Recursos naturais e sustentabilidade

"Surge então o dilema: a água é fonte de vida ou fonte de lucro? É um bem natural, vital e insubstituível ou um bem econômico e uma mercadoria? Os que apenas visam lucro, a tratam como mercadoria. Os que pensam a vida, a vêem como um bem essencial a todos os organismos vivos e ao equilíbrio ecológico da Terra. Direito à vida implica direito à água potável gratuita. Mas porque há custos na captação, tratamento, distribuição, uso, reuso e conservação, existe inegável dimensão econômica. Mas esta não deve prevalecer sobre o direito, antes, torná-lo real e garantido para todos”. (Leonardo Boff, Jornal O Popular, Goiânia, 2004).

FIGUEIREDO (2001), “a concepção da sustentabilidade acentua as diferenças Sócio-econômicas entre norte e sul, proporcionando cada vez menos chances de inclusão de nações e pessoas no processo do desenvolvimento” (p.09).

GUNN L. (2004): “Nos últimos anos foram desenvolvidos produtos e serviços alternativos, mas que ainda estão restritos a nichos de mercado, como os produtos orgânicos, o uso da energia solar, etc.” (p.32). 

GONÇALVES (2006): “nas novas unidades de conservação que vêm sendo propostas, as populações originárias e locais perdem a primazia no controle e gestão dos próprios recursos naturais, que passam a ser feitos por empresas e ONGs em nome do ‘uso racional dos recursos naturais’(...). Não há como ver nessa expressão-uso racional dos recursos naturais- também um forte componente etnocêntrico (...) haja visto ser considerado como racional aquele uso que se faz com base no saber técnico-científico convencional” (p.393;394).


“O Greenpeace é uma organização global e independente que atua para defender o meio ambiente e promover a paz, inspirando as pessoas a mudarem atitudes e comportamentos. Investigando, expondo e confrontando crimes ambientais, desafiamos os tomadores de decisão a reverem suas posições e mudarem seus conceitos. Também defendemos soluções economicamente viáveis e socialmente justas, que ofereçam esperança para esta e para as futuras gerações”. Greenpeace 



“Não se pode exigir que o mercado faça aquilo que não é da sua natureza, isto é, contribua para a justiça social, a diversidade cultural e uma sociedade sustentável, a não ser como ideologia”. (GONÇALVES-2006; p.372).

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