FORMAÇÃO ESCOLAR E TRABALHO


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Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996, Artigo 2º, finalidade da formação escolar: “o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. 


48% dos jovens entrevistados encontram-se empregados e 27,6% estão desempregados; os demais nunca trabalharam ou encontram se procurando o primeiro emprego [...] o contingente de jovens que se encontram trabalhando e são assalariados é constituído por 76,1% dos entrevistados; destes, 40,5% não possuem carteira assinada. Do total dos jovens que estão trabalhando, 34,3% têm renda mensal inferior a um salário mínimo e 33,9% atingem rendimentos entre um a dois salários mínimos. Apenas 35,3% destes jovens trabalham oito horas diárias; 28% cumprem uma jornada diária de trabalho superior a oito horas, a carga horária de trabalho máxima, segundo a legislação trabalhista (GUIMARÃES, 2002, p. 297). 


É, portanto, missão da escola proporcionar às classes subalternas uma visão do mundo natural e do mundo social que as ajude a se inserir nas relações sociais, políticas e culturais de uma sociedade „moderna‟, isto é, uma sociedade em que as relações capitalistas estão se expandindo. É preciso conhecer as leis civis e estatais em sua evolução histórica para saber, inclusive, que elas podem se transformar (MOCHCOVITCH, 1988, p. 63). 


Saes (1998) “é o Estado Burguês que cria as condições ideológicas necessárias à reprodução das relações de produção capitalista” (1998, p. 50).

 Moriyón (1989): “a ignorância é denunciada como o alimento da escravidão e a razão é o guia que conduzirá os seres humanos a libertarem-se da opressão e da exploração impostas pelo obscurantismo e egoísmo dos privilegiados” (1989, p. 14).

“trabalhadores intelectuais, cuja missão será ocupar os postos diretivos e engrossar as classes dominantes, e trabalhadores braçais, a maioria, destinados a realizar os trabalhos básicos, sem possibilidade de participar na gestão dos assuntos que os afetam” (MORIYÓN, 1989, p. 23).


Devemos perguntar em que bases o projeto de desenvolvimento econômico e social do Brasil de hoje supera ou se acomoda à lógica da divisão internacional do trabalho que, historicamente, reduz os trabalhadores a fatores de produção e, em razão disso, torna sua formação um investimento em “capital humano”, psicofísica e socialmente adequado à reprodução ampliada do capital (FRIGOTTO, CIAVATTA E RAMOS, 2005, p. 1105).