(Cândido, 1993) a poesia e o poeta

A base de toda imagem, metáfora, alegoria ou símbolo e a analogia, isto é, a semelhança entre coisas diferentes. E aqui encontramos, no plano dos significados, um problema que já encontráramos no plano das sonoridades como sinestesia: o da correspondência. Com base na possibilidade de estabelecer analogias o poeta cria a sua linguagem, oscilando entre a afirmação direta e o símbolo hermético. Raramente o poema e feito apenas com um ou outro destes ingredientes polares, e na seqüência dos versos somos capazes de notar a gradação que os separa. Muitas vezes, o elemento simbólico não está na peculiaridade das palavras, ou na seqüência de imagens, mas no efeito final do poema tomado em bloco. E em tudo observamos a capacidade peculiar de sentir e manipular palavras. (Cândido, 1993)

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