Trabalho e juventude

"experiências não são, evidentemente, transportáveis como chaves na mão. Aqueles que desejam aproveitar o que elas têm de melhor devem dissecar as condições de seu funcionamento" (Lallement, 2007, p. 538)


(...) As trajetórias da juventude tendem, na Dinamarca, a tomar a forma de itinerários, conduzidas numa independência contínua com relação aos pais, e vividas como um tempo legítimo de desenvolvimento pessoal. Entre uma partida precoce e uma estabilidade profissional e matrimonial mais tardia, se intercalam percursos juvenis caracterizados por idas e vindas entre estudos e empregos, assim como vida solitária e união livre (...). Pelas idas e vindas que [a juventude] desenha o estatuto de estudante e de assalariado, a reconstituição dos principais fluxos de integração social confirma a existência, entre os jovens dinamarqueses na idade de 18 a 30 anos, de trajetórias subentendidas por uma lógica de experimentação (...). A política estatal na Dinamarca permite uma retomada mesmo que tardia dos estudos, e deixa uma marca profunda sobre os percursos de entrada na vida adulta. (Van de Velde, 2006, p. 38, 41, 46).

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