O cinema - André Bazin

"O cinema e a invenção da vida moderna" (Cosac & Naify)


"Com a narrativa e o jogo de significação, a figuração obtém apenas a violência da representação; ela não expressa nada da violência da sensação" (Deleuze, 2005: xv).


Uma suspensão do que é de natureza reprodutiva, representativa, referencial, do que remete, primordialmente, à celebração da função de registro da câmera, com a ascensão de uma processualidade em que as imagens se nutrem de outras imagens (...) irrompe nos interstícios de um espaço-tempo não sem produzir rombos numa configuração visual habitual, daí o tremido, o desfocado, o anamórfico, como traços. (Teixeira, 2000, p. 99)


Essas duas histórias são relatadas com o auxílio de uma linguagem híbrida, que mescla expedientes de cinema com os de televisão, no caso, do telejornalismo. De um lado a vida de Sandro, desde menino até homem feito, construída com o respaldo dos depoimentos de pessoas que viveram ao lado dele: a tia, os colegas de rua, a assistente social, os parceiros do crime (...). De outro lado, o episódio do seqüestro do ônibus, amplamente documento pelas imagens da TV. (De Grande, 2004, p. 207 e 208)


O cinema substitui o nosso olhar 
por um mundo de acordo com 
os nossos desejos             
André Bazin




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