Esportes e jogos na escola (GALLAHUE; OZMUN, 2003)


(...) cabe ao professor engajado na luta mais ampla, que excede o âmbito da escola e do sistema de ensino, escolher entre fazer de sua ação pedagógica um instrumento que apenas reproduz as violências educacionais (desigualdades, discriminação, preconceitos, etc) ou torná-la uma poderosa arma de negação desta caótica situação. (CARMO, 1985, P. 39).

ensinar Esporte a todos; ensinar bem Esporte a todos; ensinar mais que Esporte a todos; e ensinar a gostar do Esporte. Tani (1988)

 (GALLAHUE; OZMUN, 2003):
  • incluir nas atividades, a aprendizagem de habilidades que propiciem saltar, arremessar, pular, receber, para desenvolver o repertório motor e as habilidades motoras básicas;
  • organizar exercícios, jogos e atividades de modo a proporcionar um máximo de oportunidades para uma participação mais efetiva e atuante da criança;
  • fazer o possível para que as práticas esportivas constituam ocasiões de prazer para todas as crianças, em todas as idades e nos vários contextos de atuação em Educação Física;
  • destacar a importância da ética, da cooperação, do espírito esportivo e o respeito ao adversário (valores morais, éticos e atitudinais); e
  • encorajar as crianças a participarem de exercícios com certo nível de dificuldade para que as mesmas possam identificar o “problema” e procurar a solução para tal exercício.

É necessário respeitar as características individuais, as expectativas e as aspirações das pessoas; preocupando-se não apenas com o seu potencial, mas também com a limitação; dando oportunidades de acesso a diferentes modalidades (TANI, 1988, p. 35-36)

Nossa proposta caminha na direção do entendimento de que o professor, ao optar por determinada forma de agir, deve estar constantemente refletindo sobre sua, como prática social, como ser um professor que, além de pensar sobre suas ações, e, conseqüentemente, nas relações de seus alunos (interação professor x aluno) (DARIDO E COLABORADORES, 2005, p. 103).

A prática como eixo curricular é interessante, uma vez que o conteúdo e a riqueza da EF estão no universo de suas práticas corporais. Estas práticas podem ser analisadas, sistematizadas, planejadas, antecipadas e testadas, além de serem posteriormente remodeladas, refletidas e avaliadas em conjunto com os discentes, de maneira dialética e integrada (VENDITTI Jr., 2005, p. 44-45).

Para nós, o jogo possível possibilita o resgate da cultura infantil no processo pedagógico de ensino do esporte, tornando seu aprendizado uma atividade prazerosa e eficiente no que diz respeito à aquisição das habilidades básicas e específicas. Nossa experiência no trabalho com iniciação esportiva possibilitou algumas descobertas e adaptações em jogos e brincadeiras já conhecidas, porém, direcionamos essas atividades buscando o aprendizado coletivo (PAES, 1996, p. 113).

[...] a reflexão na ação ocorre durante a aula, no instante exato em que está acontecendo, possibilitando ao professor tomar novas decisões sobre os problemas que vão surgindo. Imediatamente após a aula (e durante um certo tempo depois), o professor passa a refletir sobre os acontecimentos da mesma, como tomou decisões, quais poderiam ser diferentes, o que faltou para que a mesma fosse melhor, enfim, o que deu certo ou errado (DARIDO E COLABORADORES, 2005, p. 105).



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