A gestão na escola infantil

“Entendemos que há determinados parâmetros psicológicos que orientam o desenvolvimento de todas as crianças. Sabemos, por outro lado, que a situação sociocultural e as condições econômicas em que vivem as crianças, além do sexo e da etnia, exercem uma forte influência sobre elas e sobre os conhecimentos que constroem”. (KRAMER, 2006, p. 39).
            
“Piaget, um grande psicólogo suíço, mostra-nos que o sujeito tem um papel ativo na construção de valores, das normas de conduta. Há uma interação, isto é, um caminho de ida-e-volta, com o indivíduo atuando sobre o meio e o meio sobre ele, e não simplesmente a internalização pura desse ambiente”’. (VINHA, 1996, p. 6).
            
           O indivíduo é ativo na construção do seu desenvolvimento. Na realidade, não é apenas um ou outro fator isolado (família, traços de personalidade, escola, amigos, etc.), mas o conjunto deles que contribui nesse processo, e, a partir da interação do sujeito com esses fatores (meio), é que ele vai, aos poucos, construindo seus próprios valores morais. A moralidade, portanto, é construída, não vem pronta. Uma criança aprende o que vive e se torna o que experimenta (VINHA, 1996, p. 6).
            
A capacidade de uma pessoa para se relacionar depende das experiências que vive, e as instituições educacionais são um dos lugares preferenciais, nesta época, para se estabelecer vínculos e relações que condicionam e definem as próprias concepções pessoais sobre si mesmo e sobre os demais. A posição dos adultos frente à vida e as imagens que oferecemos aos mais jovens, a forma de estabelecer as comunicações na aula, o tipo de regras de jogo e de convivência incidem em todas as capacidades da pessoa. (ZABALA, 2007, p. 28).
           
            
“Desde cedo a criança precisa ir aprendendo as normas de convivência: ser educado, saber como comportar-se nas diferentes situações, usar expressões de cortesia, saber aguardar a sua vez, não bater ou agredir, enfim, tratar os outros como gostaria de ser tratado”. (VINHA, 1996, p. 6).
            
            Zagury (1996, p. 94) “afirma que é na família que se começa a exercitar a democracia”. 
            
           
“Não se pode haver moralidade quando se considera apenas o próprio ponto de vista. Quando uma pessoa leva em consideração os pontos de vista das outras, não está mais livre para mentir, quebrar promessas e ser leviano”. (KAMII, 1991, p. 23).
             
             “É desde o berço que se educa”. (VINHA, 1996, p. 7).

            “não destrua, construa” (DE LA TAILLE, 1996).

Necessitamos pensar em uma escola mais democrática baseada em relações que respeitem a diversidade e a pluralidade de pensamento, de sentimento, de conduta e do corpo de seus membros. Estou falando de uma escola que propicie um ambiente cooperativo, pautado em princípios de auto-regulações pessoais e coletivas, como as definidas anteriormente. (ARAÚJO, 2001, p.11).
           
           
“Educadores que compreendam que devem respeitar as diversidades do corpo, do pensamento, das ações e dos sentimentos; utilizando metodologias cooperativas e democráticas, ricas na solicitação de trocas sociais e interpessoais”. (ARAÚJO, 2001, p. 11).
          

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