Motricidade

 Müstschele (1996, p 32): [...] é a educação do homem pelo movimento. Etimologicamente temos; psique: mente. Motricidade é a propriedade que possuem certas células nervosas de determinar a contração muscular. A psicomotricidade é o desenvolvimento do comportamento da criança.


Airton Negrine (1995, p.15): A educação psicomotora é uma técnica, que através de exercícios e jogo adequados a cada faixa etária leva a criança ao desenvolvimento global de ser. Devendo estimular, de tal forma, toda uma atitude relacionada ao corpo, respeitando as diferenças individuais (o ser é único, diferenciado e especial) e levando a autonomia do indivíduo como lugar de percepção, expressão e criação em todo seu potencial.


 Wallon (1995) : Os únicos atos úteis que a criança pode fazer consistem no fato de, pelos seus gritos, pelas suas atitudes, pelas suas gesticulações, chamar a mãe em seu auxílio. (...) Portanto, os primeiros gestos (...) não são gestos que lhe permitirão apropriar-se dos objetos do mundo exterior ou evitá-los, são gestos dirigidos às pessoas, de expressão. (p. 201).


 “[...] a infância deve ser compreendida como uma construção social, [...] as crianças devem ser consideradas como partes ativas na determinação de suas vidas e das vidas daqueles que estão ao seu redor” (HEYWOOD, 2004, p. 12).


Ferreira (2003): Todo recém-nascido humano é imaturo e incompleto, sobretudo do ponto de vista motor, o que o torna extremamente dependente de outro ser humano. Seu acesso ao mundo e sua sobrevivência dependem da mediação de outros membros mais competentes da espécie. Por outro lado, nasce com uma organização comportamental e uma rica expressividade, que favorecem seu contato emocional e seu diálogo com outras pessoas humanas. Esses parceiros inserem o bebê em um mundo organizado conforme as representações e expectativas que têm sobre a criança, sobre seu desenvolvimento e sobre seu próprio papel em relação a ela, representações essas adquiridas em suas experiências de vida em um meio sócio histórico específico. (ROSSETTI-FERREIRA, 2003, p.35)