Cotações sobre modernidade e escolas : Aprendi fazendo, errando!” (FREIRE, 1987:12)


Para Marx a história não é nem unilinear nem evolutiva; e muito menos cronológica. Fundamentalmente, a historicidade do capitalismo é dada pelo caráter essencialmente antagônico das suas categorias. Por isso é que há ocasiões em que a história parece precipitar-se, num ritmo que sobrepassa o andamento cronológico e em direções radicalmente novas. Ocorre que, de fato, ela se acelera, conforme se agudizam e explicitam as contradições de classes. Reciprocamente, há ocasiões em que a história parece adquirir outro andamento, mais lento. Isto também está relacionado ao caráter, à extensão e à profundidade das contradições de classes. Em outro nível, em nível estético, pode-se dizer que nas análises de Marx há tempos dramáticos e tempos épicos” (Ianni, 1985: 35 e 40).''

“Ao longo do século XX pudemos assistir a autênticas mutações da escola (…). A escola passou de um contexto de certezas a um contexto de promessas, inserindo-se atualmente num contexto de incertezas.” (CANÁRIO: 180)

Aprendi fazendo, errando!” (FREIRE, 1987:12


... resta muito pouco para o homem moderno executar, além de apertar um botão.” (BERMAN, 1986:26) 

O estágio de produção de mercadorias com que começa a civilização caracteriza-se, do ponto- de-vista econômico, pela introdução: 1) da moeda metálica (e, com ela, o capital em dinheiro), dos juros e da usura; 2) dos comerciantes como classe intermediária entre os produtores; 3) da propriedade privada da terra e da hipoteca; 4) do trabalho como forma predominante na produ- ção. A forma de família que cor responde à civilização e vence definitivamente com ela é a mo nogamia, a supremacia do homem sobre a mulher, e a família individual como unidade econô- mica da sociedade.”... “Também são características da civilização: por um lado, a fixação da oposição entre a cidade e o campo como toda de toda a divisão do trabalho social...” (Engels, 1997: 198) 
(Grifo nosso

Saramago, “chegamos muito longe, mas não chegamos ao nosso semelhantes”



“As imagens fluem desligadas de cada aspecto da vida e fundem-se num curso comum, de forma que a unidade da vida não mais pode ser restabelecida. A realidade considerada parcialmente própria unidade geral um pseudo mundo à parte, objeto de pura contemplação. A especialização das imagens do mundo acaba numa imagem autonomizada, onde o mentiroso mente a si próprio. O espetáculo em geral, como inversão concreta da vida, é o movimento autônomo do não – vivo ...” (Debord,1991)



“Têm de olhar para outros (estrelas, homens políticos etc.) que vivem em seu lugar. A realidade torna-se uma imagem, e as imagens tornam-se realidade; a unidade que falta à vida recupera-se no plano da imagem. Enquanto a primeira fase do domínio da economia sobre a vida caracteriza- -se pela notória degradação do ser em ter, no espetáculo chegou-se ao reinado soberano do aparecer. As relações entre os homens já não são mediadas apenas pelas coisas, como no fetichismo da mercadoria de que Marx falou, mas diretamente pelas imagens.” (Jappe,1997)