a televisão e a criança

... a tevê se dirige ao público através do vídeo, simulando um “contato” direto e pessoal com essa “função indivíduo” que se supõe ser o telespectador. Por isso, é essencial à expressão televisiva a função lingüística de contato (função “fática”, na terminologia implantada pelo lingüísta Roman Jackobson), que visa a manter ou sustentar a comunicação entre falante e ouvinte (SODRÉ, M. 1999: p.56-57).


As atividades básicas necessárias ao desenvolvimento infantil, como dormir, comer e beber, evidenciam a preponderância da atividade lúdica, pois, por meio dela a criança recria uma realidade particular que lhe é própria, no mundo do “como se”, o mundo não real, o mundo da imaginação, onde predomina o animismo, o artificialismo, o antropomorfismo (PACHECO, E. (org.). 2000: p.32).



“Nesse jogo (mortal) da imagem com o real, o olho fica em primeiro plano de importância, por ser o meio que registra e instaura a ilusão” (SODRÉ, M. 2000: p.21).


 O cinema aprofunda o simulacro moderno, ao movimentar a imagem (fazendo-a desfilar num ritmo determinado) e encenar um espaço e tempo imaginários. Não é tanto o real histórico (como faz a fotografia) que o cinema pretende restituir, mas o sonho: os produtos da imaginação são realizados ou materializados pela ficção cinematográfica (SODRÉ, M. 2000: p.34).


Enquanto os mais pequeninos só têm acesso aos programas que lhes são destinados e não têm nenhum prazer em ver os programas para adultos que ultrapassam seu nível de compreensão, os mais velhos regalam-se tanto com os desenhos animados e outros programas infantis como com aqueles que foram concebidos para o público adulto (LAZAR, J. /s.d./: p.95).