Sobre aprendizagem


"na web tudo está no mesmo plano. Como dizia um consultor americano dirigente da IBM, na Web uma criança se encontra em pé de igualdade com uma multinacional" (LÉVY, 2001, p.140).


Duas características da ZDP têm relação direta com a nossa preocupação geral com a unificação da mente cultural e computacional através da linguagem. A primeira delas é que a ZDP pode ser natural ou deliberadamente construída, desde que reflita uma diferença entre o crescimento real e potencial. Com certeza as tarefas escolares apresentam essa diferença, mas pode ocorrer com qualquer estruturação prática, corriqueira, e também com o jogo. […]A segunda característica é a estrutura mais fina da ZDP, a qual deve ser intersubjetiva, porém assimétrica. Quanto à intersubjetividade, um individuo deve se envolver em atenção conjunta com pelo menos um "outro"; ao descontar suas diferenças e, dessa forma, obter funcionalmente uma definição compartilhada da situação, eles tem intersubjetividade e perspectivas de crescimento on-line. Quanto à assimetria, uma pessoa deve ser mais capaz na tarefa e, portanto levar o outro além do nível real do crescimento. O importante é que tanto a intersubjetividade como a assimetria podem ser construídas e mantidas pela linguagem. (Frawley, 2000. p.102)


A visão de apropriação participatória de como o desenvolvimento e a aprendizado ocorrem envolve uma perspectiva na qual as crianças e seus parceiros sociais são interdependentes, seus papéis são ativos e dinamicamente mutáveis, e os processos específicos pelos quais eles se comunicam e compartilham na tomada de decisões são a substância do desenvolvimento cognitivo. (Rogoff, p.133)


Vigotski: A história do desenvolvimento das funções psicológicas superiores seria impossível sem um estudo de sua pré história, de suas raízes biológicas, e de seu arranjo orgânico. As raízes do desenvolvimento de duas formas fundamentais, culturais, de comportamento, surge durante a infância: o uso de instrumentos e a fala humana. Isso, por si só coloca a infância no centro da pré- história e do desenvolvimento cultural. (1998, p.61)

 Primeiro no nível social, e, depois, no nível individual; primeiro entre pessoas (interpsicológica), e , depois, no interior da criança (intrapsicológica). Isso se aplica igualmente para atenção voluntária, para a memória lógica e para a formação de conceitos. Todas as funções superiores originam-se das relações reais entre indivíduos humanos. (Vigostki. 1998, p.75)


O conceito de apropriação participatória se refere a como indivíduos mudam através de seu envolvimento em uma ou outra atividade. Com a participação guiada como processo interpessoal através do qual as pessoas são envolvidas na atividade sociocultural, a apropriação participatória é o processo pessoal pelo qual, através do compromisso em uma atividade, os indivíduos mudam e controlam uma situação posterior de maneiras preparadas pela própria participação na situação prévia. Esse é o processo de apropriação, e não de aquisição. (Rogoff, p.126)


 Do ponto de vista técnico, pode ser entendida como a fusão das possibilidades oferecidas pela multimídia enquanto combinação de texto, arte gráfica, som, animação e vídeo monitorado por computador e exposta aos sentidos do receptor e as características de uma estrutura hipertextual pela qual se movimenta com autonomia não só para combinar dados, mas para alterá-los, para criar novos e para construir novas rotas de navegação (SILVA, 2000, p. 154).