Citações de Paulo Freire: Educação bancária, Pedagogia e educação libertadora

“A educação que se impõe aos que verdadeiramente se comprometem com a libertação não pode fundar-se numa compreensão dos homens como seres “vazios”a quem o mundo “encha”de conteúdos; não pode basear-se numa consciência espacializada, mecanicistamente compartimentada, mas nos homens como “corpos conscientes”e na consciência como consciência intencionada ao mundo. Não pode ser a do depósito de conteúdos,mas a da problematização dos homens em suas relações com o mundo.”( FREIRE, 1983,.p.77)



“Ao defendermos um permanente esforço de reflexão dos oprimidos sobre suas condições concretas, não estamos pretendendo um jogo divertido em nível puramente intelectual. Estamos convencidos, pelo contrário, de que a reflexão, se realmente reflexão, conduz à prática.”( FREIRE, 1983, p. 57)


“A pedagogia do oprimido, com pedagogia humanista e libertadora, terá dois momentos distintos. O primeiro, em que os oprimidos vão desvelando o mundo da opressão e vão comprometendo-se na práxis, com a sua transformação; o segundo, em que transformada a realidade opressora, esta pedagogia deixa de ser do oprimido e passa a ser a pedagogia dos homens em processo de permanente libertação .”(FREIRE, 1983.p.44)


 “Humanização e desumanização, dentro da história, num contexto real, concreto, objetivo, são possibilidades dos homens como seres inconclusos e conscientes de sua inconclusão.”( FREIRE, 1983. p. 30). 


FREIRE:“…educação libertadora enquanto educação democrática, educação desveladora,educação desafiadora, um ato crítico de conhecimento, de leitura da realidade, de compreensão de como funciona a realidade,…”( SHOR , FREIRE: 1986.p.51)

FREIRE: “Nossa tarefa, a tarefa libertadora, no nível institucional das escolas, é de iluminar a realidade.”( FREIRE at ,1896:p.50)


“O que nos parece indiscutível é que, se pretendemos a libertação dos homens,não podemos começar por aliená-los ou mantê-los alienados. A libertação autêntica, que é a humanização em processo, não é uma coisa que se deposita nos homens. Não é uma palavra a mais, oca, mitificante. É práxis, que implica na ação e na reflexão dos homens sobre o mundo para transforma-lo.”(FREIRE, 1983.p.77)


“Já agora ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa a si mesmo: os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo. Mediatizados pelos objetos cognoscíveis que, na prática “bancária”, são possuídos pelo educador que os descreve ou os deposita nos educandos passivos.”(FREIRE, 1983,.p.79)

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