O desenvolvimento sexual da criança


Kaplan (1999): “experiências amorosas físicas entre mãe/criança ou pais/criança podem ser necessárias para o desenvolvimento psicossexual normal, saudável e que, sem estes contatos familiares eróticos de prazer mútuo, as crianças podem nunca desenvolver sentimentos ou desejos sexuais normais dentro de uma relação amorosa.” (pp 56-57)
“a sexualidade dessas estapas pré-genitais definem vínculos com a mãe, vínculos com o pai, importantes modelos evolutivos de relação com o mundo, mas não caracterizam ainda uma atração genital configuradora dos vínculos masculino-feminino.” Rappaport (1981, p. 133)
“Podemos discutir o jogo não como um fenômeno paralelo à linguagem, mas sobretudo como sendo em si mesmo linguagem, uma protolinguagem não verbal, que já é estruturalmente linguagem.” (ROZA, 1999, p. 45)
“O sexo é uma função natural e acredito que se possa esperar que uma criança desenvolva uma capacidade normal de amar, desejar parceiros apropriados e funcionar bem sexualmente desde que ela seja criada em uma família relativamente estável, recebendo carinho adequado dos pais, tenha uma relação amorosa e construtiva com eles e não seja ensinada a se sentir culpada sobre sexo ou com medo de sexo nos anos de sua formação.”
(KAPLAN, 1999, p. 131)
Lapanche: “na experiência e na teoria psicanalíticas, ‘sexualidade’ não designa apenas as atividade e o prazer que dependem do funcionamento do aparelho genital, mas toda uma série de excitações e de atividades presentes desde a infância que proporcionam um prazer irredutível à satisfação de uma necessidade fisiológica fundamental (respiração, fome, função de excreção, etc.), e que se encontram a título de componentes na chamada forma normal do amor sexual.” (2001, p. 476)
MASTERS e JOHNSON: “Quando as crianças são apanhadas em brincadeiras sexuais, quer sozinhas ou com outras, a reação negativa dos pais pode ao mesmo tempo ser difícil de compreender, mas fácil de perceber. Do ponto de vista da criança, brincadeira é brincadeira, mas para os pais que descobrem a criança se masturbando ou envolvida em brincadeiras sexuais com outras, a palavra SEXO, em letras garrafais invade a cena.” (1998, p. 152)
“Poder e saber aliam-se para determinar quem é quem na relação entre adulto e criança: enquanto criança, a aquisição do saber está tutelada e dirigida pelos adultos.”
(GARCIA, 1997, p. 71)
“A destruição do passado – ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas – é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século XX. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínua, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem. Por isso os historiadores, cujo ofício é lembrar o que os outros esquecem, tornam-se mais importantes que nunca no fim do milênio. Por esse motivo, porém, eles têm de ser mais que simples cronistas, memorialistas e compiladores."(HOBSBAWN:1995,13) 

Nenhuma das aplicações da psicanálise excitou tanto interesse e despertou tantas esperanças (...) quanto seu emprego na teoria e na prática da educação" (Freud, 1925).



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