Indisciplina na escola, família, governo, sociedade, alunos e professores...

"[...] a práxis, porém, é ação e reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo" (1983, p.40).

"se impõe como caminho pelo qual os homens ganham significação enquanto homens" (Freire, 1983, p.93).

“o aspecto coletivo da participação deve ser visto não como um processo despersonalizador, mas pelo contrário, como o principal instrumento de construção da individualidade” (VASCONCELLOS, 2004, p.53).

“A situação em sala de aula é intricada, pois ali se encontram vários seres imersos em processos de alienação. Cabe ao educador, como ser mais experiente e maduro, tomar a iniciativa de buscar romper o círculo da alienação” (VASCONCELLOS, 2004, p.54).

Luna (1991) o professor com autoridade é também aquele que deixa transparecer as razões pelas quais a exerce: não por prazer, não por capricho, nem mesmo por interesses pessoais, mas por um compromisso genuíno com o processo pedagógico, ou seja, com a construção de sujeitos que, conhecendo a realidade, disponham-se a modificá-la em consonância com um projeto comum (p.69).



 “A obtenção de disciplina por coação está baseada no uso da punição como ameaça ou como prática efetiva. Esta forma de disciplina leva, portanto, à heteronomia (ser governado por outrem) ao invés de propiciar a autonomia (ser governado por si próprio)” (VASCONCELLOS, 2004,p.58).

“Se queremos que as crianças desenvolvam a autonomia moral, devemos reduzir nosso poder adulto, abstendo-nos de usar recompensas e castigos e encorajando-as a construir por si mesmas seus próprios valores morais” (KAMII, 1986, p.109).


Vasconcellos (2004), “os professores dizem que os responsáveis pela indisciplina em sala são os pais (que não dão limites), que culpam os professores (que não são competentes) e a escola (que não tem pulso firme), que culpa o sistema (que não dá condições), etc” (p.66).

“O aluno tem sido a maior vítima dessa situação toda: de um lado, vítima da “engrenagem maior” que tem achatado os salários de seus pais e, de outro, vítima de uma “engrenagem menor”, ou seja, a escola (FRANCO, 1986, p.48).

“A criança indisciplinada está tentando dizer alguma coisa para a professora. É preciso saber ouvir e compreender a mensagem que se esconde por trás do comportamento manifesto como indisciplina” (ROSENBERG, 1986, p.50).

Vasconcellos (2004) Um dos grandes impasses que se coloca para a escola hoje é a definição de sua efetiva função social. Diante da crise de identidade, é fundamental que a comunidade educativa procure recuperar o sentido da escola, do estudo, elaborando e explicitando sua proposta educacional (Projeto Político-Pedagógico). O aluno (e antes dele, os educadores) deve ver um sentido na escola. O homem é um ser teológico, precisa de um objetivo para direcionar suas energias, seus esforços, para dar um significado ao trabalho que tem que fazer (p.71).

“antes de tudo, cada aluno deve estar convencido de que a disciplina é a melhor forma para lograr o fim que persegue a coletividade (FRANCO, 1986, p.25).

Vasconcellos (2004) Tem havido uma certa confusão em relação ao trabalho do professor: como se constatou que é muito complexo, começou-se a repartir com outros profissionais, ao invés destes profissionais (orientadores, supervisores etc) estarem trabalhando junto ao professor para melhor capacitá-lo, já que ao nosso ver, é ele quem deve enfrentar os conflitos e não cair no jogo dos “encaminhamentos”. O espaço da reunião é privilegiado para esta interajuda entre os profissionais (p.76).

O que o aluno poderia estar tentando dizer ao professor com os constantes atos de indisciplina? Possivelmente que a escola que aí está não lhe proporciona alegria, satisfação e tampouco uma aprendizagem consistente, estando dessa maneira, muito distante de suas aspirações e necessidades (FRANCO, 1986, p.50).

Muitas vezes, a escola espera genericamente que a família “ajude” ou “não atrapalhe”. Isto não é suficiente. A escola precisa intervir no trabalho de formação e conscientização dos pais. Devemos esclarecer aos pais a concepção de disciplina da escola, de forma a minimizar a distância entre a disciplina domiciliar e escolar. Diante de toda crise, as famílias estão desorientadas. Muitos educadores argumentam que não seria tarefa da escola este trabalho com as famílias. De fato, só que concretamente se não fizermos algo já, enquanto lutamos por mudanças mais estruturais, nosso trabalho com as crianças ficará muito mais difícil (VASCONCELLOS, 2004, p.79).



“Se a metodologia de trabalho do professor é essencialmente expositiva, a única disciplina admissível é o silêncio dos alunos (VASCONCELLOS, 2004, p.96

Ter respeito para com os alunos é uma das necessidades da postura de um educador consciente. Deve também exigir respeito dos alunos para com os colegas e para consigo. O professor não pode exigir que o aluno goste dele ou dos colegas, mas o respeito ele pode exigir.  No caso de ser desrespeitado, restabelecer os limites (não entrar no círculo vicioso do desrespeito) (VASCONCELLOS, 2004, p. 93).


Descartes : "A dimensão moral do homem decorre do fato de ele ter vontade. A escolha digna de reprovação é erro".

Enfrentar um conflito é para os alunos, uma oportunidade de trocar pontos de vista, de argumentar, de propor soluções, de dialogar, de procurar uma solução em comum e construir a autonomia de cada um.  Se o professor resolve o conflito em vez de deixar que as crianças o resolvam, está impedindo que elas se construam como pessoas e aprendam (PARRAY-DAYAN, 2008, p.93).

Vasconcellos (2004): Os alunos que apresentam problemas de disciplina precisam de uma ação educativa apropriada: aproximação, diálogo, investigação das causas, estabelecimento das causas, estabelecimento de contratos, abertura de possibilidades de integração no grupo, etc. e no limite, se for preciso, a sanção por reciprocidade, qual seja uma sanção que tenha a ver com o comportamento que está tendo (p.116).
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