realidades, idéias acerca da realidade (ASSMANN, 1996, p.88)

"Nosso cérebro/mente é um acolhedor e criador de conceitos. Enxergamos a realidade mediante as linguagens e idéias acerca da realidade que as nossas culturas nos deram. As idéias acerca da realidade recebem o rótulo equivocado de realidade. É por isso que as pessoas, que ignoram essa distinção fundamental, costumam ficar perplexas com o fato de que outras pessoas, especialmente outras culturas, vêem a realidade de maneira diferente. O que difere são as idéias acerca da realidade. A questão sobre o que é a realidade em si refere-se a um nível que não coincide com o plano no qual se movem nossas linguagens e conceitos. Mas, para nós, o limite de nossas linguagens é o limite do nosso mundo (como dizia Wittgenstein). Não há mundo perceptível por/para nós para além de nossa elaboração conceitual e linguístico-simbólica apoiada em nosso limitado sensoriamento do real." (ASSMANN, 1996, p.88)



“Uma explicação simples, popular, da visão poderia ser a seguinte. Os seres humanos vêem usando seus olhos. Os componentes mais importantes do olho humano são as lentes e a retina, esta funcionando como uma tela sobre a qual se formam par ao olho as imagens de objetos externos. Raios de luz a partir de um objeto visto passam deste para a lente via o meio intermediário. Esses raios são refratados pelo material da lente e, portanto, postos em foco na retina, formando assim uma imagem do objeto visto. Assim, o funcionamento do olho é muito semelhante ao de uma câmera. Uma grande diferença está na maneira como a imagem final é registrada. Os nervos ópticos passam da retina para o córtex central do cérebro. Eles transportam a informação relativa à luz que incide sobre as várias regiões da retina. É o registro dessa informação pelo cérebro humano que corresponde à visão do objeto pelo observador humano.” (CHALMERS, 1993, p.47)






Ao estudo dos sistemas supostamente “independentes” de nossa atividade cognoscitiva (de observação) deu-se o nome de cibernética de primeira ordem ou cibernética dos sistemas observados, posto que o observador se supõe à margem de tais sistemas; ao estudo dos sistemas nos quais nossa própria atividade descritiva é parte constitutiva deles deu-se o nome de cibernética de segunda ordem ou cibernética dos sistemas observadores. (MATURANA & VARELA, 1995, p.37)




"Os primeiros ciberneticistas (como eles chamariam a si mesmos vários anos mais tarde) impuseram-se o desafio de descobrir os mecanismos neurais subjacentes aos fenômenos mentais e expressá-los em linguagem matemática explícita." (CAPRA, 1996, p.57)

 

“modelos de elementos densamente interconexos planejados para executar simultaneamente milhões de operações que geram interessantes propriedades globais, ou emergentes." (CAPRA, 1996, p.210).
 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário