Globalização, exclusão e pobreza - CHOSSUDOVSKY, Michel. A globalização da pobreza


No contexto da economia mundial globalizada, a disputa econômica entre as empresas tem como palco o mercado mundial. Vivemos rodeados por produtos das mais diversas origens, fabricados por empresas multinacionais bastante conhecidas.[Elas] ampliaram seus mercados, vendem produtos em praticamente todos os países, aumentaram o número de filiais em todo o globo e compraram muitas empresas em vários países, principalmente nos subdesenvolvidos. LUCCI, E. A.; BRANCO, A. L.; MENDONÇA, C. Território e sociedade no mundo globalizado: geografia geral e do Brasil: ensino médio. São Paulo: Saraiva, 2005, p. 128-129.


O termo globalização, com o significado que as pessoas conhecem hoje, foi cunhado em 1983 por Theodore Levitt,professor da Harvard Business School. Num artigo intitulado globalização dos mercados, Levitt, reconhecido por seus profundos conhecimentos em marketing, traçou um cenário favorável para as grandes corporações (especialmente americanas e européias). Com um mundo mais integrado, essas empresas conquistariam novos mercados e se beneficiariam de excepcionais ganhos de escala, inclusive no que concerne a adoção de um marketing globalizado também baseado em escala. Para evitar danos as multinacionais vem formando enormes estruturas de controle de suas peças publicitárias. Revista Exame, 29/08/2007


uma minoria social privilegiada acumulou grande riqueza em prejuízo da grande maioria da população. Essa nova ordem financeira internacional é nutrida pela pobreza humana e pela destruição do meio ambiente. Ela gera o apartheid social, estimula o racismo e os conflitos étnicos, solapa os direitos das mulheres e, freqüentemente, precipita países em confrontos destrutivos entre nacionalidades. Além disso, as reformas – visto que são aplicadas simultaneamente em mais de cem países – levam a uma globalização da pobreza, processo que aniquila a subsistência humana e destrói a sociedade (...)” CHOSSUDOVSKY, Michel. A globalização da pobreza: impacto das reformas do FMI e Banco Mundial. São Paulo: Moderna, 1999.p. 27.



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