Citações educação


"o pensamento cartesiano-newtoniano não consegue trazer uma perspectiva valiosa para a cognição e o ensino, como também falha no seu reducionismo em considerar o contexto" (KINCHELOE,1997,p.167). 

A exclusão praticada no processo de alfabetização, através da reprovação e repetência, alimenta, no momento seguinte, através do que eufemísticamente se denomina de evasão escolar, o contingente dos já excluídos do processo (Ferrari, 1985, p. 49)


É claro que nessa nossa "pedagogia da repetência", a ameaça de reprovação constitui o principal mecanismo de pressão ou 'motivação' para que os alunos estudem. Esse mecanismo revela a cultura autoritária e repressiva de nossa sociedade, e é difícil de ser substituído por outros tipos de motivação, de natureza positiva. (Ribeiro, 1993, p. 72)


Considerando que toda a população pesquisada participa de uma sociedade caracterizada pelo alfabetismo, ou seja, pela ampla utilização da linguagem escrita em várias esferas do sistema social, passam a interessar as diferentes atitudes em relação a esses contextos e a essa tradição cultural que possam estar associadas a diferentes graus e tipos de habilidade e uso da linguagem escrita. (Ribeiro, 1998, p. 7)


As políticas de intervenção nesse campo devem fundar-se numa visão integrada dos processos de aquisição, manutenção e desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita entre crianças, jovens e adultos, no trabalho, na escola, na família, nas organizações da coletividade, estabelecendo nexos entre a educação básica e a educação continuada. (Ribeiro, 1998, p. 11)


um fator fundamental de coesão nas sociedades complexas, de igualdade de oportunidades e de ampliação de possibilidades comunicativas, graças às quais cada pessoa se apropria e se enriquece com a diversidade que é própria da cultura. (Ribeiro, p. 14)

um contingente significativo utiliza as habilidades de leitura e escrita em contextos restritos e, conseqüentemente, demonstra habilidades restritas no teste de leitura... A pesquisa revela como os déficits educacionais se traduzem em desigualdades quanto ao acesso a vários bens culturais, oportunidades de trabalho e desenvolvimento pessoal que caracterizam as sociedades letradas. (Ribeiro, 1998, p. 68)

A análise da política educacional não pode prescindir do confronto do que é declarado nos pressupostos e metas que as orientam, com os dados a respeito dos resultados alcançados. [...] Desse modo, a dimensão do declarado — expressa pelos planos, programas e projetos de ação — passa a ser entendida em seu caráter político, isto é, como produtos da negociação entre interesses diferentes ou até mesmo antagônicos, tendo em vista obter certo grau de consenso acerca dos fins e dos meios da educação, consenso este que, mesmo que provisório, é necessário como apoio à ação político-educacional. (Ribeiro, 1998, p. 21).

 "a escola é muito mais determinada do que determinante em suas relações com o meio social." (Ribeiro, p. 36) 


A expansão desordenada, caótica e, principalmente, a permanência de trajetórias duplas, triplas ou quádruplas em educação infantil — creches públicas, creches conveniadas, pré-escolas públicas e conveniadas —, geralmente abrem possibilidades ao oferecimento simultâneo de serviços com qualidade extremamente desigual. É esta desigualdade no custeio/qualidade que penaliza crianças pobres e negras de diferentes formas, inclusive esta que denominei de morte educacional anunciada [...] O caminho que nos parece mais adequado neste momento para superar este intrincado jogo de subordinação de classe, raça, gênero e idade que vem prejudicando as crianças através da educação infantil seria o da formação e qualificação da trabalhadora que lida diretamente com a criança. (Rosemberg, 1996, p. 64)


as análises apontam que houve um exacerbamento desse processo no bojo da implantação de uma política educacional para todos, baseada no argumento da equalização de oportunidades: para os pobres (compensação de carência), e, para as mulheres (a educação infantil como alternativa de guarda do filho, permitindo o trabalho materno). E, o paradoxal é que, em todos os estados que implantaram esse modelo de educação infantil a baixo investimento, as constituições estaduais estampam pronunciamentos anti-racistas e anti-sexistas no capítulo da educação." (Rosemberg, 1999, p. 34)

Nesse cenário de grandes inovações, é necessário, mais do que nunca, manter sempre atualizados os indicadores quantitativos, submetendo-os constantemente a análises que tracem o panorama evolutivo do Ensino Médio, construindo diagnósticos e prognósticos que orientem novas ações dos órgãos centrais, seja para reforçar diretrizes já traçadas, seja para corrigir efeitos não desejados. (Franco; Zibas, 1999, p. 3)


a mudança de lócus de negociação — da esfera estadual para a esfera municipal — atingiu as reivindicações e/ou expectativas dos docentes, acentuando ou (re)normatizando os conflitos entre os pares e entre estes e o novo centro do poder: a Secretaria Municipal de Educação. De outra parte, permitiu que os professores realizassem uma (re)leitura do próprio conjunto normativo-legal, possibilitando a construção de uma aprendizagem mais do que pedagógica, política, pois estes se viram na contingência de negociar em bases diferenciadas daquelas praticadas até então, possibilitadas pela proximidade do centro de poder. No entanto, nem todas as escolas municipalizadas encontraram caminhos de construção de seus próprios projetos, tendo em vista que os problemas provocados pelo convênio no que tange à situação funcional, atingiram a própria possibilidade de exercício da profissão. A emergência e consolidação de formas mais plausíveis de gestão descentralizada da escola pública dependerão do grau de maturidade política das instâncias e dos atores envolvidos nesse processo que será tanto maior, quanto maiores forem as chances de se exercitar a democracia como prática e não como conceito. (Martins; Perez, 2002, p. 109-110)


Em outros termos, o que os dados estão evidenciando é que ao longo da década a escolaridade tornou-se uma credencial da maior importância, já que há uma clara tendência a que os níveis de escolaridade de adolescentes e jovens na PEA (população economicamente ativa) sejam mais elevados quando comparados com aqueles que estão fora da PEA. (Madeira, 1986, p. 26)

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