Citações provas Professor de Língua Portuguesa ZABALA, Antoni. Prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.



“A tendência habitual de situar os diferentes conteúdos de aprendizagem sob a perspectiva disciplinar tem feito com que a aproximação à aprendizagem se realize segundo eles pertençam à disciplina ou à área: matemática, língua, música, geografia, etc., criando, ao mesmo tempo, certas didáticas específicas de cada matéria. Se mudamos de ponto de vista e, em vez de nos fixar na classificação tradicional dos conteúdos por matéria, consideramo-los segundo a tipologia conceitual, procedimental e atitudinal, poderemos ver que existe uma maior semelhança na forma de aprendê- los e, portanto, de ensiná-los, pelo fato de serem conceitos, fatos, métodos, procedimentos, atitudes, etc., e não pelo fato de estarem adstritos a uma ou outra disciplina.” (p.41)

ZABALA, Antoni. Prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.



Isoladas do seu contexto ou situação, as palavras quase nada significam de maneira precisa, inequívoca (Ogdens e Richards são radicais: “as palavras nada significam por si mesmas”)... o que determina o valor (=sentido) da palavra é o contexto. A palavra situa-se numa ambiência que lhe é fixa, a cada vez e momentaneamente, o valor. É o contexto que, a despeito da variedade de sentidos de que a palavra seja suscetível, lhe impõe um valor ‘singular’; é o contexto também que a liberta de todas as representações passadas, nela acumuladas pela memória, e que lhe atribui um valor ‘atual’(...) .

Fonte: GARCIA, Othon M. Comunicação em Prosa Moderna . 25. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006, p. 177



Com intuito meramente ilustrativo, poderíamos dizer que há em literatura três atitudes estéticas possíveis. Ou a palavra é considerada algo maior que a natureza, capaz de sobrepor-lhe as suas formas próprias; ou é considerada menor que a natureza, incapaz de exprimi-la, abordando-a por tentativas fragmentárias; ou, finalmente, é considerada equivalente à natureza, capaz de criar um mundo de ideias que exprimam objetivamente o mundo das formas naturais.

Fonte: CÂNDIDO, Antônio. Formação da literatura brasileira. Volume 1. Belo Horizonte: Editora Itatiaia Limitada,1997. p 53.



“(...) A educação não é apenas um processo institucional e instrucional, seu lado visível, mas fundamentalmente um investimento formativo do humano, seja na particularidade da relação pedagógica pessoal, seja no âmbito da relação social coletiva. Por isso, a interação docente é considerada mediação universal e insubstituível dessa formação, tendo-se em vista a condição da educabilidade do homem”.

SEVERINO, Antônio Joaquim. A busca do sentido da formação humana: tarefa da Filosofia da Educação. Educ. e Pesquisa. vol. 32 no.3 São Paulo Set./Dez. 2006.


“A desmistificação mais fundamental, porém, está na crítica à separação artificial entre ensino e pesquisa. (...) Assim, desmistificar a pesquisa há de significar também o reconhecimento da sua imisção natural na prática, para além de todas as virtudes teóricas, em particular da sua conexão necessária com a socialização do conhecimento. Quem ensina carece pesquisar; quem pesquisa carece ensinar. (...) Pesquisa é processo que deve aparecer em todo trajeto educativo, como princípio educativo que é, na base de qualquer proposta emancipatória. (...) Desmistificar a pesquisa há de significar, então, a superação de condições atuais da reprodução do discípulo, comandadas por um professor que nunca ultrapassou a condição de aluno” (p. 12-17).

DEMO, Pedro. Pesquisa: princípio científico e educativo. 12 ed.São Paulo: Cortez, 2006


“A ação de planejar não pode ser encarada como uma atividade neutra, desvinculada da realidade sócio-histórica. O planejamento do ensino é um processo que envolve discussões e questões, muitas vezes esquecidas no dia-a-dia docente, como as finalidades da educação, os princípios que fundamentam o projeto pedagógico da escola, seus objetivos e os compromissos dos professores com essas definições” (p.64).

VEIGA, Ilma Passos Alencastro (coord.). Repensando a Didática. 27 ed. Campinas, SP: Papirus, 2004



“Conforme se entenda o conhecimento, a avaliação vai – deve ir – por uns caminhos ou por outros. E, quando a desligamos do conhecimento, nós a transformamos numa ferramenta meramente instrumental que serve para tudo, embora realmente valha para muito pouco no campo da formação integral das pessoas que aprendem, seja no âmbito intelectual ou profissional, seja no plano da aprendizagem ou do ensino, seja no plano da implementação do currículo” (p.29).

ALVAREZ MENDEZ, Juan Manoel. Avaliar para conhecer, examinar para excluir. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002.









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