A Competitividade da indústria na globalização

«A falta de competitividade no país não é um problema da indústria da porta para dentro, mas estrutural. Se a indústria mais moderna do Japão, Coreia ou de qualquer outro país vier para o Brasil, ela também vai sofrer com a falta de condições para ser mais competitiva» (Agência Indusnet Fiesp, 4/04/2012).




“O processo de industrialização brasileiro, baseado no chamado PSI, tinha como uma de suas características o protecionismo, que levava a uma despreocupação com a questão da eficiência. A necessidade de sobrevivência, ao longo da crise, levou vários setores e indústrias específicas a um processo de modernização e de busca de competitividade. Este processo levou, inclusive, a um aumento nas exportações de manufaturados, uma vez que a crise forçou as empresas a buscar novos mercados consumidores”. (FORTUNA, 1995, p. 117)


(a globalização) "... modifica as relações econômicas de forma ampla e definitiva, obrigando as empresas a rápidas adaptações em suas estruturas produtivas, com o fito de garantir sua participação e sobrevivência no mercado." (Garcia Jr., 1996, p. 27).


O longo período de instabilidade econômica, mais tarde associado à abertura comercial, provocou mudanças nas empresas brasileiras em suas relações com fornecedores, na gestão da produção e nos procedimentos para a conquista do cliente." (Ferrazet alii, 1995, p. XIX).

"... a capacidade da empresa de formular e implementar estratégias concorrenciais, que lhe permitam conservar, de forma duradoura, uma posição sustentável no mercado." (Coutinho & Ferraz, 1995, p. 18). 

"a) deslocamento espacial das diferentes etapas do processo produtivo, de forma a integrar vantagens nacionais diferentes (...); b) desenvolvimento tecnológico acentuado, nas áreas de telemática e informática, usando de forma a possibilitar o deslocamento espacial das fases de produção e reduzindo o tempo e espaço no processo de comercialização; c) simplificação do trabalho, para permitir o deslocamento espacial da mão de obra; d) igualdade de padrões de consumo, para permitir aumento de escala; e) mobilidade externa de capitais, buscando rentabilidade máximas e curto prazo; e f) difusão (embora desigual) dos preços e padrões de gestão e produção, mantendo, todavia, diferenças de condições produtivas que são aproveitadas no deslocamento da produção." (Mollo, 1999, p. 01).

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