Cinema e realidade

“(...) Ninguém negará que, na maior parte dos filmes atuais, tudo é um tanto irrealista... Porém, não é por isso que eles deixam de refletir a sociedade. Ao contrário, quanto mais incorreta é a forma que eles mostram a superfície das coisas, mais corretos eles se tornam e mais claramente eles espelham o mecanismo secreto da sociedade ... As fantasias estúpidas e

 
irreais do cinema são devaneios da sociedade, principalmente porque os colocam em primeiro plano como de fato o são e porque, assim, dão forma a desejos que, noutras ocasiões, são reprimidos.“ (KRACAUER, Siegfried. De Caligari a Hitler. Rio de Janeiro: Zahar, 1987). 


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