televisão educativa

 “A falta constitui a necessidade dramática do personagem Nino. Fundamenta sua ação na busca de crescimento emocional, intelectual e social” (CARNEIRO, V. 1999: p.130).



“Uma megaprodução para os padrões de uma televisão educativa. Traduziu uma nova preocupação: garantir audiência” (CARNEIRO, V. 1999: p.92).




Não se pense, portanto, que a opção pelo caráter diversão, vamos chamar “ludicidade”, é pouco educativa. Ao contrário, o caráter educativo implícito na diversão, também está nos valores implícitos e explícitos na vida daquele grupo, em suas aventuras, e não no caráter de ensino ou de aprendizagem delas (PACHECO, E. (org.). 2000: p. 44).



A estrutura era formada de quadros ou módulos de curta duração (máximo: 3min) que, tal como anúncios publicitários, repetiam-se em ritmo acelerado, para não dispersar a atenção da criança. Cada módulo tinha objetivo pedagógico específico. Usavam-se situações de estímulo ao raciocínio, humor, criatividade e ação. Utilizavam-se diversas técnicas de televisão. Havia quadros com bonecos e personagens humanos, animação e música (CARNEIRO, V. 1999: p. 85).


A constatação das competências e das expectativas do receptor contribuiu para romper com a idéia de que a presença de objetivos de ensino é condição necessária para que se aprenda com um programa de televisão. O caráter educativo poderia ser determinado a partir do receptor, em função de sua interpretação. Um programa produzido sem intenção pedagógica pode vir a ser aceito como educativo (CARNEIRO, V. 1999: p.56).



Sesame Street é parte da memória internacional. É uma referência cultural mundializada de série infantil educativa de televisão que diverte públicos populares. Traz em si a possibilidade de articular educação e entretenimento, no contexto atual de mercado globalizado (CARNEIRO, V. 1999: p.84).


... a configuração textual que tende a ser narrativa, além de poder facilitar a inclusão, por intermédio da história, de símbolos, desejos, fantasias e sonhos do telespectador, mesclando suas necessidades reais e imaginárias, convidando o telespectador a participar do relato e prever o posterior desenvolvimento ou resolução do conteúdo problematizado, tende a facilitar a produção de um discurso que se aproxime mais do discurso lúdico. Por sua vez, este tipo de discurso facilita a contextualização do conteúdo com o qual se trabalha, expondo-os aos interlocutores e dando maior possibilidade a estes de entendê-lo e de refletirem sobre ele de acordo com a sua visão de mundo, tornando o processo mais polissêmico e polifônico (GUIMARÃES, G. 2000: p.111).