Moral e personalidade (Piaget, 1954, p.533)

"... trabalho inicialmente descritivo e que consiste em analisar as fases e os períodos da morfogênese até o equilíbrio final constituído pela morfologia adulta, mas pesquisa que se torna ‘causal’ desde que os fatores que asseguram a passagem de um estado ao seguinte sejam evidenciados." (Piaget, 1947/1967, p.55)


"Quando a pessoa de outrem se torna um objeto independente, isto é, permanente e autônomo, as relações eu-outrem não são mais simples relações da atividade própria com um objeto exterior: elas começam a tornar-se relações de troca verdadeiras entre o eu e o outro (alter ego)." (Piaget, 1954, p.360)

"Após 7-8 anos, a criança torna-se capaz de avaliações morais pessoais, de atos de vontade livremente decididos, de sentimentos morais que podem, em certos casos, entrar em conflito com aqueles da moral heterônoma da obediência. Assim, o sentimento de justiça (...) é o índice de uma nova extensão do domínio dos sentimentos morais." (Piaget, 1954, p.533)


Piaget (1954): "O respeito mútuo implica a necessidade de não contradição moral: não se pode ao mesmo tempo valorizar o seu parceiro e agir de maneira a ser desvalorizado por ele. Tal é, pelo menos, a norma, da qual a moralidade de fato pode, evidentemente, afastar-se, da mesma forma que o pensamento comum pode afastar-se das regras de não contradição lógica." (p.535)


"descoberta afetiva" de que existe "...uma coletividade mais geral, que tem seus próprios valores, distintos daqueles do eu, da família, da cidade e das realidades visíveis ou concretas" (Piaget, 1965/1977, p.291). 


"...um sistema ‘pessoal’, no duplo sentido de particular a um dado indivíduo e que implica uma coordenação autônoma" (Piaget, 1964/1989, p.94)


"a personalidade é então uma síntese sui generisdaquilo que há de original em cada um de nós com as normas da cooperação"(Piaget, 1965/1977, p.245).


"... a obrigação [moral] permanece a mesma independentemente da reação do outro" (Piaget, 1965/1977, p.125).

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