conhecimento por parte da criança deve ser gradual corresponde aos mecanismos deduzidos por Piaget, segundo os quais cada salto cognitivo depende de uma assimilação e de uma reacomodação dos esquemas internos, que necessariamente levam tempo. É por utilizar esses esquemas internos, e não simplesmente repetir o que ouvem, que as crianças interpretam o ensino recebido. No caso da alfabetização, isso implica uma transformação da escrita convencional dos adultos. Para o construtivismo, nada mais revelador do funcionamento da mente de um aluno do que seus supostos erros, porque evidenciam como ele ‘releu’ o conteúdo aprendido. O que as crianças aprendem não coincide com aquilo que lhes foi ensinado.” 
 (Fonte:Revista Abril  )


“As primeiras escritas infantis aparecem, do ponto de vista gráfico, como linhas onduladas ou quebradas, contínuas ou fragmentadas, ou então como uma série de elementos discretos repetidos (séries de linhas verticais, ou de bolinhas). A aparência gráfica não é garantia de escrita, a menos que se conheçam as condições de produção.”  (FERREIRO, Emilia. . São Paulo: Cortez, 24ª edição. p. 18.) Reflexões sobreAlfabetização


Paulo Freire (1921-1997): “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção”. 


Hoffamman (2002)  “enquanto a pesquisa tem por objetivo a coleta de informações e a análise e a compreensão dos dados obtidos, a avaliação está predominantemente a serviço da ação, colocando o conhecimento obtido, pela observação ou investigação, a serviço da melhoria da situação avaliada”. 


“Ao   situar   a   educação   escolar   no espectro amplo da vida social, a LDB 394/1996 (art.1) induz a uma reflexão crítica da nossa prática educacional: a forma   estreita   como   ela   vem   sendo concebida, o isolamento da escola em relação ao mundo exterior, a distância entre   teoria   e   prática,   entre   trabalho intelectual   e   o   trabalho   manual,   a organização escolar rígida, o ensino e as   práticas   de   adestramento   e,   em especial,  a formação   de  atitudes  que, contrariando interesses e necessidades da   maioria,   levam   à   passividade   e   à subordinação.” 


[...] Mas, precisamente, a escola coloca os   filhos   dos   trabalhadores,   assim como   os  da  burguesia,   diante   de  um saber que não proveio de sua prática, mas   que   é   apresentado   como   um sistema   de   sinais.   [...]   Essa representação do saber valoriza os que o   dominam   em   sua   forma   verbal, sistemática   e   codificada, desvalorizando os que podem utilizá­-lo apenas como um instrumento em uma prática.   (B.   Charlot,   L’école   aux encheres, Payot, 1979, p. 223­225)

Sobre rotina:  “uma categoria pedagógica que os responsáveis pela educação infantil estruturaram para desenvolver o trabalho cotidiano nas instituições educacionais” (p.35). 


Todo projeto supõe rupturas com o presente e promessas para o futuro. Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e buscar uma nova estabilidade em função da promessa que cada projeto contém de estado melhor do que o presente. Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente a determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de ação possível, comprometendo seus atores e autores. (GADOTTI, Moacir. Pressupostos do projeto pedagógico. Anais da Conferência Nacional de Educação para Todos.1994, p.579)


 Luckesi , “[...] convém distinguir duas modalidades de avaliação: [...] a avaliação de certificação e a avaliação de acompanhamento de uma ação. [...] são dois fenômenos diferentes e dois conceitos distintos entre si.”



 Gardner , “Nós somos todos tão diferentes em grande parte porque possuímos diferentes combinações de inteligência.”


 As histórias para crianças devem ser escritas com palavras muito simples, porque as crianças sendo pequenas, sabem poucas palavras e não gostam de usá-las complicadas. Quem me dera saber escrever essas histórias, mas nunca fui capaz de aprender, e tenho pena. Além de ser preciso saber escolher as palavras, faz falta um certo jeito de contar, uma maneira muito certa e muito explicada, uma paciência muito grande – e a mim falta-me pelo menos a paciência, do que peço desculpa. Se eu tivesse aquelas qualidades todas poderia contar, com pormenores, uma linda história que um dia inventei, mas que, assim como a vão ler, é apenas o resumo de uma história, que em duas palavras se diz … (SARAMAGO, José. . [Ilustração: João Caetano] Lisboa: Editorial Caminho, 2001) A Maior Flor do Mundo


Indústria cultural da felicidade Marcia Tiburi 

 Discursos prontos vendem a ilusão de que ser feliz é acessível a todos na era contemporânea Tornou-se perigoso o emprego da palavra felicidade desde seu mau uso pelas publicações de autoajuda e pela propaganda. Os que se negam a usá-la acreditam liberar os demais dos desvios das falsas necessidades, das bugigangas que se podem comprar em shoppings grã-finos ou em camelôs na beira da calçada, que, juntos, sustentam a indústria cultural da felicidade à qual foi reduzido o que, antes, era o ideal ético de uma vida justa. A felicidade sempre foi mais do que essa ideia de plástico. Tirá-la da cena hoje é dar vitória antes do tempo ao instinto de morte que gerencia a agonia consumidora do capitalismo. Por isso, para não jogar fora a felicidade como signo da busca humana por uma vida decente e justa, é preciso hoje separar duas formas de felicidade: uma felicidade publicitária e uma felicidade filosófica. A felicidade filosófica é a felicidade da eudaimonia, que desde os gregos significa a ideia da vida justa em que a interioridade individual e as necessidades da vida exterior entrariam em harmonia. [...] Condição natural dos filósofos, a felicidade seria, no seu ápice, o prazer da reflexão que ultrapassa qualquer contentamento. A ausência de pensamento característica de nossos dias define a falta de lucidez sobre a ação. Infelicidade poderia ser o nome próprio desse novo estado da alma humana que se perdeu de si ao perder-se do sentido do que está a fazer. [...] Sem pensamento que oriente lucidamente ações, é fácil se deixar levar pelos discursos prontos que prometem “felicidade”. Perdida a capacidade de diálogo que depende da faculdade do pensamento, as pessoas confiam cada vez mais em verdades preestabelecidas. [...] A propaganda vive do ritual de sacralização de bugigangas no lugar de relíquias, e o consumidor é o novo fiel. Nada de novo em dizer que o consumismo é a crença na igreja do capitalismo. E que o novo material dos ídolos é o plástico. [...] Sacralizar, sabemos, é o ato de tornar inacessível, de separar, de retirar do contato. Na verdade, o que se promove na propaganda é uma nova sacralização da felicidade pela pronta imagem plastificada que, enchendo os olhos, invade o espírito ou o que sobrou dele. A felicidade capitalista é a morte da felicidade por plastificação. Fora disso, a felicidade filosófica é da ordem da promessa a ser realizada a cada ato em que a aliança entre pensamento e ação é sustentada. Ela envolve uma compreensão do futuro, não como ficção científica, mas como lugar da vida justa que se constrói no tempo presente. A felicidade publicitária apresenta-se como mágica dos gadgets eletrônicos que se acionam com um toque, dos “amigos” virtuais que não passam de má ficção. A felicidade publicitária está ao alcance dos dedos e não promete um depois. Ilude que não há morte e com isso dispensa do futuro. Resulta disso a massa de “desesperados” trafegando como zumbis nos shoppings e nas farmácias do país em busca de alento.Márcia Tiburi fonte: http://revistacult.uol.com.br/home/2011/07/industria-cultural-da-felicidade/

Projeto Político-Pedagógico, segundo Libâneo (2008), é o norteador e o ordenador da vida escolar. O projeto incorpora ideias, aborda e expressa os princípios que guiarão a prática e vai além; seu objetivo é organizar a ação.

 BORBA , “existe uma visão predominante da brincadeira como atividade restrita à assimilação de códigos e papéis sociais e culturais, cuja função principal seria facilitar o processo de socialização da criança e a sua integração à sociedade.”


 “Indagações sobre Currículo” , “Aautoavaliação ainda não faz parte da cultura escolar brasileira. Entretanto, se quisermos sujeitos autônomos, críticos, devemos ter consciência de que tal prática deve ser incorporada ao cotidiano dos planejamentos dos professores, do currículo, por fim.”

 incremento da imigração europeia. “Reativa-se a política de povoamento, e a par das colônias oficiais ou mesmo particulares, mas organizadas segundo o sistema tradicional que consistia em distribuir aos colonos pequenos lotes de terra agrupados em núcleos autônomos, aparece um novo tipo de colonização: fixação dos colonos nas próprias fazendas e grandes lavouras, trabalhando como subordinados...”  (PRADO Jr, Caio. . São Paulo: Brasiliense, 1973.) História





Nenhum comentário:

Postar um comentário