Escola na era dos computadores (Azevedo, 2000).


“No mundo da comunicação mediada por computador vive-se num outro espaço e num outro tempo, diverso do tempo e do espaço vividos no mundo da comunicação de oralidade primária e da cultura escrita” (Azevedo, 2000). 



 “em um espaço puramente relacional, cuja realidade material ou localização geográfica não tem a menor importância” (Azevedo, 2000). 


“Ambientes virtuais sustentados pelas novas tecnologias de informação e de comunicação combinam recursos síncronos e assíncronos. Em ambientes assim é possível dar início a uma conversa através da troca assíncrona de mensagens via e-mail e, posteriormente, continuá-la num encontro virtual "em tempo real" numa sala de chat, para, em seguida, concluí-la novamente através do e-mail. A temporalidade que é experimentada em tais ambientes é de natureza diversa daquela introduzida pela escrita e que permitiu que nossas sociedades se sentissem participantes de uma única História. Como também difere daquela vivida por sociedades orais, um tempo cíclico em que o passado não se marca por datas. É um tempo "esticado" por dentro da temporalidade histórica, uma sensação de contiguidade sem simultaneidade, um estar sempre "aqui" independente do "agora" de cada. Uma nova temporalidade que se precisa aprender a administrar e a agendar (Azevedo, 2000 - Muito além do jardim de infância - O desafio do preparo de alunos e professores on-line. 



 “cuja tarefa é assimilar e reproduzir, mas quase nunca problematizar, analisar, refletir, isto é, discutir” (Azevedo, 2000).


“...ensinar face a face a distância (...), uma vez que a tecnologia permite reconstruir virtualmente a interação e a intersubjetividade que ocorrem na educação tradicional e presencial (...). As novas tecnologias geram, sem dúvida, maior interação de professores e alunos, e mesmo entre os próprios alunos, possibilitando justamente a combinação da flexibilidade da interação humana com a independência no tempo e no espaço”(Maia e Mattar, 2008, p.9).


 “mais do que uma rede de computadores, estamos diante de pessoas se relacionando, se entendendo e aprendendo em rede” (Azevedo, apud Maia e Mattar, 2008, p. 18)




Almeida (2006, pp. 205-6) adverte que “interação diz respeito à ação recíproca com mútua influência nos elementos inter-relacionados (...) comunicação entre pessoas que convivem”; enquanto, interatividade refere-se à “capacidade de um sistema de comunicação ou equipamento de possibilitar interação”. 



“o conhecimento é construído em um processo social negociado, que envolve a mediação, a representação mental e a construção ativa da realidade, em um contexto histórico e cultural, evidenciando um sistema mais amplo de produção” (Almeida, 2006, p. 210)



“Se no ambiente virtual, turmas são comunidades de aprendizagem colaborativa, que papel estaria reservado ao professor [mediador/formador]?” - pergunta Azevedo (2000). 



 (apud Maia e Mattar, 2008, p. 92):“Além do exigido de qualquer docente, quer presencial quer a distância, e dependendo dos meios adotados e usados no curso, este professor deve ser capaz de se comunicar bem através dos meios selecionados, funcionando mais como um facilitador da aprendizagem, orientador acadêmico e dinamizador da interação coletiva (no caso de cursos que se utilizem de meios que permitam tal interação)”.

 Almeida (2008, p. 213):  “Na educação com suporte em ambientes virtuais, o papel do professor é o de gerir as situações facilitadoras da aprendizagem, articular diferentes pontos-de-vista, instigar o diálogo entre alunos e a produção conjunta, a busca de informações e a expressão do pensamento do aluno, orientando-o em suas produções e na recuperação e na análise dos registros e suas respectivas reformulações”.
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