Indisciplina na escola e autoridade do professor

“o aspecto coletivo da participação deve ser visto não como um processo despersonalizador, mas pelo contrário, como o principal instrumento de construção da individualidade” (VASCONCELLOS, 2004, p.53).



“A situação em sala de aula é intricada, pois ali se encontram vários seres imersos em processos de alienação. Cabe ao educador, como ser mais experiente e maduro, tomar a iniciativa de buscar romper o círculo da alienação” (VASCONCELLOS, 2004, p.54).



Luna (1991, p.69). O professor com autoridade é também aquele que deixa transparecer as razões pelas quais a exerce: não por prazer, não por capricho, nem mesmo por interesses pessoais, mas por um compromisso genuíno com o processo pedagógico, ou seja, com a construção de sujeitos que, conhecendo a realidade, disponham-se a modificá-la em consonância com um projeto comum 


 “A obtenção de disciplina por coação está baseada no uso da punição como ameaça ou como prática efetiva. Esta forma de disciplina leva, portanto, à heteronomia (ser governado por outrem) ao invés de propiciar a autonomia (ser governado por si próprio)” (VASCONCELLOS, 2004,p.58).



“Se queremos que as crianças desenvolvam a autonomia moral, devemos reduzir nosso poder adulto, abstendo-nos de usar recompensas e castigos e encorajando-as a construir por si mesmas seus próprios valores morais” (KAMII, 1986, p.109).




“O aluno tem sido a maior vítima dessa situação toda: de um lado, vítima da “engrenagem maior” que tem achatado os salários de seus pais e, de outro, vítima de uma “engrenagem menor”, ou seja, a escola (FRANCO, 1986, p.48).



Parece surgir uma grande confusão quando alguns fazem uma leitura dessa palavra apenas dentro de seu sentido etimológico (...) e interpretam com isso que o sujeito autônomo é quem faz o que acha certo, de acordo com suas próprias idéias. Parecem esquecer-se do sufixo nomia indicando a presença de regras que, para serem estabelecidas, necessitam de um acordo entre as partes envolvidas; necessitam, portanto, que o sujeito leve o outro em consideração  (Araújo, 1996b, p. 104).



"Somos animais incompletos e inacabados que nos completamos e acabamos através da cultura" (Geertz, 1978, p. 61)


"... um tipo bem específico de limite que a criança precisa construir e aprender a defender: aquele que preserva sua intimidade" (De La Taille, 1998, p. 12)



em vez de ser uma constante imposição de limites, só terá êxito se também for um estímulo a transpor aqueles que a separam do exercício das virtudes (...) para fazê-la viver a moralidade como busca de dignidade, de auto-respeito (De La Taille, 1998, p. 50).




se os adultos não desempenham essa função de autoridade, para Freud, não inspirarão medo, para Durkheim, não desenvolverão, na criança, o espírito de disciplina e, para Piaget, não desencadearão nela o surgimento do sentimento do respeito moral (De La Taille, 1998, p. 92).
 

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