Globalização, exploração e sociedade

Nesse sentido é que a formação da sociedade global modifica substancialmente as condições de vida e trabalho, os modos de ser, sentir, pensar e imaginar. Assim como modifica as condições de alienação e as possibilidades de emancipação de indivíduos, grupos, etnias, minorias, classes, sociedades, continentes. ( Ianni, 1996, p. 52).


A renúncia aos controles (fronteiriços) no trânsito de capitais colocou em marcha uma desastrosa dinâmica interna, que sistematicamente desengata a soberania das nações e já há muito apresenta traços anárquicos. Os Estados perdem sua soberania fiscal, os governos tornam-se passíveis de extorsão, as autoridades policiais defrontam-se, impotentes, com organizações criminosas que escondem muito bem seu capital. (Martin, 1999, p. 89)


O controle do Estado sobre o tempo e o espaço vem sendo sobrepujado pelos fluxos globais de capital, produtos, serviços, tecnologia, comunicação e informação. A apreensão do tempo histórico pelo Estado mediante a apropriação da tradição e a (re)construção da identidade nacional passou a enfrentar o desafio imposto pelas identidades múltiplas definidas por sujeitos autônomos. A tentativa de o Estado reafirmar seu poder na arena global pelo desenvolvimento de instituições supranacionais acaba comprometendo ainda mais sua soberania. (Castells, 2001-b, p.287)



"As empresas estrangeiras intervêm como investidores e não como vendedores, no sentido de que seu objetivo primordial consiste em se apropriar de uma parte do ganho econômico da exploração do projeto" (Chesnai, 1996, p.79).


"Todas as sociedades passadas repousavam (...) sobre o antagonismo entre classes opressoras e classes oprimidas. A existência e a dominação da classe burguesa têm por condição essencial a acumulação da riqueza nas mãos de particulares, a formação e o crescimento do capital; e a condição do capital é o assalariado. (...) O progresso da indústria, do qual a burguesia é o agente (...), substitui o isolamento dos trabalhadores - causado pela concorrência - pela sua união revolucionária, mediante a associação. Com o desenvolvimento da grande indústria, a burguesia vê, então, fugir de seus pés o fundamento mesmo sobre o qual ela produz e se apropria dos produtos. Ela produz, antes de tudo, seus próprios coveiros. A queda da burguesia e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis. (Manifeste du Parti Communiste, trad. J. Molitor, ed. Costes, 1953).


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