"colonialismo de mercado"


Essa nova forma de dominação, que se pode denominar "colonialismo de mercado" , subordina povos e governos ao jogo anônimo e às manipulações deliberadas das forças desse mercado, uma situação sem precedente histórico nesta escala... A prosperidade e o consumismo modernos ficam restritos aos países ricos e a pequenos bolsões nos pobres... As políticas ditadas pelo FMI e o Banco Mundial acentuam as disparidades sociais entre as nações e no seu interior. Mas a realidade é cada vez mais camuflada por uma ciência econômica global... (Chossudovsky, apud Yanni, 1998, p.132).

"Há casos em que uma nação dominante desatende a decisão adotada pela maioria. Em síntese, a ONU está baseada na hipótese de nações soberanas, igualmente soberanas. É um fórum de blocos, grupos ou sistemas mundiais. Está prisioneira das opiniões das nações mais poderosas, que dominam condições formais e não formais de veto. Portanto, é uma instituição que simboliza um mundo que se torna paulatinamente pretérito.

Os 300 bilhões de dólares que a Banque France e o Bundesbank, juntos, comprometeram para tentar preservar o Sistema Monetário Europeu (SME) não têm tido muito peso, diante dos montantes que podem ser mobilizados por aqueles que estão decididos a provocar mudanças de paridade, para embolsar ganhos altíssimos (Chesnai, 1996, p.288)

...o governo deve limitar-se a garantir os direitos civis e políticos e evitar intrometer-se na atividade econômica, onde cada um, ao perseguir seus interesses individuais contribuiria para o interesse coletivo pela "mão invisível" de Adam Smith, isto é, pelo livre jogo das forças de mercado. (Vieira, 1997, p.33)

Claramente, os vitoriosos da globalização foram os desenvolvidos, cuja poupança e cujo preparo tecnológico fizeram deles privilegiados destinatários da riqueza produzida no mundo. Para os demais países, a lição aprendida é que, sem muita briga, sua parte no bolo da prosperidade mundial não será conquistada. (Ramiro, 2002, p.104).



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