signos, significados, coesão textual

 Koch “o conceito de coesão textual diz respeito a todos os processos de sequencialização que asseguram (ou tornam recuperável) uma ligação linguística significativa entre os elementos que ocorrem na superfície textual” (1996, p. 19).



(...) signos são entidades em que sons ou sequências de sons - ou as suas correspondências gráficas - estão ligados com significados ou conteúdos. (...) Os signos são assim instrumentos de comunicação e representação, na medida em que, com eles, configuramos linguisticamente a realidade e distinguimos os objetos entre si.   Ingedore Koch 



"O pensamento, igualmente, não pode ser aquilo que é referido pela frase, mas deve ser considerado como o seu sentido. Qual é a relação à referência?(...) Será possível que uma frase no seu todo tenha apenas sentido e não tenha referência? Seja como for, podemos esperar que tais frases ocorram, tal como há partes de frases que têm sentido mas não têm referência. As frases que contêm nomes próprios sem referência são frases deste tipo. A frase 'Ulisses deu à costa em Ítaca adormecido' tem evidentemente sentido. Mas dado que é duvidoso que o nome 'Ulisses' tenha referência, também é duvidoso que a frase no seu todo tenha referência [i.e. valor de verdade]. Contudo, é certo que seja quem for que encare a frase seriamente como sendo verdadeira ou falsa, atribuirá ao nome 'Ulisses' um referente, e não só um sentido; pois é da referência do nome que o predicado é afirmado ou negado. Quem não admite que o nome refira não pode aplicar nem negar o predicado. Mas nesse caso seria supérfluo avançar para a referência do nome; poderíamos ficar satisfeitos com o sentido, se não quiséssemos ir mais longe que a expressão do pensamento (...) apenas o sentido, e não a referência, da parte é relevante para o sentido da frase. O pensamento é o mesmo quer 'Ulisses' refira ou não (...) O pensamento perde valor para nós assim que reconhecemos que a referência de uma das suas partes está ausente. Estamos assim justificados em não ficarmos satisfeitos apenas com o sentido de uma frase, e em procurarmos também a sua referência. (...) Porque não é o pensamento suficiente para nós? Porque, e na medida em que, nos preocupamos com o seu valor de verdade. É a procura da verdade que nos conduz do sentido à coisa significada." (Frege, idem, pp. 62-63)

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