A leitura, a escola e a formação de leitores e escritores ( Condemarín e Medina, 2005, p. 67)

Condemarín e Medina (2005, p. 67) “A ortografia não constitui um aspecto separado  do conjunto do texto; ao contrário, para que os alunos avancem em suas competências ortográficas, é necessário que considerem o conjunto do que escreverem, dado que muitas vezes os erros ortográficos decorrem de uma má percepção dos aspectos pragmáticos, semânticos e morfossintáticos do texto...”

“Quando se considera em primeiro lugar os erros ortográficos ao avaliar o texto, sem antes dar atenção suficiente ao seu conjunto, provoca-se uma deterioração na relação do aluno com o ato de escrever revelando uma concepção limitada da escrita. Nesse sentido, as excessivas correções ortográficas acabam levando o aluno a empobrecer seus escritos para evitar correr o risco de cometer muitos erros que serão sancionados pelo professor”. ( Condemarín e Medina, 2005, p. 67)

“Um projeto de escrita pode ser concebido como um todo: por exemplo, um livro de poemas, um jornal da classe, um guia turístico; ou como parte de um projeto mais amplo. Por exemplo, uma carta ao gerente de uma  indústria que se deseja visitar, um cartaz para anunciar uma competição esportiva, etc.” (Condemarín e Medina, 2005, p. 65)

Kaufman (1995, p. 51):“ O absurdo da escola tradicional é que se escreve nada para ninguém. Todo o esforço que a escola tradicional pede à criança é o de aprender a escrever para demonstrar  que sabe escrever.”  

 Condemarín e Medina (2005, p. 45): “... Os círculos literários são discussões sobre literatura coordenadas pelo professor incluindo toda a classe, ou realizadas em  pequenos grupos formadas por duplas. (...) Os alunos participam do diálogo para interpretar ou explicar  o conteúdo. Na medida em que dão atenção  ao argumento, motivos e características dos personagens, aos conflitos que ocorrem  dentro da história e suas soluções, eles constroem um amplo leque de significados que relacionam e ampliam suas próprias experiências.”

Geraldi (1999, p. 97) “A fruição, o prazer, estão excluídos (...) A escola, reproduzindo o sistema e preparando para ele, exclui qualquer atividade não rendosa: lê-se um romance para preencher uma famigerada ficha de leitura, para se fazer uma prova ou até mesmo para se ver livre da recuperação.”

Geraldi (1999, p. 91):“... a  leitura é um processo de interlocução entre leitor / autor mediado pelo texto. Encontro com o autor, ausente, que se dá pela sua palavra escrita.”


“O entendimento ou compreensão é a base da leitura  e do aprendizado desta. (...) Aprendemos  a ler, e aprendemos através da leitura, acrescentado coisas àquilo que já sabemos.” (Smith, 2003, p. 21)

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