(CALVINO, 1990, p. 90, apud MAGNANI, 1995, p. 38).

[...] o termo “objeto” refere-se não a um dado puro ou a um produto acabado e inerte a ser dissecado pela leitura, mas ao constante processo de produção de texto [literário] como objeto de fruição e conhecimento, o que ocorre nas relações entre autor e leitor, e, em particular, como objeto também de estudo nas relações escolares de ensino-aprendizagem [...] da literatura; [...]. O que se deve considerar, portanto, é o trabalho de linguagem que se produz, [...] mediante o uso da palavra escrita, a qual associa o traço visível à coisa invisível, à coisa ausente, à coisa desejada ou temida, como uma frágil passarela sobre o abismo (CALVINO, 1990, p. 90, apud MAGNANI, 1995, p. 38).