Território e sociedade no mundo globalizado


A Terceira Revolução Industrial — ou Revolução Técnico-Científica — começou a tomar forma no final da Segunda Guerra Mundial, mas os seus efeitos têm se manifestado em todo o mundo, de forma mais intensa, nas últimas três décadas. Sua repercussão atinge o conjunto das atividades econômicas, as relações sociais e as relações entre a sociedade e a natureza. LUCCI, E. A.; BRANCO, A. L.; MENDONÇA, C. Território e sociedade no mundo globalizado: geografia geral e do Brasil: ensino médio. São Paulo: Saraiva, 2005.p. 241.


Globalização econômica é o termo utilizado para designar um crescente processo de integração das economias nacionais que vem transformando a superfície do planeta num espaço econômico cada vez mais unitário. Isso significa que os produtos e os capitais transitam entre os países com liberdade cada vez maior, determinando que a economia assuma um caráter cada vez mais planetário. MÉDICI; ALMEIDA, 1999, p. 5.



“O maior drama histórico contemporâneo reside no abismo entre a atualidade da necessidade de superação do capitalismo e a regressão nas condições da implantação dessa superação. A passagem, dentro do capitalismo, do modelo regulador para o neoliberal e a passagem do mundo bipolar para o unipolar, com o fim do chamadocampo socialista, geraram esse abismo.”(Emir Sader, Caros Amigos, julho de 2006. Ano X, n.º 112)


Cada ponto do espaço torna-se então importante, efetivamente ou potencialmente. Como a produção se mundializa, as possibilidades de cada lugar se afirmam e se diferenciam em nível mundial. Dada a crescente internacionalização do capital (...) observar-se-á uma tendência à fixação mundial – e não mais nacional. Milton Santos, Metamorfose do espaço habitado, 1997


“o encolhimento do mapa mundo graças a inovações nos transportes que ‘aniquilam o espaço por meio do tempo’”. (David Harvey, A condição pós-moderna. São Paulo: Edições Loyola, 1993, p. 220.)


“Estando com apenas quatorze anos, em Paris, onde nasci, eu já tinha visto o surgimento do telefone, do aeroplano, do automóvel, da eletricidade doméstica, do fonógrafo, do cinema, do rádio, dos elevadores, dos refrigeradores, do raio-x, da radioatividade e, ademais, da moderna anestesia.” Raymond Loewy apud SEVCENKO, Nicolau. História da vida privada no 1Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. v. 3, p. 10.


“[...] A economia capitalista era, e só podia ser, mundial. Esta feição global acentuou-se continuamente no decorrer do século XIX, à medida que estendia suas operações a partes cada vez mais remotas do planeta e transformava todas as regiões cada vez mais profundamente. Ademais, essa economia não reconhecia fronteiras, pois funcionava melhor quando nada interferia no livre movimento dos fatores de produção.” HOBSBAWM, Eric. A era dos impérios. 3 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. p. 66.





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