lusotropicalismo

“lusotropicalismo”  “[o português estava] consciente de uma missão cristã não apenas de boca e de sinal da cruz ou de dia de domingo, mas prática, cotidiana, recorrente. Consciente, portanto, de que essa missão não significava subjugar culturas, valores e populações tropicais para sobre eles reinarem, pelo menos superficialmente, homens, valores, e culturas imperial e exclusivamente europeias, mas importava em obra muito mais complexa de acomodação, de contemporização, de transigência, de ajustamento. De interpretação de valores ou de culturas, ao lado da miscigenação quase sempre praticada.”

 (Adaptado de: FREYRE, Gilberto. O Luso e o Trópico. Lisboa: Congresso Internacional de História dos Descobrimentos, 1961. p. 14)