conceituar família

Tendencia-se, na atualidade, a conceituar família enquanto instituição constituída por indivíduos que moram no mesmo local. Ou, como está definido no Novo Dicionário da Língua Portuguesa (1975), “1. Pessoas aparentadas, que vivem, em geral, na mesma casa, particularmente o pai, a mãe e os filhos. [...] 9. Sociol. Comunidade constituída por um homem e uma mulher, unidade matrimonial, e pelos filhos nascidos dessa união.” (FERREIRA, 1975, p. 609). Entretanto, essa ideia se esvai quando pensamos que membros de uma família podem, por exemplo, morar, por inúmeros e divergentes motivos, em outras casas em diferentes localidades ou que estão, ainda, em cárcere fechado. Um outro fator, que poderia definir a família seriam os laços consanguíneos, ou “[...] 2. Pessoas do mesmo sangue. 3. Ascendentes, linhagem, estirpe. [...] 10. Sociol. Grupo formado por indivíduos que são ou se consideram consanguíneos uns dos outros, ou por descendentes de um tronco ancestral (filho natural) e estranhos admitidos por adoção.” (FERREIRA, 1975, p. 609). Neste sentido, esta elaboração de consanguinidade cai por terra quando refletimos que filhos adotivos são integrantes de uma família, que não a sua de origem. Assim, “atribuir a um filho de outrem os direitos de filho próprio, perfilhar, legitimar” (FERREIRA, 1975, p. 609). Também poderíamos definir família pelos vínculos afetivos e de amor que se estruturam entre os seus membros. Todavia, percebemos ao longo da história da humanidade que esses vínculos não são herdados, muito pelo contrário, são constituídos socialmente e estabelecidos de acordo com o grau de desenvolvimento da sociedade. (SILVA, 2004, p. 54-55, grifos do autor)

Nenhum comentário:

Postar um comentário