Letramento, alfabetização e aprendizagem

“identificar os limites do conhecimento que se tem no momento, e então tomar providências para remediar a situação, é muito importante para aprendizes de todas as idades”(Bransford; Brown; Cocking, 2007, p.74).



 “a uma fórmula matemática ou à instrução para computador: é arte, conselho, tecnologia, teoria e a motivação que está por trás de toda a comunicação” (Wurman, 1991, p. 361).




“compreensão profunda do assunto transforma a informação factual em conhecimento utilizável” (Bransford; Brown; Cocking, 2007, p.35).




“como processo histórico de conquista e exercício da qualidade de ator consciente e produtivo” (Demo, 2002, p. 78)




A emergente sociedade da aprendizagem, contudo, exclui a maioria da população do “acesso às múltiplas formas culturais de representações simbólicas” (Pozo, 2005, p. 11)




 “encontrar e assinalar as referências que impeçam as pessoas de ficarem submergidas nas ondas de informações” (Delors et al., 1998, p.89).



"letramento" é a "versão para o português da palavra da língua inglesa literacy. (...) Literacy é o estado ou condição que assume aquele que aprende a ler e escrever. Implícita nesse conceito está a idéia de que a escrita traz conseqüências sociais, culturais, políticas, econômicas, cognitivas, lingüísticas, quer para o grupo social em que seja introduzida, quer para o indivíduo que aprenda a usá-la. Em outras palavras: do ponto de vista individual, o aprender a ler e escrever – alfabetizar-se, deixar de ser analfabeto, tornar-se alfabetizado, adquirir a 'tecnologia' do ler e escrever e envolver-se nas práticas sociais de leitura e de escrita – tem conseqüências sobre o indivíduo, e altera seu estado ou condição em aspectos sociais, psíquicos, culturais, políticos, cognitivos, lingüísticos e até mesmo econômicos; do ponto de vista social, a introdução da escrita em um grupo até então ágrafo tem sobre esse grupo efeitos de natureza social, cultural, política, econômica, lingüística. O 'estado' ou a 'condição' que o indivíduo ou grupo social passam a ter, sob o impacto dessas mudanças, é que é designado porliteracy" (Soares, 1999, p. 17-18).


“de se orientar no meio dos saberes tornou-se um pré-requisito do próprio saber, e necessita daquilo que alguns já chamam ‘nova alfabetização’” e que “a capacidade individual de ter acesso e de tratar a informação vai ser um fator determinante para a integração da pessoa, não só no mundo do trabalho, mas também no seu ambiente social e cultural” (Delors et al., 1998, p.190-192).

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