As características da Sociedade contemporânea

As características da sociedade contemporânea na Era da Informação na poesia Imparcialista 



A construção da poesia para o contexto contemporâneo  - O Imparcialismo 

[...] Os pobres são, então, mais ou menos compelidos a viver sua situação no isolamento. Procuram dissimular, no seu meio, a inferioridade de seu status e estabelecem relações distantes com aqueles que são próximos de sua condição. A humilhação os impede de desenvolver todo sentimento de pertencimento a uma classe social. A categoria social a que pertencem é heterogênea, o que aumenta, ainda mais, o risco de isolamento de seus membros. (PAUGAM, 1999, p. 41)

A modernidade surge com a ruptura dos princípios de vinculação e a promoção de um individualismo em cuja base se afirma o conceito de sociedade. Agora, o movimento histórico se encarrega de projetar esse indivíduo num processo de fragmentação social e desintegração interior que, pouco a pouco, vai tornando difícil sustentar esse conceito (Rüdiger, 2004, p. 51).


Quando não sucumbe a alguma espécie de êxtase informacional, abrindo mão de continuar sendo um ponto focal capaz de sintetizar suas vivências, o eu tende a perder sua eficácia e propriedade social e histórica. O posicionamento do mesmo nos circuitos de interação, além de efêmero, fracionado e funcional, passa a ser acionado ou tende a ser mantido apenas pelo registro abstrato,anônimo e (áudio)visual dos aparatos tecnológicos: o eu se reduz, então, às conexões que estabelece na rede telemática (Rüdiger,2004, p. 53).




“O si mesmo é pouco, mas não está isolado; é tomado numa textura de relações mais complexa e mais móvel do que nunca” (Lyotard, 2002, p. 28).


 “privado de poder sobre estas mensagens que o atravessam posicionando-o, seja na posição de remetente, destinatário ou referente” (Lyotard, 2002, p. 28).


 “o da interrogação, que posiciona imediatamente aquele que a apresenta, aquele a quem ela se dirige, e o referente que ela interroga: esta questão já é assim o vínculo social” (Lyotard, 2002, p. 29).


A colagem se torna o estilo pós-moderno. Nós substituímos o mundo dos objetos [...] pelo mundo dos produtos e imagens, a fantasmagoria dos meios de comunicação de massa” (Lyon, 1998, p. 78).


“A vedete do consumo, embora represente exteriormente diferentes tipos de personalidade, mostra cada um desses tipos como se tivesse igual acesso à totalidade do consumo, e também como capaz de encontrar a felicidade nesse consumo” (Debord, 1997, p. 41)


“O espetáculo, como a sociedade moderna, está ao mesmo tempo unido e dividido. Como a sociedade, ele constrói sua unidade sobre o esfacelamento” (Debord, 1997, p. 37).




[...] o eu só é uma frágil construção, ele não tem substância própria, mas se produz através das situações e das experiências que o moldam num perpétuo jogo de esconde-esconde. A imagem é talvez um pouco forte, mas será que não ilustra as múltiplas mudanças que constituem um mesmo indivíduo? Por um lado, no decorrer de uma mesma existência, cada um muda diversas vezes. Variações,modificações, conversões, revoluções, inúmeros são os termos que traduzem essas mudanças. E elas afetam sua aparência física, de início, mas também suas representações, suas relações amicais ou amorosas, sem falar de sua vida profissional (Maffesoli, 1999, p.304).




[...] quando alguma coisa perde seu atrativo, passa-se, insensivelmente, a um outro objeto de referência, que vai ser revestido de veneração ou de atração. A moda está aí para prová-lo. Irá nascer, em conseqüência, uma outra forma de sensibilidade (Maffesoli,1995, p. 26).




“O que é importante [...] não é o estilo de um indivíduo ou de uma arte isolada; são as formas e qualidades partilhadas por todas as artes de uma mesma cultura, durante um lapso de tempo significativo”(Maffesoli, 1995, p. 32)


 “O estilo é, antes de mais nada, o fato de só existir no e pelo olhar ou pela palavra do outro” (Maffesoli, 1995, p. 36).


Consumir [...] se torna o “eixo em torno do qual o mundo da vida gira”. [...] No nível social, a pressão para gastar vem da rivalidade simbólica e da necessidade de construir nosso eu (imagem) através da aquisição do distinto e do diferente. [...] A sedução assume seu papel como meio de controle e de integração social (Lyon, 1998, p. 101).



“sociedade de risco” (Beck, 1998)
“sociedade do conhecimento” (Lane, 1966)
“sociedade da aprendizagem” (Van Der Zee, 1998)
 "sociedade informacional” (Castells, 1999), “sociedade da informação”





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