A pós-modernidade a modernidade e a literatura

Gianni Vattino (2001) “a chamada "pós-modernidade" aparece como uma espécie de Renascimento dos ideais banidos e cassados por nossa modernidade racionalizadora. Esta modernidade teria terminado a partir do momento em que não podemos mais falar da história como algo de unitário e quando morre o mito do Progresso. É a emergência desses ideais que seria responsável por toda uma onda de comportamentos e de atitudes irracionais e desencantados em relação à política e pelo crescimento do ceticismo face aos valores fundamentais da modernidade. Estaríamos dando Adeus à modernidade, à Razão (Feyerabend) Quem acredita ainda que "todo real é racional e que todo real é racional"(Hegel)? Que esperança podemos depositar no projeto da Razão emancipada, quando sabemos que se financeiro submetido ao jogo cego do mercado? Como pode o homem ser feliz no interior da lógica do sistema, onde só tem valor o que funciona segundo previsões, onde seus desejos, suas paixões, necessidades e aspirações passam a ser racionalmente administrados e manipulados pela lógica da eficácia econômica que o reduz ao papel de simples consumidor”.


 Sérgio Paulo Rouanet “As origens do Iluminismo” (1987)
“depois da experiência de duas guerras mundiais, depois de Aushwitz, depois de Hiroshima, vivendo num mundo ameaçado pela aniquilação atômica, pela ressurreição dos velhos fanatismos políticos e religiosos e pela degradação dos ecossistemas, o homem contemporâneo está cansado da modernidade. Todos esses males são atribuídos ao mundo moderno. Essa atitude de rejeição se traduz na convicção de que estamos transitando para um novo paradigma. O desejo de ruptura leva à convicção de que essa ruptura já ocorreu, ou está em vias de ocorrer (...). O pós-moderno é muito mais a fadiga crepuscular de uma época que parece extinguir-se ingloriosamente que o hino de júbilo de amanhãs que despontam. À consciência pós-moderna não corresponde uma realidade pós-moderna. Nesse sentido, ela é um simples mal-estar da modernidade, um sonho da modernidade. É literalmente, falsa consciência, porque consciência de uma ruptura que não houve, ao mesmo tempo, é também consciência verdadeira, porque alude, de algum modo, às deformações da modernidade”.


A sociedade Pós-Moderna é o fim da sociedade Moderna, a sociedade Pós-Moderna é a degeneração total da modernidade... Essa baixeza total, esse perda de todos os valores é que consideramos outro tempo, que na realidade está dentro de um mesmo tempo, a modernidade. Um novo tempo seria possível com a ruptura de tudo que foi moderno e pós-moderno. A literatura Imparcialista é contemporânea, porém não a considero Pós- Moderna porque a literatura Imparcialista é a análise de seu tempo sem distanciamento histórico, análise de si mesma e do homem contemporâneo. A literatura Imparcialista não faz ruptura com a modernidade ou a pós modernidade porque a literatura imparcialista e a auto-exclusão que faz possível a leitura de nosso tempo sem distancimento histórico.
A literatura Imparcialista é a observação da Pós-Modernidade.
A literatura imparcialista distingue da literatura de outros tempos porque ela não pertence a um tempo, o imparcialismo é a análise de seu tempo e de outros tempos que passou o que virá.
O imparcialismo está fundamentado na observação do contexto sem distanciamento histórico e seu método e aparelho de observação é a auto-exclusão, a não identificação com seu tempo e a visão imparcial.  J.Nunez http://literaturaimparcialista.blogspot.com/2011/07/sociedade-pos-moderna-e-o-fim-da.html



 

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