(Markowitz, 2011, f. 201).

Assim, para ser reconhecido como "classe média" em Buenos Aires, basta ser morador da cidade e desfrutar do estilo de vida urbano, enquanto ser reconhecido como "classe média" no Rio de Janeiro, tanto pelos grupos mais abastados como por outros, tem um significado próprio, diverso de outras cidades mundiais. Isso se deve à extrema hierarquização social da cidade, um dos motivos da vinculação territorial dessa identidade, um tanto restrita, especialmente à zona sul da cidade, e, em segundo lugar, à Tijuca. Os marcadores associados desse status como livrarias, cafés, prédios altos e grandes ruas comerciais com calçadas largas e comércio mais fino apenas se encontram nesses lugares. Bons teatros, cinemas e livrarias mais especializadas e restaurantes que não se enquadrem no gênero "familiar" apenas se localizam na parte Sul. As grandes atrações naturais da cidade como as praias, os bosques e o aterro também se restringem a esses lugares. O centro comercial e financeiro da cidade do Rio não tem nenhuma funcionalidade no final de semana, fora um ou outro centro cultural, assim reforçando essa divisão. Falta uma cultura de massa, baseada em uma ampla oferta de atrações culturais, como livros mais baratos, por exemplo. Daí, e em contraste com Buenos Aires, por exemplo, ser da "classe média" no Rio de Janeiro é um status mais alto. (Markowitz, 2011, f. 201).

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